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9 de junho de 2018

Forúm de Cultura de Imperatriz na luta por direitos


O Fórum de Cultura de Imperatriz é um organização que agremia diversas entidades e pessoas ligadas a produção cultural da cidade. Desta feita, o grupo quer organizar o VI Fórum de Cultura e debater as problemáticas ligadas a questão Uma das muitos diretivas do FOCULT é promover o debate com o poder público e fazer valer as Leis de Incentivos que por ora estão ainda no esquecimento. 

Vale lembrar que o trabalho de fomento é imprescindível para o desenvolvimento econômico - regional. 

A atual coordenação do Focult entrou com representação contra a prefeitura de Imperatriz pela falta de compromisso em pagar os repasses que o Fundo Municipal de Cultura precisa para continuar a existir. Desde a época do então prefeito Sebastião Madeira os repasses não são feitos. 

Na gestão Assis , foram feitos alguns procedimentos neste sentido e a Fundação Cultural por meio do seu atual Presidente Buzuca lançou recentemente um edital de fomento a Cultura Popular. Porém há ainda um déficit enorme. Outras manifestações e categorias tais como música, artes visuais e literatura estão de fora. Os atrasos são muitos 

Ministério Público pede condenação de Madeira por Improbidade Administrativa 

O assunto é tão sério e grave que o Ministério Público expediu parecer favorável para condenar o ex-prefeito Madeira por improbidade administrativa, que perdesse direitos políticos por 03 anos, por conta desta falta dos repasses em sua época à frente da prefeitura. 

A atual gestão foi também intimada pela falta dos repasses, agora terá dez dias para responder judicialmente. 

Nossa constituição que é uma das mais avançadas em termos de direitos culturais, garante por meio de suas leis o incentivo e a fruição da produção cultural. A cultura hoje em dia responde com a maior parte do PIB em grandes centros urbanos , sendo um fator preponderante para maior qualidade de vida e desenvolvimento de cidadãos mundo afora.

5 de março de 2013

LUCENA FILHO É CONFIRMADO A FRENTE DA FUNDAÇÃO CULTURAL: FÓRUM DE CULTURA MARCA AUDIÊNCIA PÚBLICA


Hoje pela manhã na Câmara de Vereadores foi confirmado a frente da Fundação Cultural de Imperatriz o empresário Lucena Filho. A equipe deverá permanecer praticamente a mesma com apenas uma novidade: Samuel Sousa que entra no lugar do professor Zé Geraldo como assessor de projetos.

Com 20 vereadores presentes e apenas um voto contra, Lucena Filho e equipe precisam agora lutar contra o tempo e correr contra o prejuízo. Felizmente ainda dá tempo.

E que até agora, desde a alteração da Lei 785/95, proposta pelo vereador Rildo Amaral de 12 de novembro de 2010, pouco foi feito.

A lei cria incentivos a cultura e institui o Fundo Municipal “destinado ao financiamento de projetos de Entidades Culturais...”.

Precisa-se implementar o Sistema Municipal de Cultura, etapa “sine qua non” para viabilidade do Fundo, gerida pelo Conselho de Cultura que desde de 2004 está inativo.

Parece simples mas não é fácil. Preocupados com o assunto o Fórum de Cultura da sociedade civil deverá marcar uma reunião com membros da FCI e vereadores para marcar uma audiência pública sobre o problema.

Luta que segue.

28 de setembro de 2012

FORÚM DE CULTURA DE IMPERATRIZ PRODUZ DOCUMENTO REINVIDICATÓRIO PARA CANDIDATOS ASSINAREM

Foto meramente ilustrativa

Ontem,27, na Câmara de Vereadores de Imperatriz, estiveram presentes os candidatos a prefeito de Imperatriz para apreciar um documento com as pautas da Cultura imperatrizense. Todos os candidatos se comprometeram assinando e compactuando com as reinvidicações dos artistas e produtores de nossa cidade, com execeção de Cleber Miranda, Justino Filho e Sebastião Madeira que não compareceram. Ainda sim, acreditamos que estes candidatos têm interesse de assinar  o documento e, caso, queiram, podem estar procurando a coordenação do Forum para se comprometerem com a luta que é de todos nós. A candidata Rosangela Curado, por telefone justificou a ausência da reunião, porém já assinou também.  Abaixo o teor do documento do movimento cultural:

