sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Biblioteca Pública Municipal cabe 15 pessoas no máximo, no entanto...

Me surpreendi ontem, ao passar pela banca de jornal e deparar-me com um noticioso local (O Capital (sic)), com uma das manchetes em forma de "aquiescente comprovação": "Vereadores visitam Biblioteca Publica e parabênizam o múnicipio pelo espaço" Entre outras pêrolas contidas na dita matéria, os nobres vereadores ao visitarem aquele cubículo que fica anexo a sede do Bolsa-Fámilia, "se surpreenderam com a excelente organização" do lugar e com as condições físicas, "desmentindo o boato de que Imperatriz não teria uma Biblioteca que atendesse as necessecidades de seus estudantes". Entre as figuras, se destacavam na foto do jornal, o imortal das Letras Edmilson Sanches e a conhecidissima Fatima Avelino, roseanista roxa. Meus primos que moram em Tinguá, uma cidadezinha o triplo menor que Imperatriz, quando nos visitam, eu faço questão de léva-los nesta dita biblioteca, para os mesmo ao chegarem lá dizerem o quanto o MA é carente por conta da cara-de-pau de seus póliticos e, por conta disso, a consequente falta de leitura do seu povo.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

UEMA muda um dos locais de prova do vestibular. Fique atento

A Universidade Estadual do Maranhão - UEMA, por meio da Pró-Reitoria de Graduação – PROG informa aos candidatos inscritos no Programa de Acesso à Educação Superior - PAES/2010 que, por motivos internos da UFMA – Campus Imperatriz, foi alterado esse local de prova para o prédio da Faculdade Atenas Maranhense – FAMA, situado a Rua Godofredo Viana, s/n – Centro – Imperatriz/MA, em frente à UEMA-Centro de Estudos Superiores de Imperatriz – CESI.Informa ainda, que fica mantida a mesma seqüência de sala.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

O apelo de um trabalhador da cultura em Imperatriz

O Comentário abaixo trânscrito foi originalmente publicado no site http://www.pracadacultura.com/, na noticia "Balanço da Conferência de Cultura". O autor é nada mais nada menos do que o nosso conhecidíssimo Chico do Teatro, trabalhador de longas datas da cultura em Imperatriz:
"Por: chico ( Teatro ) Prefeito de imperatriz só olha para o teatro quando é pra pedi votos. Isto e uma vergonha uma cidade do tamanho de imperatriz ter um teatro sem nenhuma ajuda. ela so paga energia e agua e ainda acha que esta fazendo muito, tem funcionários que trabaha a quase 20 anos e não tem sequer um salario, tem que sobreviver de aluguel do teatro para poder sobreviver. prefeito por favor venha ao teatro mais venha não para se aparecer e nem para pedir votos mais sim para cumprir a sua promessa de campanha de ajudar os funcionários desta casa. pois esperamos uma resposta sua. palavras de protesto dos funcionários desta casa. "

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Carta aos verdadeiros comunistas

O êxito do XIV Congresso Nacional do PCB foi a coroação de uma fase importante da reconstrução revolucionária do Partido, que cria condições para ele se apresentar aos verdadeiros comunistas brasileiros como uma alternativa concreta. Aliás, num gesto inédito, nos debates prévios ao Congresso dialogamos com comunistas amigos do PCB, o que contribuiu para valorizar e qualificar as resoluções adotadas. Mas o PCB precisa estar à altura da possibilidade que a vida lhe está oferecendo, para colher os frutos do trabalho até agora construído, contribuindo para a unidade comunista, uma necessidade histórica. Cabe à militância do PCB - reforçada por novos camaradas que chegam e por velhos camaradas que voltam – a responsabilidade de colocar em prática as corretas resoluções que adotamos em 2008, na Conferência de Organização, e agora, em 2009, no XIV Congresso. Para isso, é preciso dedicar-se ao estudo teórico; aprimorar a disciplina consciente, o centralismo democrático e a direção coletiva; inserir-se no movimento de massas e praticar o internacionalismo proletário. O Partido tem que estar preparado para enfrentar o capital, em qualquer circunstância. Quem determina a hora e a forma na luta de classes não somos nós unilateralmente, mas a correlação de forças e a conjuntura. Não podemos nos comportar como um destacamento de plantão esperando o momento revolucionário. A revolução é um processo complexo e o capitalismo não vai cair de podre. Podemos e devemos incidir para antecipar a emancipação da classe trabalhadora. O Partido deve funcionar como um sistema de organizações que articulem e potencializem uma férrea unidade de ação, nas pequenas e grandes lutas e tarefas. O PCB não pode se julgar o dono da verdade e muito menos o Partido vocacionado para dirigir o processo revolucionário. Há muita vida inteligente e revolucionária fora das nossas fronteiras; há uma rica e complexa teia de organizações políticas e sociais com tendência ou caráter revolucionário que precisa ser articulada numa frente contra o capital. A revolução brasileira será obra coletiva de um amplo conjunto de forças antagônicas à ordem burguesa e, sobretudo, da ação das massas proletárias e de seus aliados. Para se tornar um estuário e crescer com qualidade e eficiência, o PCB terá que estimular o diálogo com os comunistas brasileiros, grande parte dos quais pulverizados como consequência de uma verdadeira diáspora, provocada por um conjunto de fatores, entre os quais se destacam erros teóricos que o PCB cometeu dos anos 60 ao início dos anos 90, sobretudo a ilusão de uma revolução democrático-burguesa, fonte de várias cisões no período, a maioria delas, a bem da verdade, pela esquerda. O PCB tem que estar de coração e braços abertos para receber todos aqueles que, confiando nas mudanças recentes que promovemos no Partido, venham a se somar ao esforço da reconstrução revolucionária. Quem sabe, em breve, seremos mais vozes a gritar: É força, ação, aqui é o partidão!
Ivan Pinheiro é secretário geral do PCB (Partido Comunista Brasileiro)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Balanço geral da II Conferência Municipal de Cultura

Cansativo, mas necessário! Essa é foi a principal resposta quando se perguntava aos conferencistas sobre este evento de suma importância para nossa classe artística. A despeito de todos os debates ocorridos na plenária final, deve-se ressaltar o caráter maduro com que a comissão organizadora buscou conduzir o processo.
Estavam ali vários segmentos artísticos - Música, Teatro, Literatura, Artes Visuais, Carnavalescos, Artes Plásticas. O caldeirão proporcionou a pluralidade de idéias, sem prejuízo para que vários aspectos de cosmovisões fossem aproveitados e não excluídos. A cultura popular pôde se manifestar e teve voz e vez. Infelizmente, ficaram rendidas as artimanhas da retórica e do discurso de quem já é velho de guerra em plenárias, manipulou-se por vezes até a própria mesa condutora dos trabalhos.
Ressalte-se aqui também o excelente debate feito do lado de fora, por entusiastas do discurso anarquista, populares e demais artistas, que se mostravam atentos, criticando oportunistas de plantão e velhas raposas dos processos culturais de nossa cidade.
Conclusões: Conselho de Cultura esboçado, delegados a etapa estadual tirados e a certeza de que a luta não acabou. A democracia perpassa não apenas aos limites do discurso, ela também se estabelece nas ações descentralizadoras e geradoras, que proporcionam realmente estrutura a todos que desejam produzir, criar, inovar, para que a sociedade não seja apenas aquela da competitividade, da crise e da desesperança.
Devemos caminhar para a ruptura de que a idéia de produção cultural seja apenas privilégio de uma pequena parcela e que o seu comprometimento histórico não se articule apenas com as necessidades ideológicas de “iluminados” ou da burguesia, que se reivindicam únicos aptos a estarem intelectualmente produzindo cultura.
Relembramos como exemplo a concepção da Antiguidade Grega, segundo a qual as manifestações culturais se encontram numa esfera separada, que transcende o âmbito da reprodução da vida e que divide a sociedade entre uma esmagadora maioria que deve realizar o trabalho físico e os poucos escolhidos que têm o ócio (em grego: Skolé, de onde veio a palavra latina schola) para se dedicar às coisas do espírito; ao verdadeiro ao bem e ao belo. Nesse período da história, o próprio discurso das classes dominantes não esconde a concepção de que existem, por um lado, pessoas inferiores, às quais cabe a dura labuta física e, por outro lado, seres humanos superiores – responsáveis pelas atividades intelectuais que propriamente engrandecem a humanidade.
Voltando ao nosso tempo e ao nosso lugar, caberá a partir de agora que a Fundação Cultural lidere o processo de democratização das condições materiais de produção da cultura, que os gestores se reúnam com a classe artística e que deixemos que os artistas façam sua parte: criar, tornar o mundo mais belo, humano, para todos sem exceção.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Testamento de um mártir: Caso do Padre Jósimo é prescrito pela justiça

Um dos grandes fatos na Historia de Imperatriz, que culminaram inclusive na fama que a cidade teve nos anos 80 de capital da pistolagem, foi o assassinato do Padre Jósimo Tavares, executado nas escadarias do prédio onde funcionava a CPT (Comissão Pastoral da Terra), ali pertinho da Praça de Fátima.
O crime chocou a opinião publica nacional principalmente por que na época a própria Igreja Católica sabia que Jósimo vinha sendo jurado de morte. Seu trabalho junto aos camponeses do Bico do Papagaio, região norte do hoje atual Tocantins, e zona de violentos conflitos pela posse da terra e de grilagem institucional, incomodava os fazendeiros latifundiários e especuladores da terra. Gente poderosa e que tinham por vezes homens da lei a seu favor. Depois de investigações da policia foram autuados como mandantes do crime: JOÃO BATISTA DE CASTRO NETO, PEDRO VILARINO FERREIRA, este morto em 2006, irmão de José Helvécio Vilarino, também envolvido. Passados 28 anos do bárbaro crime eis que ontem a juíza da Primeira Vara Criminal, Cristiana Ferraz, declarou o caso “prescrito” pela justiça, ou em outras palavras: já era o processo vai ficar por isso mesmo. PRAÇA DA CULTURA traz com exclusividade um texto deixado por Jósimo dias antes de morrer e endereçada a seus companheiros da Igreja:
"Tenho que assumir.
Estou empenhado na luta pela causa dos lavradores indefesos,
povo oprimido nas garras do latifúndio. Se eu me calar, quem os defenderá? Quem lutará em seu favor? Eu, pelo menos, nada tenho a perder. Não tenho mulher, filhos, riqueza... Só tenho pena de uma coisa: de minha mãe, que só tem a mim e ninguém mais por ela. Pobre. Viúva. Mas vocês ficam aí e cuidam dela. Nem o medo me detém. É hora de assumir. Morro por uma causa justa. Agora, quero que vocês entendam o seguinte: tudo isso que está acontecendo é uma conseqüência lógica do meu trabalho na luta e defesa dos pobres, em prol do Evangelho, que me levou a assumir essa luta até as últimas conseqüências. A minha vida nada vale em vista da morte de tantos lavradores assassinados, violentados, despejados de suas terras, deixando mulheres e filhos abandonados, sem carinho, sem pão e sem lar". Pe. Jósimo Tavares Fica a pergunta: o que a Igreja pretende fazer em relação a isso? Deixar quieto?

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Estudantes de Enfermagem paralisam o campus da UFMA em Imperatriz

Que o descaso com o curso de Enfermagem, por parte das ditas autoridades da UFMA é grande, isso todo já sabe. Agora a coisa parece que vai pipocar de vez, a situação chegou ao ponto que os estudantes falam de fechar a BR-010, no trecho próximo a Ponte do Cacau.
Lideranças do movimento me procuraram ontem e pediram ajuda nas hora da manifestação. Foi pedida a ajuda também do DCE da UEMA, entidade a qual não faço mais parte de direito, mas que carrego no coração ainda.
Prontamente disse-lhes que ajudaria no que fosse possível. Acerca de dois anos fizemos uma ocupação juntos nessa mesma UFMA, por conta das péssimas condições em que se encontrava.Conseguimos algumas vitorias gerais, mas o curso de enfermagem ficou na promessa.
Hoje a situação parece estar sendo a mesma e com um agravante a mais, pois pelo visto o curso de Enfermagem não conseguiu unificar os demais cursos como antes. No então o movimento começou a pouco, vamos ver o que vai dar...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PSOL é a disputa eleitoral em 2010

O PSOL hoje em dia possui ampla discussão em todos os municípios que atua. São cerca de 23 ( vinte três) cidades, em que os pré-diretorios se estabelecem. No entanto temos cometido erros graves em relação ao nosso entendimento de como atuar nos processos eleitorais. Para que não corramos o risco de sermos eternamente folclorizados ou mesmo nos fecharmos em um gueto, tal qual uma seita, é extremamente importante nos inserir dentro do debate político, de forma séria e madura. Sempre pautando nossa leitura classista, e em busca de outro mundo possível, portanto sem repetir os mesmo erros históricos da esquerda, mas, se possível “cometermos outros”.
Fica claro que estamos perdendo tempo em não definir imediatamente o nome que poderia estar pleiteando ao cargo de governo do Estado. Isso porque vários grupos políticos já estão costurando suas candidaturas há muito tempo (reunindo pessoas, mapeando militância etc.) Não é o nosso caso, no geral temos mais boa vontade em estar participando ativamente dos movimentos sociais, o que não deixa de ser bom, porém se estamos nos propondo a participar do processo eleitoral de forma madura e interessante, é salutar já termos construindo pelo menos um debate em torno da questão.
Em nossa leitura, do Diretório Municipal de Imperatriz, temos dois nomes proeminentes que poderiam já estar discutindo a melhor estratégia eleitoral, ambos graças a uma contundente inserção dentro da luta real.
O companheiro Nonnato Masson, Advogado do Centro de Defesa dos Direitos Humanos de Açailândia, um das entidades mais conhecidas do país e do mundo no que diz respeito ao combate ao trabalho escravo na região da Pré-Amazônia, com ampla inserção dentro do MST e dos demais movimentos camponeses de nosso Estado, atuando junto aos atingidos por barragens, ribeirinhos e quilombolas, foi candidato a vice-governador na eleição passada pelo PSOL, atualmente exerce a função Executiva Estadual dentro do partido de Secretário das Cidades. E temos o do companheiro Saulo Arcanjeli, que iniciou sua militância no movimento estudantil, sendo um dos coordenadores do DCE/UFMA. Formado na própria UFMA, no curso de Ciência da Computação, em 1996. Ingressou no Ministério Público da União em 1998, no cargo de Analista de Informática. É Professor da UEMA desde 2001. Tem hoje sua militância política no movimento sindical do Judiciário Federal e MPU, na CONLUTAS (Coordenação Nacional de Lutas) Coordenador- Geral do SINTRAJUFE/MA (Sindicato dos Trabalhadores do Judiciário Federal e MPU no Maranhão) e Coordenador da FENAJUFE (Federação Nacional dos Trabalhadores do Judiciário Federal e MPU). Faz parte da Executiva Nacional da CONLUTAS, composta por 21 membros de todo território nacional e foi um dos fundadores do PSOL, sendo o primeiro presidente estadual do partido e hoje exercendo a presidência do Diretório Municipal de São Luís.
Aos companheiros do PSTU e do PCB, entendemos que sua participação conosco neste processo eleitoral é de suma importância, e convocamos pra que juntos encapemos as fileiras em busca de um Maranhão justo e socialista. Não só o Maranhão, mas o Brasil e o mundo.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

[MST-Cutrale] As laranjas e o show

Por: Gilmar Mauro[1]



Na região de Capivari, interior de São Paulo, quando alguém exagera, tem uma expressão que diz: "Pare de Show!"

É patético ver alguns senadores(as) , deputados(as) e outros tantos "ilustres" se revezarem nos microfones em defesa das laranjas da Cutrale. Muitos destes, possivelmente, já foram beneficiados com os "sucos" da empresa para suas campanhas, ou estão de olho para obter "vitaminas" no próximo pleito. Mas nenhum deles levantou uma folha para denunciar o grande grilo do complexo Monções. As laranjas, e não poderia ser planta melhor, são a tentativa de justificar o grilo da Cutrale e de outras empresas daquela região. Passar por cima das laranjas é passar por cima do grilo e da corrupção que mantém esta situação há tanto tempo.

Não é a primeira vez que ocupamos este latifúndio. Eu mesmo ajudei a fazer a primeira ocupação na região, em 1995, para denunciar o grilo e pedir ao Estado providências na arrecadação das terras para a Reforma Agrária. Passados quase 10 anos, algumas áreas foram arrecadadas e hoje são assentamentos, mas a maioria das terras continua sob o domínio de grandes grupos econômicos. E mais, a Cutrale instalou-se lá há 4 ou 5 anos, sabendo que as terras eram griladas e, portanto, com claro interesse na regularização das terras a seu favor. Para tanto, plantou laranjas! Aliás, parece ter plantado um laranjal em parte do Congresso Nacional e nos meios de comunicação. O que não é nenhuma novidade!
Durante a nossa marcha Campinas-São Paulo, realizada em agosto, um acidente provocou a morte da companheira Maria Cícera, uma senhora que estava acampada há 9 anos lutando para ter o seu pedaço de terra e morreu sem tê-la. Esta senhora estava acampada na região do grilo, mas nenhum dos ilustres defensores das laranjas pediu a palavra para denunciar a situação. Nenhum dos ilustres fez críticas para denunciar a inoperância do Executivo ou Judiciário, em arrecadar as terras que são da União para resolver o problema da Dona Cícera e das centenas de famílias que lutam por um pedaço de terra naquela região, e das outras milhares de pessoas no país.
Poucos no Congresso Nacional levantam a voz para garantir que sejam aplicadas as leis da Constituição que falam da Função Social da Terra:
a) Produzir na terra;

b) Respeitar a legislação ambiental e

c) Respeitar a legislação trabalhista.


