Mostrando postagens com marcador racismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador racismo. Mostrar todas as postagens

29 de abril de 2014

O RACISMO NOSSO DE CADA DIA OU POR QUE NÃO SOU MACACO


O Racismo volta a ordem do dia. O episódio envolvendo o jogador Daniel Alves, momento em que ele sagazmente come em pleno jogo uma banana atirada surtiu efeito contrário para aqueles que o queriam tirar por macaco. Mas olhemos pro nosso próprio umbigo. O preconceito por aqui não é menor. 

Nos tempos de escola jogava basquete e disputava em São Luis os jogos escolares maranhenses. Ví um dos nossos atletas ouvir/sofrer durante quase toda a partida a torcida adversária imitar o sonoro barulho  de macacos toda vez que este pegava na bola. 

Na época ninguém ligou, talvez mais por não entender a situação. O nosso jogador era negro e filho de médicos. Metade da torcida de lá era branca mas havia negros também e muitos

Resumindo: O preconceito também está além de mera classe social e cor. Ela se faz presente toda a vez que alguém sofre em sua dignidade. 

Estes estádios "padrão Fifa" que tem mais câmera que gente não tem como identificar os vagabundos que cometem estes crimes e dar um exemplo? Proíbe os caras por 10 anos de frequentar estádio, bota uma tornozeleira neles todo dia de jogo e dá uma penca de banana pra eles se divertirem e se lembrar da dignidade alheia!

19 de fevereiro de 2013

MINHA IMPRESSÕES SOBRE “DJANGO LIVRE” E UMA DICA MELHOR: ASSISTA 'MALÁRIA'


O faroeste “mezzo pistolone” “mezzo pastelone”, a lá italiana “Django Livre”, estréia nos cinemas imperatrizenses com certo atraso, mas em tempo. 

Seu enredo trata de forma dramática, cômica e violenta sobre o escravo negro Django que é brutalmente afastado da mulher e acaba sendo escolhido por um caçador de recompensas progressista. 

A época é o período de escravidão norte-americana e a polêmica é logo instaurada visto que o termo “nigger” [não tem tradução em português e é bem mais pesado do que, digamos, “crioulo”] é usado mais de "hum milhão" de vezes ao longo do filme . 

Vários ativistas estão acusando “Django” de racista e inclusive o diretor Spike Lee, célebre militante da causa negra, já disse que não vai assitir. 

Seu diretor, Quentin Tarantino, se defendeu ao afirmar que no século XIX a escrotice norte-americana era assim mesmo. 

Seus críticos rebatem: “Django Livre” não é um retrato fiel, documental, da América, assim como Bastardos Inglórios também não o é da Segunda Guerra Mundial. 

Concordo. Não é mesmo. 

Porém fica a curiosidade de notar que “nigger” sempre foi bastante usado em filmes da Era Blaxplotation [filmes de negros dos anos 70]  que tinha ícones como Pam Grier, Jim Brow etc, e que inclusive Tarantino é fãn de carteirinha. 

Uns podem usar e outros não. Essa é a lógica? 

Inclusive é na mistura da Blaxplotation com faroestes espaguetes na linha de Sergio Corbucci que Tarantino junta os elementos surrealísticos de seu “Django Livre”. 

No mais achei o triller muito longo. Django Livre ficaria melhor se houvesse mais cortes, sem pena. A trilha sonora é excelente até metade, depois vai se perdendo nas muitas referências pop's "tarantinescas".

Muito melhor é o curta do diretor brasileiro Edson Oda, inspirado em "Django Livre". Quase imbatível. 

Dúvida? Pois assista abaixo. São cerca de 5 minutos apenas: 

13 de outubro de 2011

ENCONTRO COM AYUYBA


Na terça feira ultima em uma rápida visita a UFMA, Campus do Bacanga, São Luis, encontrei-me com o estudante de Engenharia Química e cidadão nigeriano Nuhu Ayuba. Junto com o advogado Nonnato Masson e demais colegas, conversamos sobre o processo que Ayuba move contra o Professor do Departamento de Quimica da UFMA, Clóvis Saraiva. Só pra lembrar: O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) requisitou à Polícia Federal a instauração de um inquérito policial para apurar as denúncias de preconceito encaminhadas por colegas de Nuhu Ayuba.