Ao senhores candidatos a Prefeito de Imperatriz, por ordem alfabética:
  • Adalberto Franklin
  • Aluísio Melo
  • Carlinhos Amorin
  • Cleber Miranda
  • Justino Filho
  • Wilson Leite
  • Major Melo
  • Rosângela Curado
  • Sebastião Madeira

O Fórum Permanente de Cultura de Imperatriz, que agremia diversas entidades ligadas a cultura e ao debate sobre o meio ambiente e artístico de nossa cidade, vem respeitosamente promover através deste documento nossas revindicações para garantir que as mesmas sejam objeto de apreciação e cumprimento durante a gestão 2013/2016. Portanto todos [as] os candidatos que assinarem o presente documento se comprometem a:

Contribuir e lutar para ajudar a instituir o Sistema Municipal de Cultura bem como os seus elementos jurídico-contábeis, expressos por conta bancária específica, gerido pela Fundação Cultural de Imperatriz, com acompanhamento do Conselho Municipal de Cultura a ser integrado pelas seguintes fontes:

        • transferências federais, cf. PEC/CULTURA
        • repasses estaduais, cf. legislação decorrente
        • receitas próprias / dotações orçamentárias:
          • cf. legislação maior (PEC/cultura): 1% do orçamento municipal
          • + vinculações específicas, cf. propostas a seguir (inciso V)
        • resultantes de convênios e parcerias públicas e/ou particulares, mediante projetos específicos
        • doações de pessoas físicas ou jurídicas
        • resultados de operações financeiras
        • 5% [cinco por cento] do total da arrecadação dos impostos, taxas e quaisquer formas tributárias ou valores cobrados pelo Município para construção, localização, funcionamento de empresas e empreendimentos com atividades.
      • com obediência às seguintes orientações gerais:
        • recursos destinados de forma que alcancem os diversos segmentos das manifestações culturais
        • obediência a critérios definidos em editais públicos, que resultem em projetos específicos, devidamente acolhidos, informados e encaminhados ao Conselho Municipal de Cultura, pela Fundação Cultural de Imperatriz
  1. Implantação, nos espaços centrais e periféricos da cidade, de Centro Multicultural (casa de leituras), Casa da Memória, Museu da Cidade, Bibliotecas.
    • Contemplando, também, reincorporação social e redefinição ocupacional (que inclua uma biblioteca e um centro cultural em artes) no prédio da antiga CAEMA, Bairro da Caema, de forma compatível como imóvel tombado.
A cultura imperatrizense, no geral ou em aspectos específicos, é objeto de Lei Orgânica Municipal, em seus Arts 7, 8, 13, XVI, “a”, 35, I , 123, II paragrafo 1, e o capitulo VIII, do Título V, correspondente aos Arts174 a 177.
Por esses e outros méritos, é justo fixar, reivindicar e fortalecer o Sistema Municipal de Cultura e do Fundo Municipal de Cultura. Só assim fortaleceremos as lutas quotidianas da Cultura Imperatrizense.

Imperatriz aos vinte e sete dias do mês de setembro de dois mil e doze.

Saudações Culturais!

FORUM PERMANENTE DE CULTURA DE IMPERATRIZ

29 de abril de 2011

A Falta de apoio para projetos culturais em Imperatriz


Nesta quinta-feira, 28 de Abril, o Fórum de Cultura de Imperatriz reuniu-se, às 19h, com o vereador Edmilson Sanches, no auditório a Uema - Cesi (Centro de Estudos Superiores de Imperatriz). Na ocasião, Sanches apresentou a minuta do Projeto de Lei Municipal de Cultura, escrita em fevereiro de 2010.