Não preciso delongas para dizer que a Constituição de 1988 não foi cumprida. E muitos falam de Estado Democrático de Direito! Para quem? Com certeza estes vêem o artigo que defende a propriedade a qualquer custo. Este Estado Democrático de Direito para alguns poucos é o Estado mantenedor da propriedade, da concentração de terras e riquezas, de repressão e criminalização para os movimentos sociais e para a maioria do povo.
Para aqueles que se sustentam na/da "pequena política", com microfones disponíveis em rede nacional, e acreditam que a história terminou, de fato, encontram nestes episódios a matéria prima para o gozo pessoal e, com isso, só explicitam a sua pobreza subjetiva. E para eles, é certo, a história terminou. Mas para a grande maioria, que acredita que a história continua, que o melhor da história sequer começou, fazem da sua luta cotidiana espaço de debate e construção de uma sociedade mais justa. Acreditam ser possível dar função social à terra e a todos os recursos produzidos pela sociedade. Lutam para termos uma agricultura que produza alimentos saudáveis em benefício dos seres humanos sem devastação ambiental. Querem e, com certeza, terão um mundo que planeje, sob outros paradigmas que não os do lucro e da mercadoria, a utilização das terras e dos recursos naturais para que as futuras gerações possam, melhor do que hoje, viver em harmonia com o meio ambiente e sem os graves problemas sociais.
A grande política exige grandes homens e mulheres, não os diminutos políticos - não no sentido do porte físico - da atualidade; a grande política exige grandes projetos e uma subjetividade rica - não no sentido material - que permita planejar o futuro plantando as sementes aqui e agora. Por mais otimista que sejamos, é pouco provável visualizar que "laranjas" possam fazer isso. Aliás, é nas crises, é nos conflitos que se diferencia homens de ratos, ou, laranjas de homens.


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[1] Integrante da coordenação nacional do MST.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Cultura e desenvolvimento sustentável

Ao me convidarem a discorrer sobre um assunto tão amplo em apenas uma lauda (só o tema cultura já o seria, imagina acompanhado do eixo desenvolvimento sustentável) não conseguia tirar da cabeça em se tratando de Imperatriz, nossa carente falta de projetos que viabilizem a inclusão social de largas parcelas da população urbana á cidadania. Trata-se aqui de socializar a condição de cidadão. De criar as condições culturais para que a população menos integrada socialmente viva a cidadania e tenha acesso ao conjunto de direitos da mesma.
Isso não só minha opinião, mas para diversos organismos e entidades ao redor do planeta e (até alguns governos), o direito á cidadania através, por exemplo, da criação de novos espaços públicos surgidos nos processos de urbanização, é apenas o inicio para uma justa redistribuição dos recursos públicos implicando numa adequada repartição da receita as políticas sociais e culturais, zelando assim pelo interesse das pessoas menos favorecidas e vulneráveis. Diria que dentro deste debate estaria inserida a parte decisiva da questão dos Direitos Humanos.
Ás autoridades locais, portanto, cabe a partir de suas ações de governo, assumir o compromisso de desenvolver programas que tendam a criação de novas fontes de emprego e incentivando formas de lazer e ocupação nesta era de mercados, crise e globalização. Diria mais, estaria aqui o DNA da cura para o problema da violência nas cidades. Imperatriz com certeza poderia ser pioneira nesta mudança.
Quais seriam esses programas? Infinitos, eu poderia citar vários, mas receio que o espaço aqui não permita. Fica para outro anexo. Isso se chama projetos de Políticas Publicas Sociais e Culturais.
Com essas Políticas Publicas sociais e culturais, Imperatriz avançaria em torno de um desenvolvimento que além de satisfazer as necessidades da geração atual, não comprometeria em nada as gerações futuras. Ora teríamos na verdade semeado uma nova cidade, constitutiva de plenas realizações de desenvolvimento social e econômico e de realização humana e cultural.
Vamos á um exemplo prático: Bairro de Vila Cafeteira, onde atualmente leciono na Escola Santa Tereza D’avilla. Periferia de Imperatriz, bairro com altos índices de criminalidade e marginalidade juvenil, é uma comunidade que não possui uma praça, uma espaço (galpão, terreno, teatro, salão etc) qualquer para nada. Na Escola não tem sequer biblioteca ou arborização.
Já que o tema desta Conferência de Cultura é a diversidade, nada mais justo do que reconhecer a diversidade cultural da Vila Cafeteira e a partir dela, elaborar para aquela comunidade: Espaço cultural, com grupos e oficinas dispostos a trabalharem nas varias áreas artísticas, imediatamente, e com o apoio direto da escola. Capacitação de gente interessada de lá mesmo pra isso.
Lembrei-me de uma coisa: A diversidade cultural é um dos eixos do assim chamado Desenvolvimento Sustentável. O respeito ao multiculturalismo e a biodiversidade também passa pelo reconhecimento de outras formas sociais e culturais. São conceitos e idéias que a Antropologia já reconhece plenamente e que foram de certa forma ao longo da história deixadas de lado pela lógica dominante do Etnocentrismo. Algo bem parecido com que querem fazer hoje em dia os filósofos da Globalização. Dizendo-nos que são assim mesmo as coisas, e que o mercado é que deve guiar nossas expectativas de vida, abrindo espaço para a competitividade e etc. Digo que não. Essa lógica só gera exclusão. Temos que desenvolver políticas de coesão social e de proteção aos direitos e liberdades de todos. Não pelo lucro, mas pelo o humano.

domingo, 4 de outubro de 2009

Estado de saúde de Mercedes Sosa se agrava, diz jornal

Boletim médico divulgado na tarde deste sábado (3) afirma que o estado de saúde de Mercedes Sosa se agravou, informa o jornal “Clarín”. De acordo com a reportagem, a cantora argentina permanece em coma e suas funções orgânicas estão ainda mais deterioradas. Ela respira com a ajuda de aparelhos.

Sosa, de 74 anos, é uma das intérpretes mais conhecidas da música regional latino-americana e a mais famosa artista argentina depois de Carlos Gardel e Astor Piazzolla.

Ela foi internada semanas atrás depois de sofrer uma complicação renal, mas seu estado piorou nos últimos dias por causa de uma falha cardiorrespiratória. A artista está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mas seu prognóstico é reservado.

Na sexta-feira (2), um sacerdote que a visitou para lhe ministrar o sacramento da extrema unção no hospital de Buenos Aires onde ela está internada. O padre católico Luis Farinello disse que a cantora recebeu a unção dada aos doentes que é administrada normalmente a pessoas que estão na iminência de morrer, em cumprimento a um pedido da família e da própria Sosa. "Esperamos um milagre", afirmou o religioso.

O estado de saúde de Sosa era acompanhado por numerosos artistas, incluindo alguns que a visitaram no hospital, e por fãs, que encheram de mensagens o site oficial da cantora na Internet. Ela segue no hospital acompanhada pela família e a expectativa é que receba mais visitas nesta tarde.

"São instantes de oração. Isto tem a ver com uma situação de vida em que ela viveu plenamente seus 74 anos, fez praticamente tudo o que quis, viveu uma vida muito plena", disse na quinta-feira a jornalistas Fabián Matus, o único filho da cantora. "Mercedes sempre foi um símbolo de liberdade", acrescentou.


'La Negra'
Sosa, apelidada carinhosamente de "La Negra", por causa da cor de sua pele, ficou fora de cena por algum tempo anos atrás por um problema de saúde, mas retornou em 2005.

Neste ano, ela lançou um disco em dois volumes denominado "Cantora", em que canta em parceria com artistas como Joan Manuel Serrat, Caetano Veloso e Shakira, razão pela qual está indicada a três prêmios Grammy Latino.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

“Povo hondurenho não está disposto a deixar-se vencer”, afirma Zelaya

Presidente hondurenho reafirma necessidade de luta, condena repressão e elogia postura do governo brasileiro
Após pouco mais de uma semana na embaixada do Brasil, Manuel Zelaya, ainda não viu as negociações com o governo golpista avançarem como gostaria. Para vencer a situação, afirma a necessidade de paciência e continuar as mobilizações por todo país. Tossindo muito e com uma voz cansada, ele concedeu por telefone entrevista exclusiva ao Brasil de Fato da embaixada brasileira em Tegucigalpa.

Existem negociações com os golpistas?
Há muitas aproximações, mas até o momento nenhuma deu fruto. Mas, sim, há negociações.

Como estão as mobilizações no país?
As mobilizações estão tendo bastante expressão, mas nossa comunicação está comprometida, nossos celulares foram cortados. Mas estamos resistindo com muito estoicismo, muita paciência, porque o bem supremo tem um custo e esperamos conseguir restituir o sistema democrático. As mobilizações continuam em todo país, mas estão sendo muito reprimidas pelas forças armadas e pela polícia. Há um estado de ingovernabilidade que creio que deve ser solucionado nas próximas horas. Creio que um país não pode viver em convulsão, a não ser que queiramos viver como no Afeganistão. A América Latina não merece isso, o povo hondurenho não merece.
Reverter o golpe de Estado em Honduras vai ser uma vacina contra os golpes de Estado em todos países da América, incluindo Brasil, reverter vai ser parte da história do Brasil e da América Latina por sociedades mais democráticas que respeitem a soberania popular. Estamos escrevendo história junto com o Brasil.

Como avalia a postura do governo brasileiro?
O governo brasileiro e o presidente Lula têm demonstrado sua vocação democrática ao aceitar que seja feito um diálogo a partir da embaixada, e que quem deve fazer parte desse diálogo é o presidente que eles reconhecem, o governo eleito pelo povo. Isso fala muito da estatura moral e política continental que tem o presidente do Brasil. Nós queremos que esse processo dure o menor tempo possível para devolver à América Latina a certeza de que não serão permitidos golpes de Estado no século 21.

Quais são as alternativas, caso não se consiga uma saída diplomática?
A alternativa que temos é manter a luta. O povo hondurenho não está disposto a deixar-se vencer e ajoelhar-se diante de uma ditadura militar. Então, por agora, mantemos as mobilizações e também contamos com o apoio da comunidade internacional.

No Brasil existe uma especulação a respeito de se Lula participou de algum plano para sua volta. O governo nega e diz que foi avisado uma hora antes. O senhor confirma essa informação?
Nem o presidente Lula, nem Marco Aurélio [Garcia], nem o chanceler [Celso] Amorim sabiam da minha chegada a Tegucigalpa com antecedência. Quando cheguei tinha várias opções. Mas escolhi o Brasil. Falei com o Amorim, expliquei que queria tentar algum diálogo a partir daqui, também por motivos de segurança, por temor a represálias ou de ser sacrificado pelo regime. E me disseram que podia ir. Mas só souberam nesse momento.

www.brasildefato.com.br

domingo, 27 de setembro de 2009

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO DO ESTADO E SUAS VELHAS PRATICAS

Do Blogue do Prof. Carlos Hermes:
O Secretário de Educação do Estado, deputado César Pires é do tipo que dá o tapa e esconde a mão. A pouco mais de um ano para as eleições, ele realiza 19 conferências no Estado ao custo de 700 mil ao cofre do governo.

O que significa R$ 36.842,105 por Conferência. Agora imagine onde que se gasta esse dinheiro todo, já que é servido apenas um lanche aos participantes e os palestrantes já são do quadro de funcionários do Estado. Onde é que está indo o restando do nosso dinheiro?

Em compensação verba pra aumentar o minguado salário dos professores e outros servidores da educação,não tem. Verba pra melhorar a estrutura das escolas estaduais, não tem.

TE CONHEÇO DE OUTROS TEMPOS

Cesar Pires foi Reitor da UEMA, na época em que eu coordenava o Diretório Central dos Estudantes do CESI-UEMA. Me lembro que o orçamento da universidade era sempre maior do que se via de investimento.Fizemos muitas greves por uma melhor universidade, enquanto ele fazia política com a estrutura pública.

2010 está chegando e não tenham dúvidas, o bigode de óculos estará com grande estrutura de campanha, ou pra reeleição a deputado estadual ou a federal.