Jovem, meio tímido com gestos e olhar sereno, Ayuba me pareceu igual a todos outros estudantes universitários que anseiam por uma vida melhor, com perspectivas e sonhos. Perguntei-lhe se o dito professor chegou a pedir desculpas de público. “Ainda não”, “ele me pediu desculpas verbalmente ao vivo e disse que iria publicar uma nota, mas até agora não vi nada....”, complementou.

Segundo os colegas de Ayuba, o professor o humilhava na frente da turma “bradando em voz alta que este tirou uma péssima nota”, dizendo que “deveria voltar à África” e “clarear sua cor”. Saraiva teria dito ainda, que Ayuba é péssimo aluno “porque somos de mundos diferentes e aqui, diferente da África, somos civilizados”.

Em seguida na entrada do CCH chega ninguém menos que Clovis Saraiva. Logo mais aconteceria uma das audiências com a comissão instituída pela UFMA para apurar o caso. Segundo relato dos colegas do nigeriano parte da comissão tem tentando por panos quentes no caso e “tentado confundir” as testemunhas que depõem. Triste atitude esta.

Com o advogado a tiracolo, Saraiva passa rapidamente por nós e educado abre um sonoro “boa tarde". Ninguém responde.

Pergunto a Ayuba o que ele tem achado de toda a repercussão que envolve o caso dentro e fora da UFMA. “Ah tenho recebido muitas palavras de apoio, pois eu não fui o primeiro e nem o único, várias pessoas já passaram por situações discriminatórias por este mesmo professor.” Ayuba presisa se dirigir a sala que dá acesso a audiência. 

Despedimo-nos com um forte aperto de mão e meus votos de vitória. Abaixo o preconceito e a discriminação.



6 de julho de 2011

UFMA AINDA NÂO TOMOU PROVIDÊNCIAS SOBRE DENÚNCIA DE RACISMO

O Ministério Público Federal (MPF) requisitou ontem à Polícia Federal que investigue a denúncia de crime de racismo, feita pelo estudante do curso de Engenharia Química, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Nuhu Nayuba, contra o professor Cloves Saraiva.

Em entrevista ontem (05) ao jornal Hoje, da TV Globo, o professor tentou se defender das acusações, complicando-se ainda mais: “ Se eu quisesse ofender esse estudante, eu o ofenderia diretamente. Chamaria ele de macaco” disse o professor. Causando espanto até mesmo no apresentador do tele-jornal.

A reitoria da UFMA recebeu um abaixo-assinado com a assinatura de 21 estudantes da disciplina pedindo instauração de procedimento administrativo e afastamento imediato do professor. Na Polícia Federal foi pedido abertura de inquérito policial para apurar o crime de racismo. E segundo o advogado que acompanha o caso, entrará também com uma ação na Justiça Federal pedindo indenização por danos morais.

Ao contrário do que vem sendo alardeado pela imprensa, a reportagem do Vias de Fato apurou que até agora o Reitor Natalino Salgado não se manifestou oficialmente acerca do afastamento do professor, portanto não há nenhum processo administrativo instaurado na UFMA.

“Estamos aguardando a publicação da portaria que deverá instaurar o processo administrativo, até agora não há processo, o reitor apenas “autorizou” a abertura, mas ainda não se manifestou acerca do afastamento preventivo do professor, solicitamos que o Ministério Público, como fiscal da lei, acompanhe o desenrolar desse processo também.” Denuncia Nonnato Massom, advogado do estudante.

LEIA CLICANDO AQUI NO LINK DO JORNAL VIAS DE FATO A ÍNTEGRA DO DESPACHO DO MPF.

Por Alice Pires

3 de julho de 2011

Caso de racismo na UFMA ganha repercussão nacional nas redes sociais


O aluno nigeriano Nuhu Ayuba (na foto de branco), de 21 anos, estudante do primeiro período do curso de Engenharia Química da Universidade Federal do Maranhão (Ufma), declarou ao Jornal Pequeno, na manhã de sábado, que já há algum tempo vem sendo vítima de racismo por parte de um professor do curso.

O estudante revelou que o professor responsável por ministrar a disciplina de Cálculo Vetorial, Cloves Saraiva (foto, de azul), o tem humilhando sistematicamente na frente de todos os alunos da turma, com frases do tipo “Somos de mundos diferentes”; “Aqui é diferente da África, somos civilizados”; “Com quantas onças você já brigou na África?”, entre outras expressões.