O historiador e músico, Carlos Leen, abriu o espaço lembrando que estamos com um problema grave e antigo de falta de fomento à Cultura em Imperatriz - "A gestão atual, bem como as anteriores, não está dando a devida atençã à àrea, desrespeitando Constituição Brasileira de 1988".

Edmilson Sanches resgatou a importância da cultura para um município, ressaltando a questão econômica e citando o exemplo da cidade de São Paulo, que tem a maior parte de seu Produto Interno Bruto (PIB) tirado de eventos e espaços culturais. Segundo Sanches, a base de um bom governo deve ser " obras e serviços com qualidade e transparência" e "ninguém nas outras gestões e na atual está preocupado com planejamento estratégico".

Após a exposição da minuta, os presentes decidiram ler o documento com calma e pesquisar outras leis de cultura para acrescentar ou modificar pontos que achem importantes. O Fórum volta a se reunir no dia 03 de Maio, às 19h na Uema, para debater as ideias levadas e montar uma proposta uniforme que será encamiha à Câmera Municipal de Vereadores e, posteriormente, sancionada pelo prefeito.

PS- O Fórum Municipal de Cultura é uma entidade da sociedade civil, que tem debatido as problematicas locais e trazer soluções para as mesmas. As reuniões são às terças, 19h, na Uema, e estão abertas a todos!

Fonte: Blog Ensaio Jurnalistico

28 de abril de 2011

Fórum Imperatrizense de Cultura reune-se hoje com vereador responsável pela Lei de Incentivo


O vereador e um dos responsáveis pela elaboração do projeto de lei que viabilizaria o tão sonhado Sistema Municipal de Cultura, Edmilson Sanchez, reune-se logo mais as 19h00min desta quinta feira, no auditório da Universidade Estadual do Maranhão com os membros do Fórum Permanente de Cultura de Imperatriz.

O conselho municipal de cultura, assim como o fundo municipal são ações e diretrizes imprescindíveis para a criação e funcionamento do Sistema Municipal de Cultura. Etapa máxima de democratização e valorização da esfera cultural de qualquer cidade, estado ou país. Os nomes dos conselheiros são retirados na Conferência Municipal de Cultura, (já realizada há um ano e meio) ou em outros momentos definidos pelas entidades, membros do poder público e da sociedade civil. Até hoje sequer o conselho tomou posse.

A poetisa e artista Lilia Diniz, famosa no Brasil inteiro graças ao seu esplêndido trabalho na literatura e no teatro, não poupou criticas a atual gestão da Fundação Cultural. Segundo Lilia “a FCI não acertou o passo ainda para uma gestão que dê conta, de fato, das demandas da cidade”. A entrevista foi concedida ao do site do curso de Comunicação Social da UFMA, o Imperatriz Notícias ainda no inicio de 2010.

Lilia também fez parte da equipe da Fundação Cultural e de forma bastante autocrítica comentou: “Poucos órgãos gestores conseguiram sair da situação viciada, do modo equivocado de lidar com a produção cultural.”.

A Fundação Cultural de Imperatriz apesar de possuir nomes de peso em seu quadro, tais como Zé Geraldo e Zeca Tocantins, até agora tem apenas pautado eventos casuais do calendário da cidade, portanto, sem avançar nos reais problemas que a esfera cultural necessita, por vezes repetindo a fraquíssima gestão anterior, comandada por Erasmo Dibel.

O Fórum de Cultura da sociedade civil convoca a todos (as) artistas e produtores (as) culturais para unir forças em torno do direito a produção cultural em nossa cidade.

8 de março de 2011

E deu 'Cinema no Teatro' na folia do carnaval de Imperatriz


Eu sinceramente não botava a menor fé. Fui participar do bloco “Cinema no Teatro” pela convicção, quase militante, de quê um projeto que busca divulgar via incentivo estatal o que tem de melhor no cinema produzido na contemporaneidade deveria ser no mínimo digno de nota em nossa cidade.