sábado, 26 de setembro de 2009

A Idade Antiga

Na periodização tradicional da História, a Idade Antiga ou Antigüidade inicia-se por volta de 3000 aC com o aparecimento das primeiras civilizações na Mesopotâmia e no Egito, encerrando-se simbolicamente em 476 dC com o desaparecimento do Império Romano do Ocidente.
1. Aspectos comuns das civilizações antigas As civilizações antigas foram caracterizadas pela diversidade lingüística, cultural, política, social e econômica, sendo difícil enquadrá-las em um único modelo de sociedade. Mas é possível identificar nas civilizações da Antiguidade, de uma maneira geral, alguns traços comuns presentes também nos Estados indígenas do Novo Mundo (as chamadas civilizações pré-colombianas) e nas sociedades medievais. Entre as características comuns das civilizações antigas destacam-se seus aspectos pré-modernos e pré-capitalistas.
1.1 Sociedades pré-modernas e pré-capitalistas As sociedades antigas podem ser classificadas como tradicionais ou arcaicas, quer dizer, pré-modernas (pré-industriais ou agrárias, patriarcais, com forte religiosidade), e pré-capitalistas (maioria da população formada por camponeses que não dependem se salários, intenso uso do trabalho compulsório pela classe dominante)
(a) Economia agrária ou pré-industrial Apesar do desenvolvimento urbano e comercial, a terra era a principal riqueza e a agricultura e o pastoreio eram as atividades economicamente mais importantes da Antiguidade. De uma maneira geral, a sociedade antiga era mais rural do que urbana. A maioria da população vivia no campo (aldeias) ou, quando residia na cidade, trabalhava em lavouras próximas do centro urbano. Havia uma grande limitação tecnológica na produção, armazenamento, transporte e comunicações. A maquinofatura (indústria mecânica) não existia e predominava o trabalho manual/braçal e o uso da energia humana ou animal. A maioria da população rural combinava a agricultura e o pastoreio com o artesanato rústico. As cidades eram o centro da administração, do comércio, do artesanato especializado (metalurgia, cerâmica, tecelagem e utensílios de luxo) e da cultura erudita, mas eram um “prolongamento do campo”, dependentes da riqueza agrária. As elites dirigentes normalmente residiam nas cidades, mas grande parte de suas riquezas vinha do meio rural (venda de produtos agrícolas e pecuários). Os recursos financeiros do Estado antigo eram obtidos, principalmente, de impostos dos agricultores. Estratificação social mais rígida do que no capitalismo. Além da divisão em classes sociais (a partir de diferenças de renda e propriedade), havia nas sociedades antigas, em muitos casos, uma estratificação formalizada por uma divisão estamental em ordens (grupos sociais hierarquizados com privilégios/direitos baseados no parentesco ou na função reconhecidos pelos costumes e leis), resultando em uma mobilidade social relativamente mais baixa do que nas sociedades capitalistas. Hegemonia das elites agrárias. O poder político das elites dirigentes era baseado, sobretudo, no controle das terras, em geral acompanhado por privilégios de nascimento e pelo monopólio das funções burocráticas ou religiosas. Os mercadores que viviam apenas da atividade comercial, mesmo os mais ricos, raramente conseguiam superar o poder e a influência das elites agrárias, embora em algumas cidades fenícias, gregas e romanas tenha sido possível a um grupo de comerciantes compartilharem o aparelho de Estado com os grandes donos de terras. Ampla utilização do trabalho compulsório e predomínio do trabalho não-assalariado. Na Antiguidade, a classe dominante obtinha suas riquezas explorando, principalmente, a mão-de-obra de trabalhadores compulsórios (com várias modalidades de servidão e de escravidão) e, em menor escala, de trabalhadores livres dependentes, formados por diversos tipos de camponeses arrendatários. Havia também uma variedade de grupos sociais intermediários entre as elites dirigentes e os trabalhadores forçados: uma “camada média” de pequenos proprietários independentes e de artesãos enriquecidos, e uma “camada baixa” de trabalhadores rurais e urbanos pobres livres. O trabalho livre e assalariado existia, principalmente nas cidades, mas não predominava.
(b) Forte religiosidade Nas sociedades antigas, a separação entre política e religião era inexistente ou pouco desenvolvida. De uma maneira geral, o poder político tinha uma justificativa religiosa, quer dizer, era legitimado pela religião, como nas monarquias teocráticas (rei sagrado ou divino). As interpretações religiosas também predominavam na explicação dos fenômenos da natureza e da história. As grandes exceções foram a Grécia e Roma nos séculos VIII-I aC. Nessa época, a religiosidade foi relativamente menos acentuada na política grega e romana, cujos governos eram considerados representantes do povo e não dos deuses, embora muitas ações do Estado dependessem da consulta às forças divinas. Também entre os gregos e os romanos, ou ao menos entre suas elites, desenvolveu-se um pensamento de base mais racionalista que, ainda que não tenha rejeitado a religião, buscou compreender o mundo e a sociedade por meio de uma abordagem não-religiosa.
2. Antiguidade Oriental e Antiguidade Clássica A Idade Antiga costuma ser dividida em Antiguidade Oriental e Antiguidade Clássica.
2.1 A Antiguidade Oriental A Antiguidade Oriental foi constituída pelas antigas civilizações do Oriente Próximo (Ásia Ocidental e Egito), do Paquistão-Índia e da China. Na Mesopotâmia, no Egito e no Paquistão surgiram as primeiras sociedades com cidades, Estado e escrita da história, resultado dos desdobramentos da revolução urbana ocorrida no final da Pré-História. Essas três civilizações, especialmente, desenvolveram-se sob uma forte dependência de canais de irrigação e de outras obras hidráulicas associadas às cheias de grandes rios (Tigre Eufrates, Nilo, Indo). Por essa razão, ficaram conhecidas como civilizações de regadio. De uma maneira geral, as sociedades do Oriente Próximo organizadas em Estados territoriais e em impérios caracterizaram-se pelo sistema oriental. O sistema oriental foi mais típico nos dois principais centros de civilização do Oriente Próximo – o Egito e a Mesopotâmia – mas ele também existiu em outras sociedades da Ásia, da África e da América Pré-Colombiana. Politicamente ele foi caracterizado pelo Estado despótico (o “despotismo oriental”), combinando política e religião, e em termos econômico-sociais pelo modo de produção estatal-aldeão. O Estado despótico teocrático. Um reino centralizado encabeçado por um monarca absolutista e teocrático (rei divino ou sagrado), considerado responsável pela organização de obras públicas e pelo bem-estar do povo, apoiado por uma burocracia de funcionários administrativos, militares e sacerdotes. Não havia separação entre política e religião – as duas esferas estavam combinadas, com os sacerdotes e templos fazendo parte do aparelho de Estado. A religião legitimava o poder despótico do monarca. O modo de produção estatal-aldeão. Chamado também de modo de produção tributário ou asiático, foi caracterizado pelo dirigismo estatal, pela existência de uma classe dominante burocrática e pela servidão coletiva.
■ Dirigismo estatal. O Estado tinha uma grande participação na economia e era o proprietário da maior ou de uma grande parte das terras. A monarquia e sua burocracia eram vistas como uma “comunidade superior”, acima da sociedade, com mais privilégios e direitos sobre os recursos econômicos do reino. O Estado também se destacou na organização de obras públicas, como nos canais de irrigação, apesar de uma grande parte deles ter sido construída e controlada diretamente pelas aldeias.
■ A nobreza burocrática. A classe dominante era formada pelos grupos que possuíam os principais cargos no Estado e o dirigiam (a alta burocracia ou nobreza de Estado): o monarca e a família real, os comandantes militares, os sacerdotes e grandes funcionários civis. Esses grupos controlavam as terras do palácio e dos templos, e ficavam com a maior parte das riquezas obtidas com os tributos, os arrendamentos de terras públicas e as pilhagens de guerra.
■ A servidão coletiva. A maior parte da população, constituída por camponeses, vivia em comunidades aldeãs, obrigadas a produzir excedentes na forma de tributos para o Estado. Os camponeses estavam submetidos coletivamente a uma modalidade de servidão: eram obrigados a pagar impostos in natura ao Estado e a prestar serviços gratuitos (“corvéias”) em obras públicas, no palácio, nos templos etc. Os escravos eram numerosos, utilizados mais na mineração e nos serviços domésticos. No entanto, a escravidão não superou em importância o trabalho servil dos camponeses.
2.2 A Antigüidade Clássica A Antiguidade Clássica foi constituída pelas civilizações da Grécia, Etrúria, Roma e outras cidades latinas, as bases da moderna civilização ocidental. O Ocidente herdou dos gregos e dos romanos uma série de idéias, valores e padrões culturais, como as noções de cidadania e de república, o racionalismo, a filosofia, o estudo da história, o direito e expressões artísticas na escultura, na literatura e no teatro.
(a) Aspectos gerais das civilizações clássicas Enquanto os grandes centros de civilização do Oriente Próximo costumam ser descritos em termos de um sistema oriental, as civilizações da Grécia, Etrúria e Roma são caracterizadas, em suas linhas gerais, pelo sistema clássico, que alcançou o apogeu nos séculos VII-I aC. Seus principais elementos são: a maior importância econômica das cidades e do comércio, o maior desenvolvimento da propriedade privada, o uso mais intenso do trabalho escravo (o chamado modo de produção escravista) e uma organização política baseada nos ideais de cidadania e de governos eleitos e representativos, sem a legitimação religiosa típica das civilizações orientais.
(b) A estrutura econômica e social clássica A economia clássica era pré-capitalista e agrária, com um grande desenvolvimento das cidades, do comércio e do conceito de propriedade privada. A sociedade costuma ser definida como escravista, mas a maioria da população era de camponeses livres – pequenos proprietários rurais ou arrendatários. As relações sociais estavam baseadas na posse de riquezas, no parentesco, nos direitos políticos e no direito de liberdade. A aristocracia. A aristocracia era a classe dominante, constituída pelas famílias tradicionais patriarcais, com mais privilégios políticos, grandes proprietárias de terras e de escravos, liderando contingentes de agregados e dependentes (empregados livres, protegidos). O chefe dessas famílias era o pater (o pai natural ou seu herdeiro masculino), com poderes quase ilimitados. As famílias aristocráticas aparentadas (“clãs”) ou unidas por um culto comum formavam associações conhecidas como genos (em grego, plural genoi) ou gens (em latim, plural gentes). Os escravos. Eram a principal mão-de-obra da aristocracia em grande parte dos Estados clássicos (em Esparta o trabalho compulsório era uma modalidade de servidão), mas não eram necessariamente a maioria da população, nem dos trabalhadores. (c) A estrutura política clássica A civilização clássica foi baseada, inicialmente (séculos VIII-I aC), na cidade-Estado clássica (polis em grego, civitas em latim), um Estado constituído por uma comunidade de cidadãos controlando um pequeno território, que manteve a Grécia e a Itália fragmentadas politicamente durante séculos. Os cidadãos eram os indivíduos com direitos e deveres políticos (poder votar, ser eleito e ser proprietário de terras, dever de lutar pela comunidade). Não eram cidadãos as mulheres, os escravos e os estrangeiros. Regimes republicanos. As cidades-Estados clássicas eram repúblicas (governos eleitos pelos cidadãos e limitados pela lei) com oligarquias e democracias, em uma situação de relativa secularização da política (menor presença da religião na política). Em épocas de crise política e de guerra civil na cidade-Estado surgiam governos pessoais autoritários, as tiranias, muitas vezes com apoio popular.
■ Oligarquia. O governo de poucos cidadãos, isto é, de uma minoria de cidadãos privilegiados (a aristocracia).
■ Democracia. O governo do “povo”, ou seja, de todos os cidadãos (aristocratas e não-aristocratas) De acordo com Ciro F. Cardoso (Cardoso, 1987: 7-13), as cidades-Estados clássicas do mundo grego, etrusco e latino possuíam as seguintes características comuns:
■Tripartição do governo: uma ou mais assembléias, um ou mais conselhos e magistrados eleitos pelas assembléias.
■Participação direta dos cidadãos no processo político: decisões coletivas a partir da livre discussão e votação nas assembléias, com noção de soberania popular (dos cidadãos)
■Inexistência de uma separação absoluta entre órgãos de governo e justiça: existiam tribunais especializados, mas muitos casos eram julgados pelos conselhos e assembléias.
■Inexistência de corporações fechadas como exército e igreja: comandantes militares eram eleitos ou eram magistrados, o exército era uma milícia de cidadãos-soldados que se armavam por conta própria de acordo com seus recursos e convocada em época de guerra (Esparta era a grande exceção, possuindo um exército profissional de tempo integral), sacerdotes eram funcionários do Estado e muitos magistrados possuíam responsabilidades religiosas. A cidade-estado clássica entrou em declínio na Grécia no século IV aC e em Roma no século I aC, sendo substituídas pelo Estado imperial (monarquia centralizada).

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fundação Cultural de Imperatriz

A coisa parece estar pegando na Fundação Cultural de Imperatriz. Passados mais de seis meses da nova gestão e ainda não se tem discutido algumas das princípais demandas que nossa cidade presisa, como por exemplo o Sistema Municipal de Cultura e o Conselho de Cultura, alem disso não se tem posição alguma do que vai rolar em relação a transformação da antiga Biblioteca (recentemente ocupada e depois desapropriada pela "OCUPARTE") em uma casa de cultura ou múseu, alem de um novo espaço mais adequado para servir de biblioteca de verdade.
Pra piorar a vida do nobre secretário Antonio Lucena, provavelmente não teremos mais a presença da atriz e poeta Lilia Diniz na equipe de apoio e acessoria. Pelo visto Lilia, peça importante para a mobilização da classe artistica para a Conferência de Cultura local, não deve voltar de Brasilia tão cedo.
A equipe da FCI, leia-se, é formada por renomes intelectuais e artísticos de primeira grandeza, como Zeca Tocantins e Prof Zé Geraldo, mas que até agora ainda não conseguiu mostrar a que veio de verdade.
É ficar de olho e torcer para que não se repita o exemplo da péssima gestão passada: inoperante e descompromissada

domingo, 13 de setembro de 2009

A matriz de todos os problemas

Título um tanto quanto pretensioso o desse texto, afinal se existisse mesmo uma raiz de todos os males seria mais simples diagnosticar a realidade e conseqüentemente modifica-la para “melhor”. Aprendi que a complexidade de nossa existência se deve há fatores externos tão dissonantes uns dos outros que até mesmo o próprio conceito de bom ou ruim se torna relativo em alguns momentos.
Senão vejamos, na própria origem dos povos a disputa por território e pelo poder tem sido a tônica de toda a historia humana: o genocídio e a ganância tem sido constantes na trajetória de grandes civilizações e líderes, aliado a tudo isso a diversidade existente provocou diversas teorias das civilizações que buscaram entender a diversidade de culturas e interesses econômicos. A antropologia cultural surge com a perspectiva de preservar o diferente, leia-se diferente em relação ao homem europeu branco e bem, sem querer aprofundar muito neste debate temos visto ao longo da própria Historia do Brasil, o conflito entre aqueles que se julgavam donos da terra com o título de propriedade “fornecido” pelo rei de Portugal (colonizador) ou então grilado em cartórios nas capitais, entre quatro paredes e do outro lado temos o povo que vive na terra, sem saber ler ou escrever, trabalhando nela e tendo ter que aceitar a imposição dos donatários, homens de bem e da lei, os doutores, coronéis, dizendo que “aqueles estavam roubando propriedade particular destes”.
No caso dos escravos a historia é ainda mais tenebrosa: após a oficialização de sua liberdade tiveram que sobreviver a esmo, sem direitos a nada, amargando o fato de já nem poderem mais ficar na propriedade do antigo senhor, mesmo que estivessem trabalhando nela há varias gerações. Aqui no Maranhão esse processo é resolvido da seguinte forma: ou o ex-escravo negro tem que se emprenhar na mata e lá construir sua própria sobrevivência ou então fica na propriedade a qual sempre trabalhou do senhor branco, mas tendo que pagar o chamado Foro, uma taxa retirada da produção da terra. Algo semelhante ao feudalismo. Tudo isso acontecendo ao nosso redor, processos históricos que não são divulgados pela mídia de massa, que serve mais para retardar as mentes do que verdadeiramente informar, salvas raríssimas exceções. Desisti de assiste TV.
Mas se a raiz do problema estaria na propriedade dos meios de produção (e da terra consequentemente) por que até hoje não conseguimos realizar uma reforma agrária? O que dizer das matrizes enérgicas não renováveis, que agora temos a disposição vide a camada do pré-sal, que podem em tese aumentar nossas riquezas nacionais, mas que corre o risco de serem vilipendiadas pelos países historicamente colonizadores e que herdaram do Império Romano todo o vício imperialista de conquistar, conquistar, conquistar.
Pelo visto a lógica das coisas no mundo ocidental está totalmente revirada ao avesso.
Marx dizia que quando o capitalismo alcançasse toda a extensão do globo às forças produtivas estariam num grau de desenvolvimento suficientes para realizar uma mudança quantitativa suficiente para termos mudanças qualitativas, ou seja, um, sociedade socialista.
O que Marx e Engels não conseguiram prever era que as dimensões culturais do mundo iriam restringir o próprio avanço do capitalismo, ou seja, no meio do caminho teríamos índios, quilombolas, ribeirinhos, árabes. Além disso, as nações desenvolvidas e o operariado não iriam se constituir como ponte para mudanças, na verdade o operariado iria preferir o controle remoto e o shopping center a lutar por igualdade e justiça. Ficamos no meio da Historia? Não definitivamente não, ela prosseguirá e enquanto nascer gente, ela não chegará a seu termo.
O que proponho neste texto é discutir saídas e soluções para a injustiça social a luz do materialismo histórico, mas preservando a diversidade dos povos, não impondo ideologias europeizastes, que não dizem muito para o nosso povo que dificilmente irá entende-la. Temos dois pontos a serem levantados: 1) Nesse sistema ocidental não tem saída, não há "luta" de classes, mas uma crescente "conciliação" de classes que mantém o sistema. 2) Se quisermos lutar por justiça não podemos estabelecer ser este ou aquele o melhor sistema a ser implantado, mas sim respeitar a diversidade de culturas e formas de povos e nações se estabelecerem no território.
Deixo em aberto a conclusão para o debate.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

COMITÊ PRÉ-SAL EM IMPERATRIZ

Do Blog do CinquentinhaItz:
Militantes do PSOL estão realizando reuniões para divulgar a campanha encabeçada pela FUP – Federação Única dos Petroleiros que visa o envolvimento da população na questão da exploração dos campos do pré-sal.
Foram realizadas exibições do documentário “O Pré-são Tem que ser Nosso!”, em João Lisboa (sexta-feira, dia 04 de setembro), no bairro São Jose/Imperatriz (quarta-feira 09 de setembro ) e estão previstos outras exibições no próximo sábado, dia 12 de setembro no bairro Santa Inês/Imperatriz e no auditório da Uema/Cesi, com data a confirmar.
O filme tenta responder a uma inquietante questão: diante das gigantescas reservas do pré-sal, que caminho o Brasil vai tomar? Políticos, intelectuais, sindicalistas, estudantes, representantes da igreja, artistas e militares estão entre os 34 depoimentos, de diferentes matizes, que abordam o tema sob perspectiva histórica, geopolítica, ambiental, econômica e social. Um dos depoentes no documentário, Paulo Beth, afirma: "O brasileiro conhece muito de futebol, ótimo! Conhece muito de carnaval, maravilhoso! Agora tem que passar a conhecer muito de pré-sal", outras figuras importantes também dão seus depoimentos como o Senador Aloísio Mercadente/PT, ex-candidato a vice-presidente pelo PSOL Cesar Benjamim e muitos especialistas e trabalhadores do setor.
Após essas reuniões, que visam agremiar instituições para a formação do comite da campanha “O Pré-são Tem que ser Nosso!”, será marcada um grande encontro para a formalização do Comitê, que pretende espalhar-se por todo o Maranhão.
Assista da sua casa pela internet clicando no link abaixo: http://www.apn.org.br/apn/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=46&Itemid=71 Contatos em Imperatriz: Wilson Leite 99-9901-1722

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Nota do DCE JM a sociedade sobre o resultado do ENADE recente

O Diretório Central dos Estudantes Josias Morais, entidade que agremia cerca de doze Centros Acadêmicos dos diversos cursos do Centro de Estudos Superiores da Universidade Estadual do Maranhão, vem a publico prestar os devidos esclarecimentos acerca dos resultados no ENADE ultimo. A fim de trazer esta discussão parar o debate político o DCE JM informa que em especial os cursos de Geografia, Matemática e Historia do CESI, através de ampla campanha as vésperas do ENADE, tirou o indicativo de boicotar a suposta prova, que na analise feita pelos CA’s e o DCE, não corresponde há uma avaliação condizente com nossa realidade e desrespeitando o fato de que muitos problemas vividos por toda a comunidade acadêmica local não são avaliados com a devida importancia há muito tempo. Entre os principais motivos que nos motivaram ao boicote enumeramos os seguintes:
1. Ranqueamento - O ENADE, a exemplo do Exame Nacional de Cursos (Provão), realiza o categorização das universidades em 5 níveis. Sendo assim, os resultados do ENADE seriam utilizados como propaganda para o mercado, enfatizando uma visão mais produtivista do ensino em detrimento do seu papel social (identidade social da Universidade).
2 - Desrespeita as diversidades regionais - A prova a ser realizada é única, sendo assim, o estudante da Bahia realizará a mesma prova que o do Paraná, desconsiderando as particularidades sociais, políticas, econômicas e culturais entre esses estados.
3 - Imposição - O ENADE foi imposto através de Medida Provisória pelo Governo Federal, não havendo, portanto, participação da sociedade no processo de construção do sistema de avaliação.
4 – Onde está a avaliação do governo para a nossa devassada biblioteca, nossa constante falta de apoio a pesquisas, nossa estrutura física sucateada, nosso déficit de professores qualificados? Enfim, se temos que avaliar a universidade, devemos avaliar o tripé básico da mesma; ENSINO, PESQUISA e EXTENSÂO, e não apenas o estudante, que muitas vezes as vésperas da prova faz de tudo para se sair bem no exame, apenas para ajudar a escamotear nosso precária condição.
5. Centralização do sistema de avaliação - A Comissão responsável pela coordenação e planejamento do exame (CONAES) é composta majoritariamente por representantes do MEC, ou pessoas indicadas por este, havendo apenas 1 (uma) representação discente, 1(uma) representação docente e 1 (uma) representação técnico-adminstrativa. Dessa maneira, o processo de avaliação é centralizador, havendo ausência de critérios para a sua composição que indiquem a participação das Instituições de Ensino Superior e da sociedade civil.
6 - Desrespeita a complexidade do sistema de ensino superior do Brasil – O sistema de ensino superior do Brasil deve ser entendido através das sua diversidade de instituições (Universidades, Centros Universitários, Faculdades Isoladas, etc.), cada um com suas particularidades, devendo o MEC legitimar essa diversidade e avaliar de acordo com as especificidades.
Poderíamos enumerar mais fatores que sem duvida são agravantes ainda maiores e que nos fazem refletir mais ainda acerca da dinâmica de avaliação atual do MEC. Nossos anseios agora se materializaram e esperamos abrir uma discussão com o corpo acadêmico e a sociedade, a fim de criar novas perspectivas e avaliações que possibilitem reais condições para o avanço da UEMA e da universidade publica no MA.Outrossim, o DCE JM se coloca a disposição parar prestar quaisquer esclarecimentos acerca do ENADE, entendendo ser este um momento de reflexão parar mudanças e rumos que o CESI deve tomar para conquistar de vez sua AUTONOMIA.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

IV Festival de Musica de Imperatriz

Já está oficialmente aberto às inscrições no Teatro Ferreira Gullar para o IV Festival da Música de Imperatriz, o FMI, evento que agremia talentos de diversos estilos musicais da região. Organizado pela ASSARTE, e pelos talentosos músicos e artistas Neném Bragança e Zeca Tocantins, dois dinossauros locais. O FMI acontecerá entre os dias 15, 16 e 17 de outubro, com premiações para os 03 primeiros lugares e para um escolhido por júri popular. È muito bom ver nossos talentos da musica se organizando. Quem sabe um dia teremos a volta dos grandes festivais por aqui como FABER e outros.