Em decorrência desse suposto comportamento racista do professor, colegas de turma de Nuhu elaboraram um abaixo-assinado (veja aqui), que foi divulgado na internet e já está com a reitoria da Ufma. Segundo o relato dos alunos, por mais de uma vez o professor interpelou Nuhu afirmando que o mesmo deveria “voltar à África” e “clarear a sua cor”. Noutro caso, o professor faz chacota com a pronúncia do nome do aluno relacionando com o palavrão “no cu”.

Nuhu Ayuba contou ao JP que está em São Luís há três meses. Ele veio para o Brasil por meio do Programa de Estudantes – Convênio de Graduação (PEC-G), administrado pelo Ministério das Relações Exteriores, por meio da Divisão de Temas Educacionais, e pelo Ministério da Educação, em parceria com instituições de Ensino Superior em todo o país. (Fonte: Jully Camilo (JP))

31 de março de 2011

Do 31 de março de 1964 a Jair Bolssonaro


Bem antes que os militares instituíssem seu regime social e político, o Brasil já amargava a injustiça social como principal mote de sua cultura. Em termos práticos aos adeptos da pseudo-revolução de 1964 restaria tão somente o papel de gerenciar fome e miséria. Afinal índices de pobreza e analfabetismo já eram gritantes por aqui. A escrotidão dos militares chegaria ao seu termo no dia 31 de março, véspera do dia da mentira, o 1° de abril, quando uma mega operação destituiu do poder o presidente João Goulart, em nome de um suposto combate a “perversa” lógica comunista e a assim chamada “segurança nacional”.

Intelectuais, estudantes, professores, e qualquer um que ousasse dizer que focinho de porco não era tomada - tomava cacetada. Muitos foram presos e outros tantos torturados e vejam só, dentre estas pessoas, a atual presidenta do Brasil, companheira (camarada?) Dilma Rousself.

De lá pra cá salta aos olhos o desagradável quadro desenhado atualmente. A máxima “vão-se os dedos e ficam os anéis” cai como uma luva se observamos que na ultima visita do presidente Norte Americano Barack Obama, estavam lá convidados pela ex-guerrilheira Dilma, nada mais nada menos que Collor de Melo, José Sarney e tantas outras figuras filhotes da ditadura.

Talvez uma de suas crias mais eminentes e ferozes seja o deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro (não coincidentemente o estado com maior numero de generais reformados) Jair Bolssonaro. Filho da escrotidão, escroto deverá ser.

Bolssonaro me parece mais um cartoon. Um estereótipo, caricato e perigoso, que na verdade nos confirma ainda estarmos vivendo uma ressaca dos anos de chumbo. A ultima que o infeliz proferiu pode lhe causar a perca do mandato por uma ação judicial por racismo ao chamar de promiscuidade a suposta relação de um filho seu e uma negra. A autora da pergunta, Preta Gil, encabeça a ação.

No twitter e em outras ferramentas de comunicação digital, abriram-se diversas frentes de protesto contra o deputado falastrão. Inclusive está sendo uma campanha e tanto pela sua cassação, mas ao que me parece, infelizmente, apenas comentam-se o superficial. O povo brasileiro ainda não aprofundou a questão da Nação-Brasil e sua invenção. Senão vejamos.

Recentemente Dilma cortou dos cofres públicos, a bagatela de cinqüenta bilhões. Boa parte desta dinheirama foi-se para o BNDES, para financiar a ciranda econômica capitalista e seus agiotas, bem como garantir saúde aos banqueiros e corporações internacionais. Aos de baixo resta novamente à esperança de sobrevivência até dois mil e catorze, momento de novas promessas e especulações. Assim caminha a humanidade.

Porque não temos um twittaço ou uma mega campanha na rede denunciando essa permanente exclusão social do Brasil, que mudou muito pouco da ditadura pra cá e ainda continua privilegiando os privilegiados e penalizando os necessitados?

Talvez os motivos ainda residam lá em 1964, ou em 1968. Épocas que se formaram criaturas biltres como Jair Bolssonaro e os meios de comunicação de massa, que de tão alienantes transformam em guerrilheiros e milicos, nos meros fantoches do capital, gerentes da cultura da miséria e violência, do racismo e da exclusão social.
Postagens mais antigas Página inicial