Antes de qualquer coisa gostaria de esclarecer que o carnaval pra mim é quase uma conjugação do pretérito perfeito. Explico melhor. Estou velho, pelo menos mentalmente. Até o ano de 2009, carnaval era sinônimo de detonar inicialmente na sexta à noite, amanhecendo o dia, para depois dormir duas horas, acordar de novo e sair atrás do trio elétrico vestido de mulher. Eu era (sou) um caipira, que adorava a escrutiação.

Aquele carnaval de 2009 foi o ultimo mesmo em que fui adolescente. A idade chegou, a grana mixou, o amor incidiu e não dá pra fingir mais que nada ta acontecendo. Com os grandes poderes vêm junto as grandes responsabilidades, já dizia o nosso amigão preferido da vizinhança mister Homem-Aranha.

Fui então até a Praça da Cultura com uma única idéia na cabeça: prestigiar e contribuir para que mais do que nunca o “Cinema no Teatro” seja sempre uma realidade. Meia noite, tal qual a Cinderela, pego minha pequena e volto pra casa. Era esse meu plano.

No entanto vejam só: não é que o bloco vence e recebe a premiação de Hum mil reais!?! Não sei o que os organizadores farão com a grana (que não é muita coisa), mas fico extremamente aliviado em imaginar que tudo isso dá uma gás e tanto para que o projeto siga adiante. Que bom!

Quebrando totalmente meu ritmo e ainda em clima de comemoração descemos para a Beira-Rio, uma galera só. Lógico que tive que fingir que estava me divertindo, mas no fundo no fundo só pensava em assistir o desfile da Unidos da Tijuca, deitado no sofá de casa, bebericando um vinho seco, relaxado e nem imaginando o que poderiam estar fazendo a galera pós-moderna na casa da Didi Praes, uma pessoa extremamente simpática e interessante, pra não dizer o contrário (piada interna hein, só quem tava ontem no bloco saca!).

Longa vida ao Cinema no Teatro e a todos os carnavais que eu não poderei estar junto.

Fica aí um conselho: se passou de leve pela sua cabeça a possibilidade de cair na folia pelo menos nesta ultima noite de terça feira de carnaval eu só tenho a aconselhar: vai firme! Pode ser que este seja o seu ultimo também. Ah, e na próxima segunda as 19:00, a gente se vê pelo Teatro Ferreira Gullar.


Post Scriptum: Só pra constar em registro: minha fantasia tentou trazer a lembrança do filme "Bom dia Vietnã", com Robin Williams fazendo o papel de um radialista em plena guerra. Mesmo assim a moçada diz que eu queria ser o Chê Guevara. Ah! Me parece que o recurso do prêmio será destinado a compra de equipamento para o projeto. Mais informações depois.

23 de fevereiro de 2011

Denúncia: Biblioteca Municipal de Imperatriz sub-utilizada








Em visita ontem as instalações onde funciona a atual Biblioteca Pública Municipal “Osvaldo de Carvalho”, constatamos in loco diversas irregularidades que refletem bem o caráter legado a cultura de nossa cidade, enquanto índices alarmantes de violência, prostituição e abuso de drogas crescem entre os imperatrizenses com idade entre 15 e 25 anos.
A falta de acesso a bens e produção cultural em Imperatriz, por enquanto ainda não tem sido efetivamente estabelecida como estratégia para gerir emprego, renda e inclusão social. Um pena!
A grande maioria dos estudantes desconhece que no prédio onde funcionava a antiga escola Frei Manoel Procópio atualmente guarda o acervo bibliográfico do município. No local não há bibliotecário (a) prestando serviço, não há auditório, nem espaço para eventos, uma parte significativa do acervo permanece em caixas mofentas, há salas sem climatização adequada, outras com climatização (central de ar), mas sem o forro, o que gasta enorme quantidade de energia além, claro, do pouco espaço existente para comportar minimamente e responder pela demanda de uma cidade do porte de Imperatriz.
Segue abaixo as tristes imagens. Ontem á noite o Fórum Permanente de Cultura da sociedade civil se reuniu para deliberar algumas ações, com presença inclusive da Defensoria Pública. Em breve mais detalhes.