Intocáveis e invisíveis

Temos visto pelo país afora, na comemoração do dia 07 de setembro, várias manifestações de descontentamento organizadas pela sociedade civil que já não agüenta ver tanta impunidade. O senado está cada vez mais descredibilizado perante a opinião pública. Resta-nos a esperança de que o povo dará o troco nas urnas ou amargamos ter que engolir a triste constatação de que há única saída que teremos é esperar que esses facínoras da política envelheçam e morram para dar lugar há uma nova geração quem sabe mais preocupada em entrar pra historia de forma menos calhorda e desavergonhada.

domingo, 6 de setembro de 2009

CAMPANHA: “ATINGIDOS POR MADEIRA”

Do blog do companheiro Wilson Leite: http://blogwilsonleite.blogspot.com/
Foi lançada a campanha: “ATINGIDOS POR MADEIRA”, que visa o recolhimento de alimentos para a formação de cestas básicas aos funcionários da Receita Municipal que tiveram descontados do salário de R$300,00 os dias em que ficaram paralisados durante o período de greve, movimento legitimo de reivindicação dos trabalhadores. Os que tiveram algum saldo em seu contracheque não chegaram a quantia de R$15,00.O posto de coleta estará montado, nesta segunda feira (07/09), na Praça Brasil, informou Wilson Spaghetti (sindicato da Receita Municipal).Conclamamos todos os trabalhadores de Imperatriz a colaborar com a campanha levando alimentos, alem de se solidarizar contra a perseguição da gestão contra os funcionários da Receita Municipal que lutam por um direito adquirido a todos os trabalhadores, não receber menos que um salário mínimo por mês (R$465,00), no caso específico, deveriam até receber mais devido a função que exercem dentro da estrutura pública.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

José Anselmo dos Santos, Cabo Anselmo

Quem ainda não ouviu falar desse cidadão esclareço que foi um oficial da marinha brasileira, que no período áureo da ditadura militar desertou de seu posto e foi contribuir com o movimento guerrilheiro de esquerda. Preso pelo famigerado delegado-torturador Sergio Paranhos Fleury, do DOPS, muda de lado mais uma vez e vira a casaca, entregando todos os seus antigos companheiros de luta e até mesmo sua esposa Soledad Barret Viana, que o havia ajudado no exílio no Paraguai, grávida de cinco meses do próprio marido-delator. Soledad apareceria em publico novamente somente algumas semanas depois da prisão, morta ao lado do feto. Esclareço que esse processo não foi imediato, Anselmo bancou o agente duplo seguidas vezes, voltando ao convívio normal com os companheiros e com Soledad. Entregava passo a passo todos os esconderijos e planos, nomes de pessoas e colaboradores. Um monstro de marca maior que hoje pede perdão por seus crimes e diz que deseja retornar a vida publica. Mentiroso diz ter “caguetado” seus companheiros e a própria esposa temendo ser morto pelo regime militar. Eu preferia a morte a entrar pra historia como um rato, covarde. Essa semana Anselmo participou do programa da Band, Canal Livre, infelizmente os entrevistadores jornalistas do programa mais uma vez mostraram despreparo para com o tema ou então tiveram que ser orientados há não fazer perguntas mais “desconcertantes” ao entrevistado.
Atualmente permanece escondido, sob disfarce e sem direito a usar identidade sequer para se aposentar. Que justiça seja feita, um dia...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Heloisa Helena é ou não candidata ?

Sim e não. Sim ela deverá por o nome a disposição, mas não, não será ao pleito presidencial. As pessoas costumam me indagar sobre isso e a analise que eu faço é a de que a nobre companheira Heloisa Helena não deverá disputar a presidência do Brasil. Com certeza ela sai para disputar o senado em Alagoas, e garantir assim o projeto de ficar oitos anos no cargo. Dessa forma ela sairia à disputa (presidencial) pra valer em 2014 e sem ter o desgaste de que se caso perca, não ficar no limbo completo.
Parece ser uma lógica confusa de se compreender a principio, mas senão vejamos: o efeito Marina pelo visto pesou de fato nesse processo, por que retira da campanha de Heloisa votos significativos, de alguns setores mais progressistas, ela corre o risco de sequer não repetir os percentuais da campanha passada e ainda ter que voltar pra Alagoas como simples vereadora, descontentado seu eleitorado local.
Por outro lado se sair ao Senado corre “sérios riscos” de se eleger, e acumular votos suficientes para ficar oito anos no pleito, podendo disputar o cargo presidencial com muito mais folga e acumulo de forças. Um projeto coeso e que tem ainda um agravante: o fato de que setores dentro do PSOL (como o MES e afins) terem um dialogo com o PV a nível regional no RS, o que poderia em tese levantar a possibilidade de uma aproximação com a companheira ambientalista de plantão.
No geral é tudo ainda especulação, mas de fato acho pouco provável Heloisa não disputar o senado. Temos como nome mais concreto o do advogado e economista, presidente da Associação Brasileira de Reforma Agrária, Plínio Arruda Sampaio. Uma excelente opção por sinal. Que venham 2010.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Veja quantas mentiras...

Veja quantas mentiras... È mal da impressa fajuta escamotear determinados elementos da sociedade para privilegiar o grupo dominante ao qual ela é atrelada. Incomoda a ela agüentar certos fundamentos caírem por terra, e ver um Brasil com a cara dos brasileiros e não de meros colonizados, que quando postos na matéria, aparecem como “um povo exótico” e de gente ignorante, o que não condiz com a realidade. Felizmente o povo aos poucos não está mais se deixando levar por informações levianas, mas no geral boa parte ainda acredita veementemente no que sai na TV e jornais impressos. Pra variar dessa vez tentam (a mídia medíocre) criminalizar os movimentos sociais, em especial o MST. Não é a primeira vez que conspiram uma calhordice dessas, só que agora a furiosa tentativa veio em bloco com Band, Record, SBT, etc, mais o grupo Abril com suas revistas impressas, tipo Veja. Há ainda os jornais Estadão, Folha, Correio Brasiliense, O Globo. Todos incutindo inverdardades na mente de incautos, apoiados pela bancada ruralista , UDR, que teima em tentar manter a estrutura latifundiária de domínio da terra, claro, eles todos herdeiros daquela velha política do colonialismo e dos antigos cafeicultores que se beneficiavam da exploração e da monocultura. Tudo isso por que finalmente o Governo Federal (pressionado pelos trabalhadores rurais) resolveu atualizar os índices de produtividade da terra, que alias desde os anos 70 ainda mantém os mesmo padrões. É mole. A conclusão óbvia a que se chega é que por trás desta guerra “bancada” pela bancada ruralista, teimando em manter os velhos índices de produtividade de 1975 está o intento de preservar o latifúndio improdutivo das empresas nacionais e estrangeiras, desconsiderando a função social da propriedade, estabelecida na nossa Constituição Federal, continuando o Brasil, assim, a ser o campeão mundial do latifúndio depois de Serra Leoa. À crítica à anunciada medida de atualização, juntou-se também uma raivosa criminalização dos movimentos de trabalhadores no campo, da forma mais generalizada e iníqua. Entretanto o que se vê no nosso campo é o deprimente espetáculo da multiplicação dos acampamentos de sem-terra que se sujeitam, por anos a fio, a condições inumanas de vida na fila da realização, um dia, do sonho da terra prometida de viver e trabalhar. Não acreditem na Veja e afins, eles estão a serviço de quem paga mais. Aquilo nem deveria ser chamado de jornalismo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Fenômeno solar desperta curiosidade de imperatrizenses

Hoje pela manhã foi possível observar na cidade um belo fenômeno da natureza. O Halo Solar (fenômeno ótico decorrente da refração da luz solar por nuvens de cristal de gelo) observado pelas pessoas nas ruas e impressionando muita gente. Nas fotos tiradas por minha irmã vemos o espetáculo. Engraçado era quando eu estava indo pra casa e pude perceber a reação de algumas pessoas, que assim como eu nunca tinham visto o fenômeno. As conclusões iam desde eclipse sinistro a fim do mundo, mas no geral as pessoas achavam lindo o espetáculo, que geralmente só é visto do centro-oeste.

domingo, 30 de agosto de 2009

da Folha Online O músico Belchior, cujo desaparecimento virou notícia nesta semana na imprensa brasileira e mundial, está vivendo em uma cabana em San Gregorio de Polanco, no Uruguai, informa uma reportagem do jornal uruguaio "El País". O jornal cita a reportagem exibida pelo "Fantástico" no último domingo, que deu origem à repercussão sobre o desaparecimento do cantor, e afirma que encontrou com Belchior, que "não quis falar sobre assuntos pessoais".

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Brasil teria ajudado o golpe que derrubou Allende no Chile

Segundo o membro da organização não-governamental americana Arquivo de Segurança Nacional e historiador Peter Kornbluh, o Brasil era o principal aliado de Washington para combater a esquerda na América Latina. Kornbluh, que participou de um seminário sobre os 30 anos da Lei da Anistia, realizado na Faculdade de Direito da USP, nesta quarta-feira (26), ressaltou a descoberta de um relatório da CIA que detalha a ação de militares brasileiros e argentinos na Operação Condor, a “cooperativa” das forças armadas sul-americanas que reprimia a esquerda, na década de 1970. O documento mostra que agentes brasileiros perseguiram e entregaram à inteligência argentina militantes que tentavam se refugiar no Brasil. Outra peça, uma cópia de telegrama da embaixada americana no Brasil, revela troca de informações entre militares brasileiros e uruguaios sobre o movimento guerrilheiro Tupamaro, do Uruguai.
“O Brasil tem que se desculpar com o Chile pela participação brasileira no golpe de estado que derrubou Salvador Allende e levou Augusto Pinochet ao poder, em 1973. O governo brasileiro também deveria se retratar perante Uruguai e Bolívia. Esses países sofreram conseqüências diretas da ação de militares brasileiros durante os anos de chumbo. Essa é uma obrigação do Brasil com seus vizinhos do Cone Sul”, afirma o historiador americano.”

Uma bela chance...

Nos anos 70, os jornalistas Lenildo Tabosa Pessoa, conservador assumido, e Miguel Urbano Rodrigues, comunista de carteirinha, trabalhavam como editorialistas no Estadão. Numa tarde, o elevador que subia com Lenildo fez uma escala no andar em que Miguel esperava e os dois se viram frente a frente. ─ Boa tarde ─ cumprimentou Lenildo. ─ Eu não cumprimento filho da puta ─ respondeu Miguel. ─ Eu cumprimento ─ encerrou a questão Lenildo. Na noite desta quarta-feira, informa o blog de Josias de Souza, Eduardo Suplicy topou com Ricardo Berzoini na festa de lançamento da candidatura de José Eduardo Dutra à presidência do PT. O senador, que acabara de mostrar o cartão vermelho a José Sarney, estendeu a mão ao deputado. Berzoini recusou o cumprimento. Se conhecesse a historinha acima, Suplicy saberia o que dizer.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Belchior desaparecido?

Síndrome de maldito? Não caros essa hipótese de maldito em Belchior não se sustenta. Mas segundo recentes reportagens o cantor teria se "escafedido" por conta da sua interpretação do show-busines, que segundo as más línguas o teriam injustamente compreendido. De qualquer forma sendo maldito ou não, incompreendido ou não pra mim ele é um dos 'caras" da musica brasileira..

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

A invenção Marina

A ex-ministra do meio-ambiente aparece agora como um “fator surpresa” na disputa presidencial para 2010. Recentemente filiada ao PV, partido amplamente da base de apoio a vários governos demo-tucanos, deverá pautar o tema das causas ambientais como principal mote de seu discurso. Caso saia mesmo candidata terá que subir no palanque de figuras como Zequinha Sarney. Não se sabe bem quais as intenções (se eleitoreiras ou não) dessa ida ao PV, mas que com certeza não deverá preocupar as candidaturas petista x tucano que possui excelentes manobras eleitoreira$, apropriação da maquina e tempo de sobra na propaganda eleitoral. Marina mais suja seu passado histórico e dá pano pra manga da imprensa golpista de caos exagerado e fracasso das idéias progressistas do que propriamente torna-se um “fator surpresa”, de romper com a falsa polarização PTUCANO. Isso por que um projeto monotemático (seja ele ambiental ou não) não convence o eleitor majoritariamente preconceituoso e conservador, além do apelo emocional, o pretenso diferencial da “honestidade” e do apelo moral pode ser encontrado em todo e qualquer discurso de campanha.
A esquerda precisa se reorganizar e demonstrar coesão antes que seus adversários a atropelem.

domingo, 23 de agosto de 2009

Duas Luas no céu ?

“O Planetário Internacional de Vancouver, da British Columbia - Canadá calculou com precisão quando Marte estará orbitando perto da Terra. Será no dia 27 de agosto de 2009. Todavia, o mais interessante de tudo é que isto estava previsto em um código maia, encontrado na pirâmide ao lado do Observatório Estrelar em Palenque, Chiapas - México Com este cálculo matemático, agora os maias estão sendo vistos como os gregos da América, e o orgulho da Guatemala. Pelo menos, quatro ou cinco gerações da humanidade não voltarão a ver este fenômeno astronômico que poucas pessoas sabem até o momento, embora tenha sido noticiado em 11 de maio de 2009. No dia 27 de Agosto, a meia noite e meia olhem para o céu. O planeta Marte será a estrela mais brilhante do céu, e será tão grande quanto a lua cheia, e estará a 55,75 milhões de quilômetros da Terra. Não perca! Será como se a Terra tivesse duas luas.Este acontecimento só se produzirá novamente no ano de 2287.”
Recebi essa informação pelo e-mail e fui investigar num site de astronomia. Vamos com calma, gente. O planeta vermelho não vai ficar do tamanho da Lua. Como costuma fazer a cada 73 mil anos, Marte vai aparecer um pouco maior e mais brilhante do que o habitual, mas não parecendo uma segunda Lua. Mas isso foi em 2003...
O que estão fazendo é um sensacionalismo muito grande. É um comportamento prejudicial à ciência astronômica, pois os leigos ficarão decepcionados e vão atribuir aos astrônomos estas previsões. Aliás, foi o que ocorreu com as previsões relativas ao cometa Halley em 1986.

sábado, 22 de agosto de 2009

PSOL e PCB reúnem-se hoje para debater conjuntura política

Os diretórios do PCB e do PSOL de Imperatriz, reúnem-se logo mais as 17h00min, no auditório da UEMA, para discutir planos e metas para 2010. Os dois partidos a nível nacional já possuem ampla agenda conjunta e se puderam com certeza estarão se unificando no Maranhão.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O que está acontecendo com a realidade?

Realidade enquanto conceito histórico, ou seja, temos que entender por que as mais diversas contradições do real, objetivo, estão sendo atualmente trabalhadas do ponto de vista da classe historicamente dominante. Por que o projeto Lula/PT falhou desastrosamente e quais suas reais conseqüências para esquerda nesse país chamado Brasil e no mundo. É preciso a priori, questionar nas origens onde esse projeto político entrou em contradição, provocando assim uma reflexão que nos possibilite perceber sua trajetória de concepção e decadência, ao qual logrou desastroso resultado para toda a classe trabalhadora. Lógico que ai não descartaremos a analise cultural, das representações e das mentalidades, impostas por uma cultura ligada proeminentemente ao modo de produção capitalista, e aos meios de comunicação de massa, que escamoteiam a real perspectiva dos trabalhadores e legitimam a exploração de uma minoria, sobre a maioria. Lembrando que a idéia de decadência do mundo ocidental sempre esteve presente nos debates historiográficos e filosóficos, o que significa que em termos de dados analíticos não nos faltará fundamentação teórica para afirmar categoricamente que de certa forma “o fim do capitalismo está próximo”. Mas não é intenção deste texto ter caráter determinista, mas tecer, costurar elementos que possibilitem uma leitura de conjuntura ampla, que ajude a visualizar as diversas possibilidades da razão e do pensamento a encontrarem saídas para a humanidade. Isso por que, atualmente:

1)Temos a vitoria proeminente de José Sarney, oligarca-mor do Estado mais pobre da federação, penúltimo em IDH, onde reina a lógica do salve-se quem puder e do trogloditismo capitalista por parte das grandes empresas.

2)Temos aliados a esse projeto o assim chamado Partido dos Trabalhadores, e sua cúpula dirigente que através da manipulação, mente e desnorteia sua base, que numa fase de inocência deixou-se ainda levar por algum tempo pelo projeto “neo-petista”.

3)Nesta fase, teremos ainda os Movimentos Sociais mais combativos de certa forma alijados e impedidos de manifestarem seus conteúdos programáticos para a base. Não obstante a tudo isso, há uma descriminalização tímida por parte de alguns setores do governo “neo-petista”, o que ainda provoca certa fúria na direita.

4)A vanguarda de lutadores, intelectuais orgânicos e defensores dos interesses contra o capital, começam a criar outras instâncias de luta, mas ainda de forma tímida, devido ao refluxo causado pela crise da esquerda, por sua vez causada pela articulação tucano x petista que se reveza no poder e assusta, pois joga no limbo toda discussão política, fazendo valer a máxima de que “todo político é ladrão”.

Esse episódio reforça a necessidade do avanço da organização classista e independente dos trabalhadores. É preciso reconstruir um real movimento de massas, capitaneado pelo proletariado, visando á denúncia das mazelas do regime político, econômico e social vigente. Além da denúncia, é indispensável realizar o trabalho de elucidação das causas da corrupção do regime e de suas instituições e a premente necessidade de construir outros instrumentos para avançar nos aspectos políticos, ideológicos e organizativos que resultem na mudança estrutural da sociedade brasileira. Continuo logo mais......

