5 de fevereiro de 2011

Fórum de Cultura denuncia descaso do poder público municipal: Jovem é estuprada no antigo prédio da Biblioteca


A história é antiga. O prédio da esquecida Biblioteca Pública de Imperatriz, abandonada há cerca seis anos foi ocupado em 2008/2009 por artistas e populares articulados pelo Fórum Permanente de Cultura de Imperatriz, agremiação que reúne diversas entidades ligadas a reivindicação de políticas públicas no setor.

Uma ação judicial fora impetrada pela prefeitura, que se responsabilizava em retomar a responsabilidade pelo espaço, dando oportunidade para que os artistas pudessem fazer propostas objetivas para o mesmo, desde que os ocupantes de lá se retirassem. Feito o acordo, infelizmente a prefeitura não cumpriu até hoje, com sua parte na decisão judicial.

Com o inicio da gestão de Sebastião Madeira e a ida de dois importantes membros do Fórum para compor o quadro de acessórias da Fundação Cultural, o movimento viu-se na condição de paciente expectativa no desenrolar dos fatos. Em 2009 algumas propostas de revitalização para o espaço da ex-biblioteca seriam feitas em conjunto por sociedade civil e poder público.

Prof. Zé Geraldo e Lilia Diniz, os dois membros do Fórum e do quadro da FCI, tentaram ainda objetivar por diversas vezes ações que eram respaldas pela agenda da Cultura Popular e dos diversos segmentos do Fórum, mas infelizmente viram-se do ponto de vista político e burocrático isolados pela falsidade de bajuladores do primeiro escalão político do governo e por colegas de trabalho, com arroubos de “crise de egos”. Uma desfarçatez sem tamanha.

O direito a produção, circulação e fruição de bens culturais seria re-afirmado quando em outubro de 2009, a II Conferência Municipal de Cultura aconteceria em nossa cidade, prometendo objetivar o Sistema Municipal de Cultura e as demandas pontuais da categoria. Mais de hum ano depois, entretanto, sequer o conselho de cultura seria homologado.

O espaço físico da biblioteca entraria o ano 2011 abandonada e o que pior servindo para que a “marginalidade”, fruto da própria política de exclusão desta sociedade, agisse. Recentemente dois casos de estupro aconteceram. Duas jovens que por ali se deslocavam sofreram violência das mais desumanas possíveis, em plena luz do dia, empurradas para dentro das dependências do prédio, que agora em vez de vida, poesia e música, guarda restos de drogas, fezes e lixo. Vale lembrar que diversos outros prédios públicos continuam subutilizados em Imperatriz.

É social-democrata a idéia de que o acesso às artes e a cultura, bem como a saúde, a educação e a previdência constituem direitos dos cidadãos a serem assegurados pelo Estado. Ela está enunciada na constituição de 1988, mas em Imperatriz, aprendemos que seus autores estão na contramão da história.

Sobre o caso dos estupros

Segundo a ativista pelos direitos da Mulher em Imperatriz Conceição Amorim, há um maníaco tarado a solta nas proximidades e já teria feito diversas vitimas. O mesmo se utiliza de uma faca e possui cor negra, com poucos dentes na boca. Como esconderijo, o estuprador usa o prédio abandonado da antiga biblioteca.

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3 comentários:

alexandre almeida disse...

olha ai meu amigo se poder publicar esse material ai.

http://www.youtube.com/watch?v=mkOUOvRPLD0

bom trabalho.

Fernando Teixeira disse...

Gostei do Blog, convido a visitar o meu: www.fernandofts.blogspot.com
Abraços Cordiais!

Anônimo disse...

pelos fatos, o prof. ze geraldo e lilia diniz, simplesmente boicotaram o intenção de se fazer uma nova biblioteca, pois ja estavam prontos os projetos aguardando apenas licitação, mas infelizmente vivemos em um pais onde ainda existe pessoas com pensamentos voltado para o passado e se esquece do futuro. nao deixaram que se fizesse uma nova biblioteca alegando que o predio é tombado, e agora nem mel nem cera.