6 de fevereiro de 2011

5 de fevereiro de 2011

Fórum de Cultura denuncia descaso do poder público municipal: Jovem é estuprada no antigo prédio da Biblioteca


A história é antiga. O prédio da esquecida Biblioteca Pública de Imperatriz, abandonada há cerca seis anos foi ocupado em 2008/2009 por artistas e populares articulados pelo Fórum Permanente de Cultura de Imperatriz, agremiação que reúne diversas entidades ligadas a reivindicação de políticas públicas no setor.

Uma ação judicial fora impetrada pela prefeitura, que se responsabilizava em retomar a responsabilidade pelo espaço, dando oportunidade para que os artistas pudessem fazer propostas objetivas para o mesmo, desde que os ocupantes de lá se retirassem. Feito o acordo, infelizmente a prefeitura não cumpriu até hoje, com sua parte na decisão judicial.

Com o inicio da gestão de Sebastião Madeira e a ida de dois importantes membros do Fórum para compor o quadro de acessórias da Fundação Cultural, o movimento viu-se na condição de paciente expectativa no desenrolar dos fatos. Em 2009 algumas propostas de revitalização para o espaço da ex-biblioteca seriam feitas em conjunto por sociedade civil e poder público.

Prof. Zé Geraldo e Lilia Diniz, os dois membros do Fórum e do quadro da FCI, tentaram ainda objetivar por diversas vezes ações que eram respaldas pela agenda da Cultura Popular e dos diversos segmentos do Fórum, mas infelizmente viram-se do ponto de vista político e burocrático isolados pela falsidade de bajuladores do primeiro escalão político do governo e por colegas de trabalho, com arroubos de “crise de egos”. Uma desfarçatez sem tamanha.

O direito a produção, circulação e fruição de bens culturais seria re-afirmado quando em outubro de 2009, a II Conferência Municipal de Cultura aconteceria em nossa cidade, prometendo objetivar o Sistema Municipal de Cultura e as demandas pontuais da categoria. Mais de hum ano depois, entretanto, sequer o conselho de cultura seria homologado.

O espaço físico da biblioteca entraria o ano 2011 abandonada e o que pior servindo para que a “marginalidade”, fruto da própria política de exclusão desta sociedade, agisse. Recentemente dois casos de estupro aconteceram. Duas jovens que por ali se deslocavam sofreram violência das mais desumanas possíveis, em plena luz do dia, empurradas para dentro das dependências do prédio, que agora em vez de vida, poesia e música, guarda restos de drogas, fezes e lixo. Vale lembrar que diversos outros prédios públicos continuam subutilizados em Imperatriz.

É social-democrata a idéia de que o acesso às artes e a cultura, bem como a saúde, a educação e a previdência constituem direitos dos cidadãos a serem assegurados pelo Estado. Ela está enunciada na constituição de 1988, mas em Imperatriz, aprendemos que seus autores estão na contramão da história.

Sobre o caso dos estupros

Segundo a ativista pelos direitos da Mulher em Imperatriz Conceição Amorim, há um maníaco tarado a solta nas proximidades e já teria feito diversas vitimas. O mesmo se utiliza de uma faca e possui cor negra, com poucos dentes na boca. Como esconderijo, o estuprador usa o prédio abandonado da antiga biblioteca.

7 de dezembro de 2010

Conselho Municipal de Cultura: A novela continua...

Atores envolvidos: Neai (Núcleo de Estudos Afro-Indigenas), Fórum Municipal de Cultura e Fundação Cultural de Imperatriz.

Sinopse: Onde está nosso Sistema Municipal de Cultura, nosso Museu e Casa de Memória, nossa tradicional Feira de Artes? Ficaram pra trás, re-lembradas apenas nas nossas mentes.

enredo: O conselho municipal de cultura, assim como o fundo municipal são ações e diretrizes imprescindíveis para a criação e funcionamento do Sistema Municipal de Cultura. Etapa máxima de democratização e valorização da esfera cultural de qualquer cidade, estado ou país. Os nomes dos conselheiros são retirados na Conferência Municipal de Cultura, (já realizada há hum ano) ou em outros momentos definidos pelas entidades e membros do poder público e da sociedade civil.