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

DCE/UEMA, Casa das Artes e Ocuparte exibem hoje documentários sobre Mata Grande

Sou da Roça, Mané. Filmagem na oficina comunitária participativa com os moradores da reserva dos municípios e povoados que fazem parte da reserva, como Davinópolis, Senador La Roque, João Lisboa e comunidades Água Viva, Mata Grande e a situação atual de como esta o processo de descaso do poder público para regularização da terra. 24 MINUTOS Direção: Alexandre Almeida Sou da Roça, Minha Arte é Quebrar Coco. Filmagem da vida das quebradeiras de coco de babaçu, na comunidade Agua Viva, Davinópolis: curta mostra a saída para o cocal e cadeia produtiva do babaçu. 25 Minutos Direção: Alexandre Almeida DIA 20 DE AGOSTO 2009, NA UEMA AS 19:00 FILME- ESCLARECIMENTO SOBRE A RESERVA MATA GRANDE. DCE / UEMA CASA DAS ARTES MOVIMENTO OCUPARTE DE VOLTA AS AULAS.....

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Eleições 2010 ( Presidente)

As eleições de 2010 se aproximam. O quadro político segue tenso e por hora ainda o cenário de disputa não foi definido. Temos como certeza alguns aspectos como o fato de que nas eleições presidenciais a figura de Lula não mais disputará o pleito, sendo escolhido posteriormente o nome na qual o projeto petista deverá ser levado a cabo.
Por outro lado teremos a candidatura abertamente de direita capitaneada pela turma tucana (PSDB) de São Paulo, liderados nesse processo por amplos setores da burguesia paulista e pela figura de Jose Serra, atual governador.
As ultimas pesquisas eleitorais definem Serra na dianteira, Dilma (PT, caso ela seja candidata) razoavelmente atrás e Heloisa Helena (PSOL) com índices expressivos, tendo ainda outros nomes citados. Este quadro mostra que a disputa principal está sendo construída para ser ao redor dos dois pólos políticos que sustentam a burguesia no país, PT e PSDB.
O governo Lula segue tendo força na sociedade e para que se entenda como o governo do PT consegue esta façanha, a definição do projeto petista deve ser melhor qualificada: o PT consegue ser o carro chefe de um projeto burguês de acumulação, unindo setores industriais, agroexportadores, banqueiros e com capacidade de manter, pelo menos ate o momento, uma estabilidade política e redução da polarização de classe à medida que conseguiu amalgamar interesses burgueses com os interesses da burocracia sindical.
Num contexto como esse, fica fácil ser o principal agente do imperialismo na America latina, esta unidade entre setores burocráticos e burgueses. Caso lance Dilma como candidata, entendemos esta como principal nome para representar as hidrelétricas, dos setores da burguesia que orbitam em torno do PAC.
Ainda teríamos o nome de Ciro Gomes, mas este não tende a ser um nome de força da esquerda. O PCdoB, com sua política oportunista, ora discute apoio ao PT, ora ao PMDB, mas não chega ao ponto de realmente lutar por uma candidatura própria ou de um campo próprio para presidente. Por sua vez o PDT não tem candidato.
Caberá ao PSOL, PSTU e PCB buscar a unidade e demonstrar uma candidatura que possibilite ser um instrumento de uma verdadeira revolução democrática que se realizará através da participação direta do povo brasileiro. Este deverá ser um grande momento para todos que ainda acreditam no socialismo e na liberdade. .

terça-feira, 18 de agosto de 2009

É presiso explicar por que o mundo de hoje, que é HORRÍVEL, é apenas UM momento do longo desenvolvimento histórico

e que a ESPERANÇA sempre foi uma das forças dominantes das revoluções e das insurreições... Eu ainda sinto a ESPERANÇA como minha concepção de futuro. Jean Paul Sartre, 1963, Prefacio de "Os Condenados" de Franz Fanon.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Vereador Rildo Amaral cassado?

Leia a noticia completa no blog do companheiro Wilson Leite: ttp://blogwilsonleite.blogspot.com/ Ao que parece outros nomes poderão ter seus diplomas cassados, fala-se inclusive do Vereador Edmilson Sanchez. Por enquanto de certeza mesmo teríamos Rildo Amaral.

domingo, 16 de agosto de 2009

20 anos sem Raul Seixas

Ontem, no boteco do Claudecy, a cena era comum, jovens bebendo, jogando conversa fora em meio aos vários estilos musicais que eram tocados no som do bar, alguém grita: “Toca Rauuulll”. Esse jargão inclusive ganhou conotação humorística, em meio as rodas de violão e musica ao vivo, há bem da verdade é que esse tal de Raulzito continua pelo visto atemporal, perene: suas musicas e letras ainda hoje continuam a expressar de certa forma os anseios e angustias de uma geração. Talvez inclusive pelo fato de estarmos vivendo numa espécie de ressaca da modernidade, onde a falta de sentido aliado ao consumismo propagado como única forma de existir, numa sociedade troglodita capitalista que se recusa a sentir e pensar, boa parte da turma mais jovem começa a (re) descobrir a obra do cantor, e que de certa forma passa um sentido na vida. Assim, a perenidade da obra do cantor, que conta com um público cativo enorme, pode ser explicada por seu comportamento rebelde e por sua pregação anárquica. Na opinião do jornalista e professor da PUC-SP, Silvio Mieli, Raul é anarquista “na exata medida em que detona o bom-senso e o senso comum, fundamentos da ideologia das classes médias burguesas”. Para ele, “seu visual, canto e ritual criavam um diferencial, um distanciamento, uma instabilidade que percorre como uma flecha aqueles que, para usar uma gíria dos tempos do Raulzito, não ‘transam’ bem essa idéia de poder. Acho que os jovens ainda sentem, em sintonia fina, os acordes de anti-poder que partem de Raul Seixas”, define. Nascido em Salvador-BA em 1945, falecido em 1989, Raul não exerceu sua rebeldia sozinho, tinha seus parceiros como o escritor Paulo Coelho, e alem claro, da Sociedade Alternativa. Idealizada e fundada por ambos e que de certa forma expressava a busca pela utopia. Chegaram incluisive a lançar vários manifestos da nova sociedade e iniciar uma organização de comunidade, a Cidade das Estrelas (ou Cidade da Luz), onde cada um teria o direito de viver como bem entendesse: desde os moldes do socialismo cubano ao desbunde anárquico psicodélico de Woodstock. Ao que parece a turma do bar do Claudecy vai organizar um tributo, conversei com meu amigo Jairo e este me disse que a idéia é trazer todos os discos de vinil de Raul e deixar rolar. Vale lembrar que as influencias ai vão desde Elvis Presley até Luis Gonzaga.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

INAUGURAÇAO DE BIBLIOTECA - CASA DAS ARTES

A Biblioteca Comunitária Professora Maria de Jesus, idealizada pela Casa das Artes, localizada no povoado da Pintada no município de Davinópolis, será inaugurada dia 17 de agosto, às 16h. Ela é a unidade 34 do Projeto Bibliotecas Casa do Saber, que será coordenada pela Casa das Artes. Na oportunidade da inauguração, duas representantes do projeto Casa do Saber/DF se farão presentes, virão do distrito federal para vistoriar e fazer a catalogação dos livros recebidos de acordo com as normas universais de bibliotecas. Carmen Ganzelevitch Gramacho Vice-Presidente da FACIDF, Federação das Associações Comerciais do Distrito Federal e Entorno, é a Coordenadora Geral do projeto, cujo trabalho engloba as visitas às regiões carentes de bibliotecas e avaliação do tipo de instalações que deverão ser feitas. Outra presença é da especialista em planejamento, organização e informatização de bibliotecas, Iza Antunes de Araújo que é uma das profissionais mais qualificadas do país e vem se dedicando à Casa do Saber de modo integral. Ao todo foram recebidos 1500 livros, 20 estantes, 01 computador, 04 mesas com cadeiras, 02 armários, além de ajuda financeira para compra de materiais para a reforma do prédio cedido pela Associação de Agricultores e Pequenos Produtores da Vila São Luis. A Rede Gasol, principal patrocinadora do projeto, faz parte da história do Brasil no caminho ruma à modernização e inicia sua trajetória junto com a construção da nova capital brasileira, Brasília, em 1958. Naquela época os caminhões rasgavam canteiros de obras em meio à poeira vermelha do cerrado, hoje não são somente os caminhões carregados de gasolina ou diesel que movem a Rede. Outro combustível foi acrescido na história, a solidariedade. Sentimento direcionado para diversos projetos sociais. Um desses projetos é a Casa do Saber, projeto que vai além do social, perpassa pela cultural e educação e tem sido o maior desafio da empresa. Iniciado para atender as cidades do DF e entorno o projeto já atendeu outros estados e até outros países, como no caso de angola. Ao todo são mais de quarenta unidades funcionando plenamente. Os móveis foram fabricados e transportados pela Futura Móveis, empresa localizada em Brasília, que fabrica móveis ergonômicos e entregou o material de primeira linha para a tão sonhada biblioteca no povoado da Vila São Luis, antiga Pintada. Além de toda a estrutura oferecida a Biblioteca Casa do Saber ainda conta com uma rede de voluntários muito especiais. Entidades e profissionais altamente qualificados e comprometidos com a democratização da leitura, como é o caso da Associação dos Bibliotecários do Distrito Federal, que garantem a qualidade do programa, fazendo a catalogação dos livros com treinamento específico para equipes de manutenção das unidades. Parceiros de Imperatriz e Davinópolis também foram fundamentais para a instalação da Biblioteca, entre eles o Feirão dos Móveis, a Prefeitura de Davinópolis, amigos da Casa das Artes que fazem doações constantes de livros e especialmente a Associação que emprestou o prédio e os moradores que se mobilizaram em mutirões, sem os quais seria impossível chegar aonde chegamos. A Casa das Artes se orgulha de fazer parte desta rede de solidariedade pela socialização do conhecimento e pretende ampliar as ações da Biblioteca Comunitária Professora Maria de Jesus com implantação de projetos de formação e qualificação dos jovens e adolescentes das comunidades que desfrutarão do acervo para pesquisa e leitura. Contatos: Lilia Diniz 8116-9197 - Alexandre Almeida 8129-6607 - 3525-2616

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Os desafios....

Noite de verão, 12 de agosto de 2009. Sinto minhas pernas doerem devido à “pernada” de hoje à tarde com o MST. Assim como em vários Estados, o movimento saiu em marcha para reivindicar por Reforma Agrária e mais financiamentos para os trabalhadores rurais, alem disso, aqui no MA a reintegração de posse da Fazenda Por do Sol, na reserva Gurupi, pertencente ao um Juiz acusado de manter trabalho escravo na região. Sobre esse caso em particular, relatos nos dizem que quando da primeira vez que houve a intervenção da policia no local para retirar o MST da fazenda, o próprio magistrado estava presente e junto com ele capangas que bateram de pau em alguns trabalhadores e a mando do próprio juiz seqüestraram dois ocupantes do movimento. O tal juiz, Marcelo Baldochi, pelo visto é o mais puro fruto de um sistema que beira a desorganização e o patrimonialismo. Na duvide se esse senhor tiver sido mais um filhinho de papai, que com a oportunidade de estudar, cursinhos de alta “qualidade” e que nunca houvera se deparado com os problemas sociais antes, e que consegue passar em concurso publico pra magistratura. Espaço restrito esse do poder do Estado, onde como dizia Marx funciona o “Comitê da burguesia”. Os juízes são muito bem pagos, para garantir que uma mesma classe, a que possuem dólares no exterior, seja sempre absolvida dos seus crimes.

..... Outro fato que chamou a atenção foi á discussão recente entre dois companheiros (que acredito ainda serem de luta) sobre a política do governo Lula em relação ao meio ambiente. O pano de fundo: o fato de Marina da Silva, estar possivelmente indo pro PV, para uma possível disputa eleitoral a presidência em 2010. Eu sempre acreditei que Marina sairia candidata, mas pelo PT, e não pelo PV, partido que aglutina ao redor de si, setores abertamente de direita (no sentido de reacionários mesmo) e que vez ou outra vira partido de aluguel para quem quiser pagar mais. Pois bem, a discussão dos companheiros se dava pelo fato de Marina já ter tido uma militância que não condizia com esse pressuposto e que o que estava acontecendo era uma aliança de caráter fisiológico, ou seja, do toma lá da cá. Tenho pena dos companheiros que ainda ousam achar que o PT representa a luta por uma política mais transparente e coletiva. O PT virou um mar de lama, um esgoto pelo qual passa todos os dejetos, mas que ainda existe vida e que pode ser reaproveitada,mas em outras circunstâncias. Há bem da verdade não adianta de nada moralismos na política do atual sistema que aí está, desde que o Brasil deixou de ser colônia de Portugal, a nação entrou em um processo de extrema turbulência e de conflito, entre uma elite burguesa estúpida, e a senzala, que não entendia por que tanto sofrimento, as estruturas mudaram um pouco mas a lógica perversa continua a mesma.

TERRAS DA AMAZÔNIA: Muito na mão de poucos

Geógrafo questiona a aprovação de MP que regulariza a propriedade de terras na Amazônia
Tratando-se de Amazônia, o assunto do momento é a aprovação na Câmara dos Deputados da polêmica Medida Provisória 458, que regulamenta a propriedade de terras. O projeto, aprovado em fevereiro, indica a regularização dos terrenos com extensões de até 1.500 hectares que tenham sido ocupados antes de 2004. As modificações feitas no texto original ressaltaram as divergências entre a bancada ruralista e a ambientalista, que disputaram voto a voto as alterações que mais lhe interessavam. Ao que tudo indica, os ruralistas venceram esta queda de braço.O texto aprovado assegurou a indenização aos posseiros caso as terras sejam retomadas pela União, a possibilidade de empresas também comprarem as posses e uma espécie de “anistia” para quem agiu contra a legislação ambiental vigente. Só é passível de punição, ainda que com garantias de defesa, quem desmatou áreas de preservação permanente ou de reserva legal.Por outro lado, a MP também contém exigências de recomposição de reservas para os que conseguirem comprar as terras, além de proibir a alienação de florestas públicas, de unidades de conservação ou de áreas que já estejam selecionadas para a criação de áreas de preservação.A discussão em torno da medida reuniu não só parlamentares, mas também figuras públicas, como os atores Christiane Torloni e Victor Fasano. Tanto o atual ministro do Meio Ambiente Carlos Minc quanto sua antecessora Marina Silva se posicionaram de maneira claramente contrária à aprovação.No segundo encontro do módulo “Descobrir a Amazônia, Descobrir-se Repórter”, do Projeto Repórter do Futuro, realizado dia 16 de maio, o tema foi abordado e discutido por um especialista: o geógrafo e professor da USP Ariovaldo Umbelino de Oliveira.Com seus estudos direcionados para as questões relativas à ocupação recente da Amazônia e suas consequências, Oliveira é firme em sua posição frente à MP: “Essa política fere o princípio de que a propriedade da terra tem que cumprir sua função social, o que por si só fere a constituição nacional.”O geógrafo ainda caracteriza a iniciativa como uma “contra-reforma agrária”, pois estaríamos entregando o patrimônio público nas mãos dos grileiros, que já dominam os principais municípios produtores agrícolas. São terras griladas que pertencem ao Incra.O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) é um dos principais focos de sua crítica: “funcionários do Incra vendem terras públicas legais para os grileiros, os protagonistas do processo de destruição na natureza”. Esta acusação foi referendada pela denúncia recente ocorrida no Mato Grosso, que terminou com a prisão de 14 suspeitos de fraudes em processos de desapropriação. Entre eles, seis empregados do instituto, um do alto escalão.“A MP foi arquitetada nos bastidores, por funcionários do Incra.” Oliveira baseia sua afirmação no fato do governo já estava fazendo assentamentos adequados antes da medida, criando novas propostas em que a terra fica sobre controle do estado, a preservação é efetiva e os assentados usufruem de todos os benefícios necessários, seguindo os preceitos do desenvolvimento sustentável. Segundo ele, essa ação prévia tira qualquer nexo da MP 458.Ao tratar da participação do governo federal na questão, Oliveira é ainda mais incisivo. “A rigor, o estado brasileiro nem deveria incentivar nenhuma política de assentamento na Amazônia, não há necessidade. O Brasil tem 120 milhões de hectares de terras rurais improdutivas.”Segundo dados apresentados pelo geógrafo, a Amazônia concentra 96 milhões de hectares de terras devolutas, que não constam em nenhum registro público. “Mais de 80% das terras dos municípios na região são devolutas”. Essas estatísticas deflagram um problema ainda maior: “Não há no Brasil conhecimento da situação fundiária. O Estado brasileiro não criou instrumentos para controlar suas terras. A situação está ao sabor das elites, que grilharam grande parte deste território.”Oliveira é enfático ao analisar o papel do setor privado na preservação da Amazônia. “Os empresários desse país jamais respeitaram o meio-ambiente, nada indica que isso vá mudar. Deixar as terras nas mãos deles só aumentará o desmatamento. É a presença da propriedade privada que abre a brecha para o desmatamento”, afirma.Sobre a questão dos assentamentos, Ariovaldo Oliveira declara que o número divulgado pelo Incra de 500 mil assentados é “mentiroso” e que na realidade não passa de 180 mil. “No cálculo final, estão somando assentamentos anteriores. Isso não é Reforma Agrária”.Também esteve presente ao encontro o arqueólogo Eduardo Neves, que se aprofundou na função da arqueologia como chave para o resgate histórico da Amazônia e aproveitou para opinar sobre o caso. “A Amazônia pode ser ‘ocupada’ sim, mas com uma lógica bem diferente da do agronegócio. Deve-se pensar em uma ocupação de baixo para cima na pirâmide social”, afirmou.Dentro desse cenário controverso, o perigo que a aprovação no Senado e no poder executivo da Medida Provisória 458 pode acarretar está reproduzido de forma clara no desabafo de Oliveira: “Estamos em uma encruzilhada histórica. Parte do patrimônio público nacional está sendo transferido de forma ilegal e inconstitucional para as mesmas pessoas que dominam e exploram predatoriamente essas terras há 500 anos, para quem sempre teve direito a elas. Os pobres são a justificativa para que as elites se apropriem de 150 milhões de hectares da Amazônia.”