Últimos capítulos: Falta apenas uma vaga a ser preenchida para dar a posse e segmento legal para legitimação do conselho: Patrimônio Histórico. O Neai mesmo não tendo oficialmente participado da Conferência reivindicou para si a vaga, visto que iniciaram trabalhos de relevância no seguimento e, portanto haveria o interesse natural em estar compondo este conselho.

Um nome já havia sido ventilado antes, tanto por sociedade civil quanto por poder público. O deste que vós escreve. Mas, abri em mão por entender que seria mais interessante enquanto artista enviar e trabalhar em projetos. Mesmo assim segundo alguns, meu nome na verdade teria sido “rifado”, não sei por qual instância, nem muito menos aonde, pois eu “pedi pra sair”.

Cenas dos próximos capítulos: Segundo os coordenadores da Fundação Cultural até agora o nome a vaga em aberto não foi encaminhado, e a Prof. Maristane Rosa, coordenadora geral do Neai, já afirmou não ter mais interesse na dita vaga (sabe-se lá por que cargas d’água). O Fórum de Cultura (sociedade civil) resolveu então indicar a estudante e pesquisadora Karilene Costa, que também participa do Neai e do Fórum.

Continua.....

9 de junho de 2010

Bulcão não agrada muito com sua conversa macia

No último sábado, dia 05 de junho, aconteceu em Imperatriz mais uma etapa do Fórum Regional de Cultura, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secma) e contou com mais de 20 municípios da chamada mesorregião oeste. O evento é estruturado em cinco grandes encontros, sendo eles nas cidades de Arari, Bacabal, Codó, Impeartriz e São Raimundo das Mangabeiras e reúne gestores públicos culturais e representantes da sociedade civil organizada.

Durante o encontro foi lançado um edital para financiamento de projetos culturais. Nomeado de Edital Universal, lançado no último ato do espetáculo, de uma tragédia medíocre, na qual a platéia, que somos nós, devemos simplesmente aplaudir, como se não soubéssemos ler nas entrelinhas da maquiagem, da luz, do figurino e do cenário montado com atores despreparados e um texto piegas.

Alguns painéis de debates que abordaram os Sistemas Nacional, Estadual e Municipal de Cultura, o Conselho Estadual de Cultura, conduzido pelo atual presidente Armando Nobre, e ainda Estruturação e Sistema Estadual de Informações Culturais e ao Sistema Nacional de Cultura, apresentado por Roberto Peixe, representante do Ministério da Cultura.

A cidade de Imperatriz foi bastante representada, tanto pelo poder público, quanto pela sociedade civil representada pelo Fórum Permanente de Cultura, demonstrando o quanto a cidade encontra-se preparada para as discussões referentes a políticas públicas para cultura.

Com o olhar bastante crítico para todas as abordagens, questionamos a dificuldade para recebermos informações da Secma, em especial os municípios mais afastados, que sequer tem sinal para celular, e a internet ainda é uma realidade distante sendo assim penalizados por não estarem “conectados” ao mundo globalizado e excludente.

Contrariando deste modo a definição de globalização que o representante do governo do estado, Chico Brasil, quando disse: “globalização nada mais é que informação para todos ao mesmo tempo”.

Visão simplista de um processo que têm por conseqüência a subjugação e exclusão e os efeitos sobre a cultura, especialmente nos países pobres, onde os contrastes sociais são ainda mais perceptíveis. Por um lado os excluídos são taxados de incompetentes e passam a ser responsabilizados pela sua própria pobreza e falta de informação. Por outro lado, aqueles que recebem as “benesses” da dita globalização, detém a informação e os meios de produção.

Quando falamos do descompromisso, é porque sabemos e ajudamos a construir os avanços que tivemos nos dois anos em que a oligarquia nefasta, que insiste dominar nosso estado, esteve afastada do Palácio dos Leões. Vários editais, posse do conselho de cultura, descentralização de recursos para cultura, fóruns e seminários permanentes com a participação ativa de centenas de fazedores de cultura no estado do maranhão.