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

PSOL recorre de arquivamento de ações contra Sarney

O PSOL registrou hoje, no Conselho de Ética do Senado, recurso contra o arquivamento da representação registrada pelo partido contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). A representação, arquivada na última quarta-feira, responsabilizava o presidente da Casa pela edição de atos secretos, que foram usados para nomear parentes e aliados de senadores e aumentar rendimento de servidores sem conhecimento público. Na semana passada, o presidente do conselho, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou, porém, as 11 ações que haviam sido apresentadas contra Sarney. Duque também engavetou, na semana passada, uma representação contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) apresentada pelo PSOL. O partido decidiu, entretanto, não recorrer contra o arquivamento da representação contra Calheiros. "Temos confusão demais. Temos que nos concentrar para ver se acontece alguma coisa. A crise é responsabilidade do presidente José Sarney", justificou José Nery (PA), único senador eleito pelo PSOL. Mais cedo, o PSDB também recorreu contra o arquivamento de três denúncias registradas pelo líder do tucano Arthur Virgílio (AM) contra José Sarney. Na próxima quarta-feira acaba o prazo para apresentação de recurso contra o arquivamento das demais ações apresentadas contra Sarney.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

..."tudo em família"...

Desembargador Dácio Vieira; sua mulher Angela; a mulher de Agaciel, Sanzia; José Sarney; Agaciel Maia; e o senador Renan Calheiros no casamento da filha de Agaciel. (Foto: Reprodução)
Ex-consultor jurídico do Senado, o desembargador Dácio Vieira, que concedeu a liminar a favor de Fernando Sarney [e de censura ao jornal O Estado de S. Paulo] é do convívio social da família Sarney e do ex-diretor-geral Agaciel Maia.
Foi um dos convidados presentes ao luxuoso casamento de Mayanna Maia, filha de Agaciel, em 10 de junho, em Brasília. Na mesma data, o Estado revelou a existência de atos secretos na Casa.
O presidente José Sarney (PMDB-AP) foi padrinho do casamento. Ele, o desembargador e Agaciel aparecem juntos numa foto na festa de Mayanna publicada em uma coluna social do Jornal de Brasília em 13 de junho. As mulheres de Agaciel, Sânzia Maia, e de Dácio Vieira, Ângela, também estão na foto.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Sem Terra sofrem despejo violento no Maranhão

As 100 famílias de trabalhadores rurais do MST, que ocupavam desde 26/8 a fazenda Pôr do Sol, foram despejadas violentamente no último sábado (1/8). A propriedade, localizada em Bom Jardim, pertence ao juiz Marcelo Testa Baldochi, que desde o início do ano integra a “lista suja” dos empregadores que utilizam mão-de-obra escrava.
O despejo iníciou às 10h, quando um grupo de policias militares fortemente armados chegaram atirando no acampamento, amedrotanto os trabalhadores. Com tumulto, uma criança fraturou a perna e dez trabalhadores estão desaparecidos.A coordenação do acampamento alerta para a possibilidade de os trabalhadores desaparecidos terem sido levados pelo juiz Baldochi, que participou do despejo. As familias despejadas estão agora no assentamento Terra Livre, localizado ao lado da fazenda Pôr do Sol.
A fazenda Pôr do Sol, localizada no município de Bom Jardim, recebeu a visita do grupo móvel do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em setembro de 2007 e encontrou 25 pessoas - um deles adolescente, com apenas 15 anos, que nunca freqüentara a escola - em condições análogas à escravidão. À época do flagrante, o juiz atuava como titular da 2ª Vara Criminal de Imperatriz, também no Maranhão.O flagrante de trabalho escravo na fazenda de Marcelo Baldochi gerou uma sindicância no Tribunal de Justiça (TJ-MA) e uma denúncia ajuizada em março deste ano pelo Ministério Público do Estado (MP), que acusa o juiz de submeter o ser humano a condições degradantes.
Além de escravocata Baldochi, ainda é defensor de outros empregadores de mão-de-obra escrava o que acaba lhe parecendo isto ser uma virtude.Os trabalhadores que ocupam a área são de Alto Alegre Pindaré, uma das mais pobres cidades do Estado e que possui um dos maiores índices de aliciamento de mão-de-obra escrava. A área ocupada pelo MST é grilada e possui mais de mil hectares.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

II Congresso Estadual do PSOL

Acontece entre os dias 01 e 02 de agosto, nesse final de semana, o II Congresso Estadual do Partido Socialismo e Liberdade, em São Luis, onde será discutido entre outras pautas os nomes para compor chapa para eleições 2010. Este que vos escreve já está na ilha e tentará colocar in loco as discussões do Congresso. No Maranhão o partido já está em 21 municípios, com cerca de 1.400 filiados.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Trabalhadores receiam despejo violento no Maranhão

Informações vindas da fazenda Pôr do Sol dão conta de que dois grupos de PMs se deslocam para efetuar o despejo dos trabalhadores Sem Terra que ocupam a área desde domingo (26/7). A propriedade, localizada em Bom Jardim. Mais informações: http://www.mst.org.br/mst/pagina.php?cd=7119 ou clique no tituo desta postagem

EMISSORA: Oligarquia Sarney poderia perder a Mirante...?

Se os fatos do Senado fizerem a família de Sarney perder a concessão da Globo no Maranhão, o candidato que pode ganhar é o tucano Roberto Rocha.Curiosa situação essa.A TV de Rocha é a TV Cidade, atualmente retransmitindo a Record.Pode haver uma troca e Rocha ficar com a Globo e Sarney com a Record.
fonte: http://jamesakel.zip.net/index.html ou então clik no titulo desta postagem.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

MST ocupa a fazenda do juiz acusado de manter trabalhadores escravos no MA

O Juiz Marcelo Baldochi, recentemente ganhou notoriedade nacional, quando apareceu numa reportagem - denuncia no Fantástico da TV Globo. Segunda a reportagem o magistrado estaria na “lista suja” do Ministério do Trabalho, as denuncias também apontam extração de madeira ilegal, na região da sua Fazenda Por do Sol localizada na zona rural do município de Bom Jardim próximo à Reserva do Gurupi. Segundo o advogado do Centro de Defesa dos Direitos Humanos, de Açailândia, Nonnato Masson, existe ainda uma denuncia do próprio Ministério Publico com base no relatório de fiscais do Ministério do Trabalho, dando conta de que em fiscalização realizada em setembro de 2007 na fazenda Por do Sol encontravam-se trabalhadores em situação degradante em sistema de servidão por dívidas, entre eles um adolescente de 15 anos de idade proveniente da cidade de Alto Alegre do Pindaré. Cerca de 300 trabalhadores rurais agora nesse exato momento encontram-se dentro da fazenda Por do Sol, e segundo Regilma Santos, integrante do movimento, os trabalhadores querem mostrar que a fazenda pode ser desapropriada para que as terras possam ser utilizadas na reforma agrária.

Por uma frente classista e socialista nas eleições de 2010!

"As eleições de 2010 já começam a centralizar a vida política do país. Por um lado, o governo, fazendo todos os esforços para adiar os piores efeitos da crise econômica e se apoiando na popularidade que ainda tem para emplacar Dilma Rousseff como continuidade do projeto petista. Do outro, a oposição burguesa (PSDB e DEM), buscando capitalizar o possível desgaste de Lula em função da crise, fazendo críticas as corrupções do governo petista e apostando na falta de memória do povo, tentará voltar ao poder com Serra ou Aécio.No entanto, o mesmo programa capitalista une esses dois campos. Todos defendem a continuidade do plano econômico de Lula, que era o mesmo de Fernando Henrique Cardoso.

O petista era amigo de Bush e é “o cara” de Obama. FHC era também o queridinho dos governos imperialistas. Esses dois pólos burgueses se juntam também na corrupção, como se manifestou no mensalão de Lula e na farra das privatizações de FHC. Agora mais um exemplo: Sarney se mantem no cargo pelo apoio direto do governo, mas por que tanto o PSDB como o DEM também se beneficiaram dos atos secretos no Senado.A dura luta é para ver de quem é a vez de assaltar os cofres públicos. Já está armada, portanto, mais uma falsa polarização eleitoral entre dois setores burgueses com o mesmo projeto para o país.

Os governistas (PT, PCdoB, PDT, PSB) vão se utilizar do medo da “volta da direita” ao poder. Na verdade, eles também fazem um governo de direita, com vantagens para a burguesia, mas os trabalhadores se iludem pensando que está do seu lado.A oposição de direita vai querer apostar na falta de memória do povo, no esquecimento do desastre que foi FHC. Dessa forma, José Serra ou Aécio vão aparecer como novidade.A tragédia é que esses dois campos podem continuar majoritários nas eleições de 2010. O governo já demonstrou que pode seguir ganhando, apesar da crise econômica. As eleições europeias mostraram também que o desgaste de partidos social-democratas, como o PT, pode ser capitalizado pela direita e não pela esquerda.É fundamental, portanto, articular com todas as nossas forças um terceiro campo, dos trabalhadores. A fragmentação da esquerda pode favorecer essa falsa polarização. O PSTU chama o PSOL e o PCB, junto com os ativistas do movimento sindical, popular e estudantil, a compor uma frente eleitoral classista e socialista para as eleições de 2010..."

O texto acima me chegou pelo e-mail, enviado pelo companheiro Italo Bolcho, da Secretaria de Juventude do Pstu Nacional. Otima ideia.

É hora de unir os socialistas na luta e nas eleições.

domingo, 26 de julho de 2009

Da greve ao mundo: carta das vítimas da Vale no Canadá

Prezados membros das comunidades, Nós trabalhadores da Vale-Inco fizemos tudo o que estava ao nosso alcance para evitar a greve.Nós sabemos o quão difícil isso será para nossos membros e suas comunidades. Mas nós também sabemos o quão difícil seria se tivéssemos aceitado as propostas da companhia para uma reestruturação dramática a longo-termo, com cortes em nossos direitos.Esta rodada de negociações tem sido como nenhuma outra se comparada às negociações anteriores com a Inco. Vale, a nova proprietária, que é atualmente uma multinacional brasileira altamente rentável, escolheu usar a crise econômica mundial como uma falsa desculpa para impor cortes profundos e a longo prazo que, se implantados, provocarão sérios abalos no orçamento das famílias que compõem as nossas comunidades.O fato é que, nos últimos dois anos, as operações na Província de Ontario têm rendido à Vale o dobro de lucro que a Inco tinha extraído de lá nos 10 anos anteriores.Nós compreendemos que estes são tempos difíceis, e nós levamos isso em conta durante todo o processo de negociação. Contudo, o foco da Vale não tem sido buscar maneiras de superar esses tempos difícies. (Considerando que eles têm em caixa 22 bilhões de dólares americanos em ativos, pode-se ver porque eles não estão tão preocupados assim com essa questão tal como nós pensávamos que eles estariam).Ao contrário, o maior enfoque deles tem sido na redução dramática de um benefício cujo pagamento não se daria nestes tempos difíceis atuais (ou em nenhum outro período de dificuldades financeiras).O "nickel bonus" se trata de um mecanismo inovador desenvolvido por Inco e USW para permitir aos trabalhadores compartir os benefícios em tempos de prosperidade e para ajudar a proteger a companhia em períodos difíceis. O fato de a Vale estar atacando esse mecanismo (que atualmente não lhe custa absolutamente nada) mostra que eles estão baseando suas ações na crise econômica atual.Vale está se aproveitando deste momento para atacar e tentar acabar com um mecanismo justo, sabendo que os bons tempos voltarão.Ao mesmo tempo, parece que Vale tem como política dar a seus mais altos diretores parte de seus lucros agora mesmo. O pagamento dado a seus seis maiores executivos aumentou em 120% nos últimos dois anos (de 2006 a 2008).Vale ainda insiste que necessita impor essas restrições radicais a seus trabalhadores canadenses.Nós acreditamos que toda pessoa que vive ou trabalha nas comunidades de Sudbury, Port Colborne e Voisey’s Bay tende a compreender que a saúde e a viabilidade de sua comunidade está sendo colocada sob ameaça.A Vale Inco está apta para sobreviver a esse período de recessão. Seus lucros respondem facilmente a essa questão. A verdadeira questão é se nossas famílias seguirão mantendo seus padrões de vida atuais de "classe-média", quando nós sairmos dessa recessão.Para o Canadá, a questão que se coloca é se nossos recursos naturais, e as difíceis e perigosas tarefas envolvidas na sua extração, podem prover a famílias confiáveis e trabalhadeiras uma "compensação de classe-média".Não está correto que companhias estrangeiras, que extraem recursos naturais canadenses e através disso obtêm lucros tão exorbitantes, não proporcionem às nossas famílias e comunidades uma renda segura e justa.Nós pedimos e agradecemos o seu apoio.

sábado, 25 de julho de 2009

Em breve na cidade o site PRAÇA DA CULTURA

Na verdade não é o site da praça mais cultural de Imperatriz (cujo nome verdadeiro é Praça Renato Cortez Moreira), mas sim uma pagina na web que disponibilizará aos usuários informações e entretenimento ligadas as questões artísticas e culturais de todos os segmentos sociais. Tanto de Imperatriz e região. O nome foi tirado numa clara alusão ao diversos eventos e condições simbólicas as quais a Praça da Cultura é ligada, pois é lá que temos a Academia de Letras, era lá que rolava as saudosas Feiras de Artes (descanse em paz), os shows alternativos, o carnaval tradicional, o chamado “bobodromo” da cidade e afins. Aproveitando toda essa carga histórica, um grupo de malucos ligados ao movimento cultural, estará oficialmente pondo na rede mundial de computadores o melhor de nossa terra e de nossos artistas, alem de dicas culturais, Historia, as ultimas informações sobre o Fórum de Cultura, Sistema Municipal de Cultura, Conferencia de Comunicação, Lei Rouanet, Editais e toda uma serie de imagens e textos ligados aos fazer artístico: Artes Visuais, Cultura Popular, das quebradeiras do coco e etc. A equipe de colaboradores já está sendo formada e se você tem alguma contribuição envie sua idéia para o endereço eletrônico: pracadacultura@yahoo.com.br, ou aguarde o site está no ar, haverá muito espaços pra boas idéias.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Cia de Teatro fará apresentação em Imperatriz

Clique na Imagem para ver as informações:

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Programações culturais da UFPA são canceladas por morte de estudante

O afogamento de um estudante de história, de 23 anos, no rio Guamá, que atravessa o campus da UFPA (Universidade Federal do Pará), na manhã desta segunda-feira (20), motivou o cancelamento de todas as programações culturais do 29º Encontro Nacional dos Estudantes de História e de Direito. Os eventos terminam no sábado (25).Segundo a assessoria da UFPA, o garoto pulou na água mesmo tendo sido alertado pelos colegas e pela própria universidade, que realizou uma campanha de conscientizaçã o, sobre os riscos de tomar banho no rio. Minutos depois, vigilantes da universidade afirmaram ter visto a vítima pedindo socorro e acionaram o Corpo de Bombeiros. No entanto, quando o resgate chegou no local o rapaz já estava morto.A vítima era estudante da Universidade Federal do Amapá e tinha vindo para Belém, de barco, para participar de um evento na UFPA. Um dos amigos da vítima, Alexandre Marcondes, disse à direção da universidade paraense que o rapaz não consumia nenhum tipo de entorpecentes.Família - A mãe e uma tia da vítima chegam a capital paraense na madrugada desta terça-feira (21) para realizar o traslado do corpo. Além delas, uma das primas, que mora em Belém, esteve na universidade. O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) e depois será transportado para Macapá.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Por uma Universidade da Região Tocantina