O discurso raso feito pelo representante da governadora Roseana Sarney, e o discurso esvaziado feito pelo então secretário de cultura do estado do maranhão, senhor Luis Bulcão, foi criticado por vários ativistas culturais, dentre eles Conceição Amorim, do Centro de Direitos Humanos Padre Josimo, que, aliás, teve participação relevante no Fórum e afirma categoricamente: “é uma demonstração dupla do descompromisso que este governo tem para com a cultura do povo maranhense”.

A tentativa ao que nos parece é a de querer “maquiar” com Fóruns realizados às pressas e sem diálogo com os atores culturais das respectivas regiões, a remissão de suas falhas históricas. Para Carlos Leen, membro do Fórum de Cultura, “O secretário não tem clareza das propostas, escorrega nos questionamentos feitos pela plenária e tenta desviar a atenção com citações poéticas e um jogo corporal performático” e completa dizendo: “Bulcão já esteve por quatro vezes na mesma secretaria, e o resultado do desastre como gestor é notório e público”.

Com isto não estamos tirando a importância dos Fóruns, eles são importantes, inclusive para percebemos de fato qual a proposta de políticas públicas para a cultura do maranhão. Os Fóruns são imprescindíveis, independente do governo e são espaços para formação, informação e elaboração de um pensamento, ainda que não unificado, a respeito da cultura e das políticas públicas para cultura a serem traçadas em nosso estado, a começar por nossos municípios, distante da bela ilha.


Por Lília Diniz

Artista de Imperatriz-MA

e do Fórum Permanente de Cultura de Imperatriz

19 de maio de 2010

Reunião do Fórum de Cultura com Bulcão até que foi proveitosa, mas...


Na tarde de ontem recebi um inesperado telefonema de uma companheira que pertence, junto comigo, ao Fórum de Cultura de Imperatriz, entidade que agremia diversos artistas e fazedores de cultura na cidade e que atualmente luta para fazer valer as políticas publicas de descentralização, acesso e democratização da cultura de modo geral.
O telefonema em caráter de urgência me avisava de um encontro nosso do Fórum com o atual secretário de cultura do estado, senhor Bulcão, que de ultima hora resolveu abrir uma agenda com o movimento cultural da cidade. Vale ressaltar que diante dos diversos avanços que temos feito, até mesmo ocupando prédios públicos para a cidadania, de modo amplo, esta falta de sintonia com a secretária de cultura do estado é uma pratica ainda corriqueira e deveras preocupante.
Reunião marcada a portas fechadas no Teatro Ferreira Gullar imediatamente corremos e tentamos mobilizar o máximo de companheiros para expor nossas pautas. Dentre elas a terrível falta de comunicação entre os gestores da cultura do estado e a nossa cidade, alem da obvia centralização dos recursos e da falta de editais para incentivo a cultura no Maranhão.
Bulcão demonstrou ser “cordial” e “cavalheiro” (sic), um doce de pessoa, concordando com todas as reivindicações dos artistas dentre elas a reforma do teatro e a possibilidade de aumentar as demandas de participação nos eventos e fóruns organizados pela SECMA. Descontraído chegou até mesmo a prometer a possibilidade de surpresas para o Teatro Ferreira Gullar para ainda o dia 05 de junho.
O único momento claramente “mal educado” foi quando o ex apresentador Hernandes Timóteo nos momentos inicias de apresentação, declarou-se da Associação Gay, em tom irônico e debochado, imediatamente saiu e nem sequer participou da reunião com o movimento social, deixando claro ali sua condição de mero bajulador de quem está no poder. Feio fica também pra o gestor que ainda traz em sua “curriola” um tipo desses. Ah, se tiver alguém aí do movimento GLBT com certeza cabe processo....