Vivemos a chamada “era do conhecimento”. As novas relações econômicas (setor terciário ou de serviços intangíveis) potencializam a importância da tecnologia de informação para o conhecimento de todos os processos produtivos. Nos países desenvolvidos e nas grandes metrópoles esses serviços já superam em larga distância os setores da indústria e da agricultura, antes tradicionais motores da economia. Segundo o renomado economista Ladislau Dowbor, em seu livro “O que acontece com o trabalho?” (2006), essas mudanças na configuração econômica representam uma verdadeira revolução, não mais como “revolução da infra-estrutura”, como a ferrovia ou o telegrafo, ou de maquinas, mas de sistemas de organização do conhecimento, ou seja, é a própria forma de se inovar tecnologicamente que está sendo revolucionado. Essa mudança surge de forma sensivelmente ligada à necessidade de se apresentar novas relações econômicas, de se vencer os desafios ligados à condição do homem na natureza e na sociedade. Que seja capaz de produzir e gerar riqueza de forma sustentável, que apresente um desenvolvimento social e vença os diversos desafios que são impostos pela ciência. Afinal o mundo mudou muito desde a era da Revolução Industrial, não dá mais pra se poluir tanto com outrora, por exemplo. Inicio este texto com algumas dessas considerações para ilustrar e sustentar a tese que mais adiante tratarei melhor. Vamos agora a segunda parte da analise, e que servirá também de arcabouço teórico. Imperatriz representa hoje não apenas a segunda cidade do Estado do Maranhão. Sabe-se claramente que alem de um ser um dos principais pólos econômicos do Nordeste, entre os 20 municípios nordestinos com o maior PIB, a cidade possui o diferencial de ter seu mercado alargado a mais de 80 municípios, segundo o historiador Adalberto Franklin, Imperatriz exerceria sua influencia direta num raio onde residiria cerca de 1,6 milhões de habitantes. Com 157 anos de emancipação (bem completados agora), a cidade é um grande centro comercial e distribuidor, atacadista e varejista, possuindo um elevado consumo de bens e serviços, onde as pessoas visitam para comprar, vender, tratar-se medicamentosamente, utilizar serviços jurídicos e outros. Não obstante a tudo isso, a cidade sofre com a falta de projetos verdadeiramente ligados com as potencialidades econômicas que lhe compete. Os entraves peculiares são na maioria ligados a falta de uma “intelligentsia”, que perceba a necessidade de demandas para melhor aproveitamento de seu potencial produtivo. Isso por que Imperatriz possui em seu entorno (alem de parcerias com as cidades vizinhas) terras agricultáveis de qualidade, um rio fértil e ainda não totalmente poluído, (mas que se encaminha para isso) e principalmente, a vocação comercial e a estrutura necessária para as atividades econômicas semelhantes as grandes metrópoles, como os setores de conhecimento, da tecnologia, do assessoramento, da intermediação e do gerenciamento e comunicação. Ainda segundo Franklin, em seu livro Historia Econômica de Imperatriz: “A baixa produção agrícola e agroindustrial, porem, é responsável por uma elevada evasão financeira, fazendo com que o comercio local seja essencialmente, um entreposto comercial de mercadorias produzidas em outras regiões (...) O investimento necessário em tecnologia, subsídios e disseminação de conhecimentos, em médio prazo, seriam muito mais baixos que os dispêndios e concessões dados aos grandes empreendimentos que se instalaram no Estado”. Esses empreendimentos, diga-se, são na maioria de caráter privado de grande porte, de capital e gerenciamento exterior, e se implantam apenas para drenar as riquezas locais e investir os lucros em outras regiões, apresentando-se com caráter desenvolvimentista, mas que na realidade só empobrecem mais a região. Tornando-a um mero apêndice do mercado. Abordarei agora a tese de que mencionei anteriormente, e que de certa forma já foi pincelada no texto. Senão vejamos. Se por um lado, através de projetos que potencializassem a economia local, mudaríamos esse quadro de meros “atravessadores” na economia, por outro com a criação de uma Universidade Federal, autônoma, da Região Tocantina, em Imperatriz, teríamos a possibilidade real de fomentar o conhecimento local, que poderia servir de catalisadora dessa intelligentsia capaz de discutir e encontrar alternativas e caminhos que levem a um verdadeiro desenvolvimento social e econômico da comunidade. Permitindo também a melhor capacitação, através de concurso publico com a participação e formação de mais doutores e mestres que possibilitaria um retorno cientifico para o estudo de questões proeminentes e característicos dessa região, do sul do Maranhão, mas que são proeminentes de todo o Estado, como: as florestas enérgicas, hidrelétricas, assentamentos, questões da produtividade para agricultura familiar, da saúde, do extrativismo, das questões do turismo, da siderurgia e da celulose. Explico melhor: a região possui uma agenda própria no que diz respeito a varias dessas questões. Os impactos sócio-ambientais dos grandes projetos, do saneamento, os produtores do terceiro setor nos municípios, quer seja pela siderurgia ou pela indústria da celulose, da agricultura de escala, enfim, todos poderiam utilizar da estrutura da Universidade, no sentido mais amplo que este termo possa ser entendido. Alem disso o setor educacional no nível superior, ganharia mais celeridade, já que não dependeria de uma administração fora da região, diminuindo assim a burocracia estatal e de acesso ao ensino superior. Infelizmente UEMA e UFMA não podem ter essa AUTONOMIA devido a sua própria dinâmica interna, que possui seu maior contingente de mestres e doutores em São Luis, alem de centralizar financeiramente os recursos na capital. Precisamos articular os diversos segmentos da sociedade e do poder publico e privado em torno desse propósito, criando uma rede de discussões e apresentação da idéia para a totalidade da comunidade. Utilizando os exemplos de Universidades já criadas em outras regiões, e discutindo junto aos parlamentares a viabilidade de uma instituição de ensino superior, que possibilite uma melhor dinâmica de criação de conhecimento para nossa agenda regional e global, que diminua os entraves burocráticos diversos, frutos da falta de uma UNIVERSIDADE de verdade para a região. A proposta de criação de uma UNIVERSIDADE Federal do Sul do Maranhão deverá ser, portanto, pautada para e pela sociedade, através dos setores dos trabalhadores, dos empresários, estudantes, enfim, todo setor produtivo, envolvendo a totalidade dos cidadãos e cidadãs do campo e da cidade, que acreditam no potencial de Imperatriz e Região Tocantina.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

“Temos guardado um silencio bastante parecido com a estupidez...”

A afirmação do titulo acima é a frase que abre a obra mais famosa do Jornalista Eduardo Galeano: “As veias abertas da América Latina”. É a "Proclamação insurrecional da Junta Tuitiva na cidade de La Paz, em 16 de julho de 1819", publicado em 1971, "Veias abertas.." é um livro que pelo seu caráter contestador e critico foi proibido em diversos países durante seus respectivos regimes militares. O teor do texto expõe através de uma analise brilhante e arguta, os diversos aspectos históricos da dominação colonial da América Latina, primeiramente pela Europa e seus descendentes e depois pelos EUA.
Toda a exploração e diversos outros fatores que causaram o empobrecimento dessas nações Latinas são muito bem minuciadas através de dados históricos e sociológicos. Eis aí o principal motivo que as elites vetassem sua publicação, pois estas se beneficiam sempre da miséria e exclusão social de nosso povo. Essas mesmas elites, que ainda estão com muitos representantes no poder (claro, pois como não os te-los? Afinal são 500 anos de historia. , sempre explorando,cooptando dominando etc.), manifestam seu repudio ainda hoje a qualquer tipo de tentativa de mudança no paradigma social dessas populações historicamente roubadas, sempre através de sua impressa comprada com o dinheiro sujo da corrupção e dos golpes a população.
A historia não para. O Livro de Galeano foi recentemente presenteado ao presidente dos USA, Barack Obama, por Hugo Chavez, coisa impensável até meados dos anos 80, afinal um trabalho “subversivo” de caráter “perigoso”, dado de presente a um chefe de nação, cujo papel foi o de sempre reprimir qualquer tipo de manifestação por parte dos povos Latino-americanos, que financiou as ditaduras militares para que estas torturassem e matasse quem quer que busque mostrar a população alienada de que sua pobreza é uma condição que poderia ser mudada.
E por aqui também temos as nossas “Veias Abertas.”. È o livro do padre beneditino Victor Asselin, chamado de “Grilagem nas terras do Carajás”, o livro foi editado em 1986 pela Editoras Vozes, de São Paulo, e mostrava a dura realidade dos primeiros camponeses do Bico do Papagaio, e da região Tocantina, que por aqui chegaram nas décadas passadas. Através de uma analise sociológica, descritiva, Asselin vai analisando de que forma as autoridades na época constituídas, décadas de 60 e 70, vão expulsando da terra milhares de trabalhadores rurais, utilizando assassinatos, atentados e demais outros tipos de violência, os donos do poder com seus capangas acabaram por formar um quadro de terror na região.
O livro foi proibido. Asselin não pôde sequer ficar para divulgá-lo. Teve que voltar às pressas para São Paulo, para não morrer assim como outros que levantaram suas vozes para as injustiças sociais na região. Como por exemplo, Padre Josimo. Dizem inclusive que grande parte das edições ficaram em Fortaleza, foram retidas lá, proibidas pelos donos do poder (e que ainda hoje estão por aí no MA) de circular, para que não cheguem à população, grande desclarecida de todas nesse processo. Isso por que para os grupos dominantes, historicamente atrelados a ditadura militar e a idéia de subserviência colonial para exploração dos trabalhadores, quanto menos esclarecimentos de seu passado desonesto melhor, claro.
Fazendo um paralelo entre as duas obras, percebemos que ambas tratam de aspectos semelhantes. Ambas trazem a discussão da injustiça social e seu caráter histórico para explicar o tecido social, os problemas e as lutas de nosso povo. Isso por que faz muito tempo que a grilagem de terras (a fraude da posse da terra por meio de documentos falsos) foi inaugurada no Brasil. No dia em que chegaram os portugueses, no dia 21 de abril de 1500, o país que viria a ser chamado de Brasil perdeu a autonomia sobre seu território e iniciou-se o processo de grilagem. De lá pra cá os povos nativos com seu sistema sócio-politico-economico próprio teve sua historia escrita sob humilhação, sangue e luta, enquanto que para os colonizadores glorias e poder. Claro que o Brasil hoje apresenta uma configuração muito diferente, mas parece que essa terra foi e é a encruzilhada no globo terrestre, onde se encontraram “os homens sem direito de o ser” do mundo africano, indígena e latino-americano e onde se articularam as forças econômicas e culturais do mundo ocidental, que constituem hoje sua elite dominante. Será verdade mesmo que “Deus é brasileiro?”.
Ainda verei estas elites comerem de suas próprias fezes oligarcas. Até lá o livro de Asselin deverá estar sendo reeditado muitas vezes, e assim como o de Galeano sendo presenteando, espero que para apenas recorder um triste passado. Para finalizar este texto, gostaria de ressaltar que a frase de Galeano está mais atual ainda quando percebemos os escândalos no Senado Federal e a falta de uma mobilização popular para expulsar esses facínoras do poder. Vivemos um Estado de exceção que parece ser por enquanto, via de regra.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Os sonhos não envelhecem: DCE/JM

Já nos finalmente de nossa gestão a frente do Diretório Central dos Estudantes da UEMA aqui de Imperatriz e procurando refletir acerca dos vários fatores e questões que marcaram este um ano e pouco passado, resolvi registrar em forma de texto minhas impressões do que significou tudo isso para o Movimento Estudantil local e para nós mesmos, que atuamos dentro e fora da entidade, buscando construir e solidifica-la cada vez mais no coração e mentes dos estudantes. E nada mais obvio do que começar falando do início, de como começamos. Afirmo a todos que de forma nada otimista, pois certo sentimento de incredibilidade baixava em nossas cabeças, como se houvéssemos apenas iniciado algo que não podia e nem deveria ser terminado, mas empurrado com os respectivos buchos (metáfora de cachaceiro). Inclusive, só a titulo de curiosidade, eu deveria ter sido escolhido para pegar a coordenadoria geral da entidade, mas assim que formamos a chapa, percebi que o debate político não era muito bem aceito dentro do grupo inicial (inicial mesmo, porque depois algumas pessoas saíram, outras entraram), explico melhor: a gestão anterior, praticamente abandonou a entidade, ficando a sua frente apenas a companheira Suellen, que não tinha como humanamente levar nas costas toda uma serie trabalhos e empenhos que um DCE do porte do CESI/UEMA necessitava. Pois bem, talvez o fato de eu ser filiado ao P-Sol, não tenha causado lá muita simpatia entre algumas pessoas que no principio pensavam em utilizar de alguma forma a estrutura do DCE, talvez por época de véspera de eleição, talvez por (anti) simpatia a minha pessoa mesmo, talvez (...) Afinal, o nome que tínhamos como consenso era o do companheiro do curso de Historia, Iuri Petrus, cinefílo e sem vínculos diretos há nenhum movimento social especifico ou partido político (mas com posições políticas próprias), Iuri não se sentia muito a vontade com a idéia, por uma serie de complexas razões que talvez aqui não caiba enumerar, mas que eram bastante pertinentes para o momento. Na verdade éramos nós, eu e ele, quem nos dispúnhamos a estar puxando o debate e que naquele momento passava por certa apatia por parte dos outros colegas e companheiros. Lembro-me claramente de ter comentado: “Iuri, pega essa parada aí velho, eu não vou te deixar sozinho”. Talvez quem esteja chegando agora pela UEMA não entenda o motivo de tanta preocupação, mas o fato era que as ultimas gestões tinham caído num total ostracismo, pois os os membros nem sequer terminavam de cumprir o mandato, deixando tudo nas costas do coordenador. Uma serie de explicações lógicas determinavam esses fatores. O refluxo dos movimentos populares, junto da conjuntura política, por sua vez, ligada à condição de desreferencialização do sujeito ao qual o homem pós-moderno se encontrava, a concepção mediocrizante em que se encontravam calouros graças a falta de formação e informação, era os principais desafios. Não obstante, era também o momento em que os estudantes Brasil a fora ocupavam reitorias para garantir direitos básicos, fazendo com que muitos que diziam estar o movimento estudantil apagado engolissem suas conclusões. Por aqui sabíamos enquanto gestão, e isso já era consenso, de que não tínhamos condições para tanto, mas que não podíamos deixar as coisas de forma avulsa, solta. Mesmo que para alguns estar no DCE, significava tão somente, tirar a carteirinha de graça, ser convidado pra fiscalizar vestibular e organizar festinhas, para outros haviam possibilidades mais profundas, ligadas há uma espécie de “faro”, que fazia-os ter um sentimento de pertencimento de verdade em relação a própria UEMA. De uma certa responsabilidade em relação a realidade, de não se permitir só estar dentro de aulas, de não ser mais um alienado. Esses que assim pensavam, ficaram conosco até o final, mesmo em maior ou menor intensidade e é a eles que eu gostaria de dedicar essas palavras, e dizer que a gestão concluiu com sucesso suas intenções, ou seja, não nos furtamos ao desafio, estivemos presente sempre e mesmo com erros e acertos fizemos o debate político, tão necessário, para que o homem perceba sua importância dentro da sociedade e de como esta funciona. Todas as atividades: Simposios, cursos de formação, viagens a congressos, reuniões, atos publicos dentro e fora da universidade, inclusive sediando um encontro NO/NE da Via Campesina, nos fizeram perceber a riqueza e os problemas pela qual a sociedade brasileira perpassa,e se isso não for verdadeiramente o papel do estudante de universidade publica então teremos que inventar novas funções para este ser social chamado "universitario". Muito embora os problemas estejam longe de serem solucionados, ainda há viva a chama do movimento estudantil dentro do CESI/UEMA, isso já é um começo, pois ela arde tal qual o fogo de monturo, que quando menos se espera surge alto e queimando tudo. Bem, pra finalizar, gostaria de deixar o texto da companheira do DCE de São Luis Dayse Pestana, acho que de certa forma exprime as dificuldades, que por enquanto ainda passamos. Esse é o desafio e o fardo do nosso tempo histórico. Não tememos enfrenta-lo Ps: Presiso citar os companheiros kabecinha, Tabosa (DCE/JM) e Helton da CEMEG pelas contribuições. Gostaria de citar o nome de todos que contribuiram e contribuem de certa forma, mas aí haja dedos pra digitar...
Segue o texto de Dayse na postagem abaixo:

O FANTÁSTICO MUNDO DE BOBY

Quem de nossa geração adolescente dos anos 1990 não chegou a ver um desenho aonde uma criança vivia um imaginário inexistente e que só se realizava na sua mente de guri sonhador? Qualquer semelhança com os “alunos” da UEMA que utopicamente acham que realmente estudam em uma universidade e que é um “universitário” e, portanto privilegiado em relação aos que ainda não adentraram por estas portas do “conhecimento” e da “universidade”, não é mera coincidência. Assim como nossos pais devem ter comentado sobre a ingenuidade do pequeno Boby, posso também tentar fazer uma análise semelhante quando se trata dos “alunos” desta IES. ÔÔÔHHHH meus pequenos e ingênuos “alunos”, esse sonho de universitário só existe na sua imaginação! Em uma “universidade” que nega ajuda de custo para estudantes e professores, nega ônibus, qualquer ajuda para transportes, viagens a encontros, congressos, programações culturais de qualquer caráter com argumentos sem fundamento algum, apenas dizendo que uma instituição de ensino superior não tem dinheiro em caixa, ou melhor, tem um caixa com míseros R$ 200, 00. Meus amigos, isso no mínimo não se trata de uma universidade de verdade. Aqui mesmo poderia terminar este texto, afinal para fatos os argumentos perdem muito de sua força. Numa instituição alagada por maus e corruptos administradores desde a sua constituição e que por conseqüência disso se vê afogada na sua própria lama de mazelas, precarização e sucateamento, o resultado final não deveria ser outro, se não o total desprezo em se afirmar concretamente enquanto uma verdadeira instituição de ensino e de produção de conhecimento referenciado pela sociedade, àquela a quem de fato deveria servir, ou seja, aos trabalhadores que a sustentam com seus impostos. Nesse sentido o produto de tal IES, isto é, os estudantes, jamais seriam outro se não àqueles acríticos, covardes, apáticos, incapazes de questionar e incapazes de transformar uma sociedade pautada na desigualdade, desumanidade, injustiças, preconceitos e opressões. Esses somos nós. Ah, Você não gostou? Ah, você acha que não te conheço e, portanto não tenho autoridade para afirmar tal coisa? Ah, você acha que não se encaixa em tal análise? Ah, você está me amaldiçoando até aminha quarta geração por conta deste texto? Então me responda, quantos de nós temos coragem de peitar nossos mais “argutos” professores “doutores” quando os mesmos usam de sua “autoridade” hierárquica para nos humilhar com suas freqüências (aliás, 15 ou 21 faltas reprovam o estudante, quantas reprovam o professor?), com seu autoritarismo tacanho, suas aulas que muitas vezes nada dizem, seu cientificismo barato, suas provas comparativas e que não provam nada e ainda, muitas vezes, com seu desrespeito e falta de compreensão. Qual o lado que você toma quando a sua bolsa de pesquisa, monitoria, estágio atrasam, o lado do “mendigo” que vai todos os dias à PRA saber quando sairá sua bolsa que já está atrasada há quase três meses como se você tivesse pedindo favor a alguém? E o que você faz quando percebe que prestou um concurso público (vestibular) onde só depois de entrar percebe que não possui um prédio para assistir aulas? Qual foi sua reação quando foi pela primeira vez locar um livro na biblioteca e percebeu o quanto era parco o acervo (no manual do vestibular a realidade parecia outra, bem melhor que esta). Qual foi sua postura quando você perguntou pelos reagentes e simplesmente lhe disseram que a universidade não tinha dinheiro para comprar e você se deparou com um laboratório sucateado com velhos microscópios, lupas e vidraçaria. Qual foi sua postura quando teve que pisar na lama e pegar chuva, pois sua “universidade” não possui passarelas e mais parece uma fazenda dividida em casinhas cheia de “animais” e com um amplo pasto? Você questionou quando soube que a fundação que paga sua bolsa – FAPEAD – estava envolvida em um desvio de verbas públicas no valor de mais de 20 milhões e que o vice-reitor desta instituição tem cargo cativo em tal fundação? Na UNB um reitor caiu por muito menos. E isso não é tudo, temos muito mais para falar, pena que o espaço é pequeno. E agora? Ainda acham que não tenho razão em chamá-los de apáticos e acríticos “alunos universitários”? A Universidade como indica na sua própria constituição histórica é o lugar da diversidade, do pluralismo de espaços e de saberes. Não cabe a nenhuma IES ser uma mera reprodução dos parâmetros sociais estabelecidos, mas ser instrumento para sua superação. A Universidade na sua razão de ser possui uma inequívoca vocação para ser vanguarda, ir aonde ainda ninguém chegou, desbravar, pensar além das perspectivas comuns, promover o desenvolvimento humano em sua totalidade. Antes de tudo a Universidade deve ser uma ponte, não um fim em si mesma. É também algo a ser superado. Nessa busca, a democratização da academia é mecanismo vital para a garantia de seu próprio exercício. Esta seria a Universidade ideal, aquela autônoma, democrática, laica, gratuita, socialmente referenciada e de qualidade. E este não é o caso da UEMA! O que vemos na verdade hoje, tantos nas IEES com nas IFES é um total desmando, desmonte, precarização e privatização do ensino público, onde impera o autoritarismo e a forma ditatorial de implementar decretos e projetos de expansão sem a mínima qualidade (o Projeto Darcy Ribeiro que o diga, vamos agora ter 42polos sem um centavo a mais de verba) impostos por reitorias submissas, vassalas e subalternas a governos corruptos e que não têm nenhum compromisso com estas IES. Ao contrário, estes governos com suas políticas para o ensino superior, cada vez mais sucateiam as Universidades públicas garantindo assim, lucros exorbitantes aos tubarões do ensino privado. É necessário se encarar os espaços das instituições públicas de ensino como espaços de resistência a um sistema que prioriza o mercado, o capital e o lucro em detrimento da miséria e da falta de acesso à educação de qualidade da maioria. Isso explica a enorme necessidade que a burguesia tem de fechar este tipo de instituição. E agora tomando partido nas palavras dos situacionistas das décadas de 1950 a 1970 podemos afirmar que: “Recolhendo um pouco dos sobejos de prestígio da Universidade, o estudante ainda se sente satisfeito por ser estudante. Tarde demais! O ensino mecânico e especializado que recebe está tão profundamente degradado (em relação ao antigo nível da cultura geral burguesa quanto o seu próprio nível intelectual na altura em que a tal ensino acede, e isto pelo simples fato de a realidade que domina o conjunto destas coisas – o sistema econômico – reclamar uma fabricação maciça de estudantes incultos e incapazes de pensar. Que a Universidade se tenha tornado uma organização – institucional – da ignorância, que a própria "alta cultura" se dissolva ao ritmo da produção em série dos professores, que todos estes professores sejam uns cretinos, de tal modo que a maior parte dentre eles provocaria a algazarra de qualquer público de liceu –, tudo isso o ignora o estudante; e, respeitosamente, continua a escutar os seus mestres, com a vontade consciente de perder todo e qualquer espírito crítico, a fim de melhor comungar na ilusão mística de se ter tornado um "estudante", isto é, alguém que seriamente se ocupa na aprendizagem de um saber sério, na expectativa de assim lhe serem confiadas às últimas verdades. Trata-se, aqui, de uma menopausa do espírito. Tudo quanto se passa hoje nos anfiteatros das escolas e das faculdades será condenado na futura sociedade revolucionária como ruído, socialmente nocivo. O estudante, desde já, dá vontade de rir...”

terça-feira, 7 de julho de 2009

Banda Mortos - Rock Pesado Made in Imperosa

Conversei com um dos integrantes dos Mortos (esse tava bem vivo), Bruno Aguiar, baterista e um dos fundadores da banda. Foi uma conversa rápida pelo MSN mesmo, já que não tivemos tempo de nos encontrar pra um bate-papo. Pelo visto o show do dia 10, na Broadway, com participação de bandas internacionais e dos veteranos bahianos do HEADHUNTER DC, deve ta super corrido pra os organizadores. CL: Quanto tempo já tem de banda Mortos? Bruno: Esse ano a Mortos esta completando sete anos CL: O que vc acha que mudou em relação a sua musica de lá pra cá?Se vc's continuam fazendo o mesmo estilo ou acha que houve uma mudança..? Bruno: Em 2002 a banda inicia suas atividades buscando fazer música própria, sempre com a intenção de executar um Death Metal tradicional. Com a saída de membros da banda e um comprometimento maior desses novos membros, a Mortos buscou uma melhoria no seu trabalho, vendo atravéz dessa perspectiva a banda apesar de não mudar o estilo, mudou muito sua sonoridade. CL: E quanto ao publico, vc acha que melhorou o numero de fãs do estilo? Bruno: Acredito que a cada dia o Death Metal, e isso incluído a Mortos, mais pessoas se interessam por essa sonoridade mais agressiva, juntando uma musica bem trabalhada, agressiva, técnica e com letras que possa passar algo legal pra galera. CL: O Festival Metal Chaos tá em sua décima primeira edição e dessa vez traz bandas de fora do Brasil, como ta sendo a luta pra realizar este que é um evento de peso? Bruno: Na verdade estamos na nossa décima segunda edição e vamos contar com bandas internacionais. Pra gente é um desafio muito grande, pois fazer um evento alternativo em uma cidade que sua cultura gira em torno do forró e sertanejo. Muita dificuldade durante todos esses anos mais sempre buscando lutar para que a cena local possa estar prestigiando eventos de qualidade. CL: Qual sua opinião sobre o trabalho dos já historicos bahianos da banda Headhunter DC ? Bruno: Puta banda, que esta na cena a mais de 20 anos representando o death Metal brasileiro em terras extrangeiras de forma muito competente.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Bar do Claudecy

Em novas instalações, novo ambiente, com as boas e velhas cachaças de sempre, o Bar do Claudecy não é nenhum café filosófico, mas surpreende pelo grau de discussões que ali são levantadas (junto com os copos), de vários níveis e elucubrações aforisticas de toda a sorte. O clima descontraído ao lado de uma academia de ginástica, onde de hora em quando jovens moças passam em frente para cuidar da saúde, reserva ainda sinuca e caldo de xambari, para os mais afoitos que às vezes exageram na bebidinha. Aguarde musica ao vivo em breve por lá também. Os freqüentadores são outro caso a parte. O publico vareia entre universitários alcoólatras, índios, porra-loucas pós-modernos, punks, artistas circenses, autoridades militares e eclesiatiscas, moças casadoiras, velhos piratas de guerra, com suas pernas de pau apostos para ver o jogo do Flamengo (o dono do bar é vascaíno), todos jogando a conversa e preocupações fora. De vez em quando uma ou outra briguinha básica, geralmente influenciada pelo manguaça, que a boa velha turma do deixa disso não deixa acontecer. Alguns já chegam embriagados pela perspectiva de se embriagar. A sexta é um dos dias mais movimentados do local, onde funcionários públicos resolvem aparecer para descontrair ao som de um sambinha ou mesmo de Roberto Carlos antigo. “O bar fica logo lotado e o Claudecy (o dono) fica louco junto com seu fiel escudeiro,o Josélio, apelidado de “on-line” por estar sempre “ligado” e por usar o termo em seus atendimentos: “Vai uma aí”? On-line ou off-line?”. Num episódio mais recente, um grupo de seresteiros foi severamente repreendido por um professor da UEMA, quando estes tocaram a musica católica conhecida com Família (abençoa senhor a família amen, abençoa senhor a minha também... etc.). O Professor dizia que se estes estivessem numa igreja não poderiam beber cachaça (será?) e, portanto num bar não era adequado se cantar hinos religiosos. Um dos seresteiros contrariados partiu pra cima e o pau já ia comer solto quando a boa e velha turma do deixa disso apareceu (o Kabecinha obviamente tava no meio). Confesso certa satisfação ao perceber que mesmo o Claudecy tendo mudado de lugar, as pessoas que o freqüentavam continuam a freqüentar e com perspectivas de inovações no publico, já que o ambiente está até mais espaçoso, com uma bela sombra de fim de tarde do outro lado da rua. "È verão , bom sinal , já é tempo de abrir o coração e sonhar...thiá thiararápá, thiiarará thiarará"

domingo, 5 de julho de 2009

LUTA DE CLASSES IDEOLÓGICA

Na arena ideológica o idealismo filosófico, a religião, a teologia e todas as formas de fideísmos e misticismos enfrentam um inimigo comum: o materialismo. Platão, filósofo da antiguidade, já nos falava da luta entre os amigos das formas e os amigos da terra, para exprimir o embate existente dentro da filosofia entre idealistas e materialistas. Para ele o verdadeiro filósofo tem como tarefa saber dividir, separar e traçar linhas de demarcação entre estas duas tendências opostas que se digladiam. Como sabemos, os discípulos de Platão, fundador do idealismo, rasgaram uma obra de Demócrito, um dos maiores expoentes do materialismo antigo e fundador da teoria atômica. A luta de classes ideológica é basicamente expressa pelo binômio espírito-matéria, sendo, de certa maneira, todas as tendências filosóficas reduzidas ao materialismo ou ao idealismo. “Não há uma terceira via, meias-medidas, posições intermediárias. No fundo, há apenas materialistas e idealistas” (Althusser). A luta de caráter fundamental entre materialistas e idealistas “traduz as tendências e a ideologia das classes inimigas da sociedade contemporânea”, declara Lenin. “A filosofia moderna está tão impregnada do espírito de partido como a de há dois mil anos”. Dessa forma, o ponto gnosiológico fundamental de qualquer tendência filosófica resume-se à questão de saber qual a origem do nosso conhecimento, o que é primordial e o que é secundário: a matéria ou o espírito, a idéia ou a realidade. Para os materialistas é a matéria, entendida como realidade objetiva, a fonte de nossos conhecimentos. Por seu turno, os idealistas declaram ser a idéia, o espírito, o elemento primordial e anterior que dá origem ao mundo e ao homem. Ao passo que os ideólogos reacionários nos dizem, assim como disse Berkeley, “que a matéria é uma idéia”, ou que “não podemos conhecer a realidade das coisas”, decretam a impotência da razão humana para desvendar os segredos do universo, abrindo caminho para a religião. Em um esforço semelhante, Kant fundamenta a ciência contornando o materialismo, para justificar dogmas religiosos. O filósofo “sentia a “necessidade de provar a subjetividade do espaço”. Ou seja, pretendia demonstra que o espaço nada mais era que uma construção mental. Na mesma linha, podemos encontrar declarações do tipo: “não é a natureza que nos impõe, somos nós que os impomos à natureza”, para negar a objetividade das leis naturais. Podemos perceber, pelo modo que desenvolve sua resposta, que o idealismo abre as portas para a religião e para todas as concepções pré-científicas do mundo. Ele não só abre as portas como é uma variante filosófica da doutrina judaico-cristã. Para Jacob Bazarian, o idealismo fundamenta e defende a religião e a concepção criacionista do mundo, e, consequentemente, contrapõe-se à força progressista da ciência e da democracia. O idealismo filosófico é a expressão dos interesses econômico-políticos das classes dirigentes, interessadas em manter o povo na ignorância para dominá-lo. Quando o cristianismo é elevado à religião oficial do Império Romano, por Constantino, trata de estabelecer o seu domínio “no terreno mental, espiritual e ideológico e impedem a emergência de qualquer outra modo de pensamento” (Onfray). Bibliotecas são destruídas, milhares de livros queimados, academias fechadas, filósofos e seus seguidores perseguidos e queimados em fogueiras. Tudo que cheirasse a materialismo, ateísmo ou contrariasse a linha ortodoxa da igreja não careciam de piedade, provando que o amor ao próximo tem limites e o perdão às ofensas também. Assim, os epicuristas foram por muito tempo os inimigos privilegiados dos cristãos, “pois Epicuro fornece um arsenal capaz de prejudicar o cristianismo no poder oferecendo uma metafísica, uma ética, uma sabedoria, uma política sobressalentes” (idem). Pelo seu materialismo, seu hedonismo e sua irreligião, o epicurismo apresenta um arsenal de idéias que ameaça a ideologia dominante. Esse embate ideológico acabou? Não! Continua! Hoje esse conflito ideológico é travado na filosofia, na política, nos partidos, na universidade, na luta dos trabalhadores rurais pela posse da terra, nas ciências sociais e naturais. Assim como a história é a história da luta de classes, a história da filosofia é a história da luta entre idealistas e materialistas. Por: Jorge Pontes

Reforma no currículo do ensino médio causa reação

Aprovada na quarta-feira passada pelo Conselho Nacional de Educação (CNE), a reformulação do currículo do ensino médio promete mudar a concepção de educação no País. A partir de 2010, o Ministério da Educação (MEC) financiará projetos de cem escolas públicas que privilegiem um currículo interdisciplinar e flexível – seguindo a tendência do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) –, mas a ideia é que a proposta se universalize por toda a rede pública e particular. A adesão, que não será obrigatória, pelo menos a princípio, causou apreensão entre educadores baianos. Maior número de aulas e interdisciplinarida de no aprendizado, segundo alguns deles, demandam investimento que ainda não foi claramente apresentado pelo MEC. Além de carga horária aumentada – das atuais 800 horas anuais para mil –, o Ministério da Educação propõe a extinção de disciplinas tradicionais, como português, geografia e matemática.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

FORA SARNEY

Nesta sexta (10 de julho), a partir das 16h, na Praça de Fatima. Reunião dos diversos movimentos estudantis, de jovens e de juventudes de movimentos sociais e partidárias pelo FORA SARNEY. Todos/as estão convidados. O que: reunião do movimento Todos contra Sarney Onde: Praça de Fatima A que horas: a partir das 4 da tarde Quando: sexta - 10 de julho Quem pode ir: todo mundo que não tem meio de campo com o sarneismo.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Evento dos 5 anos da revolta da Catraca

Do dia 26 de junho a 3 e julho em Florianópolis, na sede do Sindicatos do Bancários se realiza o evento 5 anos da Revolta da Catraca - Construir a Memória da Resistência em Florianópolis. A proposta do evento é fazer uma reflexão sobre as revolta de 2004, com o objetivo de manter viva a memória rebelde da cidade. http://www.midiaindependente.org

terça-feira, 30 de junho de 2009

Para Historiadores e a todos: informar a sociedade sobre o golpe de Estado

Na noite do dia 28 de junho – domingo passado, militares entraram em confronto com a guarda presidencial de Manuel Zelaya – presidente eleito em Honduras. Tal ação decorreu da própria ordem do judiciário, apoiada pelo legislativo e executivo, como oposição a decisão de Zelaya em manter uma consulta à população hondurenha sobre se ter ou não uma assembléia constituinte em tal país. Os reais motivos, políticos, econômicos e sociais, certamente se clarificarão nos próximos dias, assim como também deveremos elucidar as tenras relações entre o governo norte-americano com a mais alta classe econômica presente em Honduras, classe ligada sobre tudo a extração madeireira e mineradora pelo que tem me parecido.
Acontecimentos parecidos tem dado a tônica do que é o quadro político mais geral em quase toda a América Latina, desde a fraude eleitoral ocorrida no México – que desencadeou em lutas populares como a de Oaxaca, até a tentativa de golpe em Hugo Chavez (ver o documentário *A Revolução não será televisionada*). A história nos permite com as devidas licenças, estabelecer paralelos com outras ditaduras, como a no Chile no golpe executado com apoio da CIA sobre Salvador Allende e também no próprio Brasil sobre João Goulart.
Um dos paralelos possíveis é a forma como a própria mídia se porta diante de situações assim. Gripe suína e morte de Michael Jackson não permitem uma análise mais profunda do que realmente está acontecendo, e o tratamento dado resumisse na grande maioria das vezes como “Honduras troca de presidente”, como li em um jornal hoje pela manhã (em uma dessas matérias vindas de agências internacionais que são reproduzidas por centenas de jornais ao mesmo tempo e com o mesmo conteúdo). De representações, vimos muito no Brasil entre as décadas de 60 e 80. O historiador Marcos Silva já havia comentado “Imagine se a ditadura fosse desavergonhada”.
Lamentavelmente, é visto que também a ação física contra militantes sindicalistas em Honduras não é tão distante da mesma ocorrida no Brasil contra manifestantes em greve na USP. Se o historiador Josep Fontana esteve certo quando afirmou “*um dos maiores desafios que hoje se apresentam a nós, historiadores, é o de que voltemos a nos envolver nos problemas de nosso tempo*”, então devemos nos lembrar que em meio a jornalistas, cientistas sociais, economistas e outros intelectuais, nós historiadores temos as condições de esclarecer para a sociedade, quais os males que uma ditadura militar pode trazer ao conjunto de um povo, e principalmente: sob quais necessidades.
Desta forma, me desculpando por este texto “panfletário”, gostaria de clamar para que todos que – sendo como disse Jean Chesnaux “franco atiradores” ou “militantes organizados”, ajudem a divulgar o que tem ocorrido em Honduras, ainda que isto signifique um esforço no sentido de nos desdobrarmos para analisar e discutir o que este fato nos mostra, e mesmo que para isto tenhamos que deixar nossas confortáveis poltronas ideológicas, e assentos anexos de ingênuos “estudantes”, ditos apenas: observadores.