14 de maio de 2010

Artistas imperatrizenses e comunidade ligada à cultura repudiam atitudes da Secretária Estadual de Cultura

O Fórum Permanente de Cultura de Imperatriz torna pública sua indignação com as ações pouco democráticas desenvolvidas pelo atual secretário de cultura do estado do Maranhão, Luis Bulcão, e denuncia o retrocesso em todos os avanços construídos coletivamente, por artistas, produtores culturais, mestres e mestras da cultura popular e ativistas culturais. Avanços estes pontuados pelo dialogo entre governo e sociedade civil.
Lamentamos que a OFICINA DE FORMAÇÃO DE AGENTES MULTIPLICADORES, bancada com recursos do MINC, que, aliás, tem desenvolvido todas as suas ações com base no diálogo e na descentralização, aconteça em cidade sem uma consulta ao poder público ou a esta entidade representativa do movimento cultural da cidade ou pelo menos divulgação prévia, prejudicando deste modo, vários interessados na qualificação para elaboração de projetos culturais.
Igualmente, lamentamos que esteja previsto um SEMINARIO REGIONAL para acontecer no dia 05 de junho, e que em nenhum momento tenhamos sido consultado sequer para sugerir espaço ou data. Sequer o poder público local tem informações para nos repassar, por não ter sido também consultado.
O Fórum Permanente de Cultura de Imperatriz exige, do senhor Secretário, respeito aos artistas e produtores culturais de Imperatriz e região. Queremos escrever nossa história com nossas próprias mãos.

Coordenação do Fórum Permanente de Cultura de Imperatriz

13 de maio de 2010

Representantes do Fórum de Cultura reúnem-se com o prefeito Madeira

Do site Praça da Cultura: http://www.pracadacultura.com/index.php

Na tarde da última terça (11 de maio), os representantes do Fórum de Cultura de Imperatriz estiveram reunidos com o Prefeito Sebastião Madeira, na sede da prefeitura. No ato conversaram, entre outras coisas, acerca do destino do prédio abandonado da antiga Biblioteca Pública. Estiveram presentes ainda membros do movimento Ocuparte, o Presidente da Fundação Cultura, Lucena Filho, a ativista social, artista e membro do Fórum de Cultura, Lilia Diniz e o estudante, membro do ArteAlternativa e artista, Leonardo Negão.
Madeira garantiu que, em curto prazo, iniciará a reforma e manutenção do imóvel, colocando-o sob responsabilidade da Fundação Cultural. Os artistas disseram que, por enquanto, esta é uma saída viável, mas que ainda não contemplava os vários propósitos levantados para o espaço. Dentre estes propósitos: Casa de Cultura, Espaço de Oficinas, Museu e Casa da Memória Imperatrizense.
A professora da UEMA e membro do Núcleo de Estudos Afro Indígenas -NEAI, Maristane Rosa, reforçou enquanto historiadora a extrema carência que a cidade de Imperatriz sofre pela falta de um espaço museológico, onde os visitantes possam conhecer um pouco da história local. Disse também que, sem dúvidas, o gestor que der condições para que um espaço dessa natureza venha a ser criado ficará verdadeiramente “imortalizado” na história da cidade, uma vez que a maioria dos turistas vai “direto” para Carolina por não terem essa opção em Imperatriz.
Integrante do Coletivo ArteAlternativa, Carlos Leen Santiago lembrou os dois anos de ocupação do movimento OCUPARTE e as ações promovidas pelos artistas do coletivo. Lembrou também da posição intransigente do Secretário de Educação do município, senhor Zeziel Ribeiro, em querer derrubar o imóvel e impor seus interesses ao não liberar as chaves do imóvel para uma vistoria que seria feita por técnicos do Estado ligados a área de Patrimônio Histórico e pela Fundação Cultural de Imperatriz. Sobre isso o prefeito comentou ao telefone: “Quem decide aqui sou eu, uma coisa é o Zeziel querer (...) outra coisa sou eu decidir!”.
Na próxima terça-feira às 19h00min, o Fórum de Cultura fará nova reunião na UEMA para tratar dos últimos encaminhamentos e avaliar se a reunião com o prefeito avançou na luta pela valorização da cultura e da educação na cidade.
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