21 de outubro de 2019
7 de agosto de 2017
A Venezuela é menos pior com Maduro
26 de janeiro de 2015
RAPIDINHAS DA POLÍTICA
19 de dezembro de 2014
SOBRE O REATAR DE RELAÇÕES ENTRE EUA E CUBA
5 de novembro de 2014
A REVOLUÇÃO BURGUESA NO MARANHÃO
Estamos de olho...
26 de setembro de 2014
MARINA QUER TRANSFORMAR O BRASIL EM PARAÍSO PARA OS BANQUEIROS ?
9 de setembro de 2014
O FUTURO SOMBRIO PARA HUMANIDADE EM MAD MAX REVISADO
25 de agosto de 2014
PRECONCEITO OU DESINFORMAÇÃO NA CAMPANHA ELEITORAL 2014?
Se isso não for uma luta semelhante aos ideias comunistas então temos que inventar um outro nome para isto.
10 de junho de 2013
A IDEOLOGIA COMO HOBBY E OS ESPECIALISTAS EM SOCIALISMO
O "povo da academia" a que me refiro são os "especialistas" em socialismo. Sem a academia nada anda (acho que fui arrogante no comentário). Mas é que como sou um dos que estou na ponta da "operação política", no meio da selva, tendo que enfrentar a "explicação" para o povo do que é este danado deste socialismo, às vezes me impaciento com os que enchem a boca de autoridade para falar de marxismo, do "verdadeiro socialismo", mas que não apresentam nada que desafie concretamente os obstáculos do nosso tempo.
6 de junho de 2012
CANDIDATOS LEIAM AQUI: RIO TOCANTINS AGONIZA E NADA É FEITO
18 de março de 2012
NOTAS RÁPIDAS E RASTEIRAS
Veja abaixo vídeo da Comemoração de 90 anos do PCB
Sadenberg
Realidade
25 de fevereiro de 2012
CONCURSO DE IMPERATRIZ: BAIXOS SALÁRIOS FRUSTAM PROFISSIONAIS
Continuada pela gestão petista com privatizações e austeridade fiscal (Dilma já cortou mais de cem bilhões) a proposta é manter garantidas o pagamento da Divida Pública com juros para amortizações e lucros para o sistema bancário. Vide a crise que se alastra desde 2008 totalmente paga com os cofres públicos.
24 de outubro de 2011
A PRIMAVERA ÁRABE CHEGA A WALL STREET
Uma coisa que sei é que 1% das pessoas amam as crises.
Fonte: Ecos das Lutas
15 de agosto de 2011
SOCIÓLOGO REBATE JORNALISTAS DA GLOBO NO AR
A serviço dos interesses mercadológicos de organismo internacionais e por vezes entreguistas a máxima do telejornalismo global sempre foi “fazer tudo o que seu mestre mandar” mesmo que para isso tenha que mentir/omitir situações e eventos claros a toda população. Foi assim na época da abertura politica e pelas diretas já, em 1984. Enquanto milhares de manisfestantes foram as ruas reivindicar democracia, no Jornal Nacional, Cid Moreira narrava uma “festa popular” pelo aniversário da cidade. Foi assim nas eleições de 1989, quando descaradamente a mídia de seu Roberto Marinho fazia campanha para Collor de Melo, e distorcia pesquisas de opinião.
Agora, a bola da vez são as violentas manifestações em Londres, Inglaterra. Milhares de jovens sem perspectiva alguma de vida, diante dos enormes cortes de gasto dos projetos de politicas públicas nas periferias (75% do orçamento), tendo que conviver com padrões de consumo inatingíveis e com altos índices de desemprego. Somente uma sociedade absurdamente repressora pode querer conter os conflitos (que são um problema social) na base da porrada, com prisões.
Enquanto isso, a ciranda financeira internacional não para de girar. As altas taxas de juros continuam sendo mantidas em detrimento do corte com os gastos sociais. O resumo da ópera: o colapso da economia em queda por conta da crise sistêmica do capitalismo, conflitos militares beirando uma guerra civil, descontrole e predomínio da lógica de mercado por parte do estado neoliberal que apodrece a passos largos. Em suma: falta modelos de sustentabilidade que respondam as necessidades de todos em detrimento do luxo exorbitante de uns poucos.
Se enganam os pós-modernos ao rechaçarem o plano politico partidário de interesses aí postos. As grandes corporações midiáticas sempre atuaram sob motivações partidárias servindo como instrumentos para a disputa do poder.
O vídeo aqui publicado representa bem o quadro de suposto “desconhecimento” por parte do jornalismo “meia-boca” da Rede Globo. Os profissionais envolvidos mantém a farsa, muitos por medo de represália e alguns pelo cinismo contraído nas vicissitudes do oficio. A impressa tenta aqui se transvestir de popular, porém não possui méritos para tanto. Tentam na verdade passar a idéia de que seus interesses ( e os das empresas privadas) são, por associação, os da sociedade civil. Um engodo terrivelmente autoritário.
24 de junho de 2011
Meu encontro com Ulisses Braga
O escritor e advogado, membro da academia imperatrizense de Letras, Ulisses Braga, em algum dia do ano de 1987 escrevia para uma seção do Jornal “O-Progresso”, intitulada “Problemas políticos contemporâneos”, sobre os dois grandes pólos da mesma realidade surgida no seio da sociedade moderna industrializada: Capitalismo e Socialismo.
Para Braga tanto um quanto outro falharam em suas intenções. O socialismo falhou por buscar a perfeição absoluta e relegar ao individuo a perca de seus interesses individuais frente aos interesses coletivos, burocratizando-o cada vez mais. Já o capitalismo transformava os indivíduos possuidores do capital em “seres possuídos pelo capital”, quê os tornava egoístas e causava de um lado a concentração da riqueza para poucos e do outro, pobreza, doença e analfabetismo para muitos.
No ano em que este texto foi lançado vivíamos já uma desgastada guerra fria entre as duas grandes superpotências da época: EUA e União Soviética. Ambas possuíam arsenal bélico nuclear suficiente para exterminar a vida na Terra. Um representava o ideal capitalista e a outro, a socialista – ambos juntos eram tão somente um quadro da débil condição humana frente ao infinito Cosmos. Do ponto de vista espacial nosso planeta é um grão de poeira cósmica e que corria rumo á autodestruição.
Para Eduardo Galeano as utopias serviriam para que nunca deixássemos de caminhar em buscar de nosso horizonte. O autor do clássico “As veias abertas da América Latina” refletia aí a necessidade de termos um sentido de existência maior, mesmo que fosse de caráter utópico - A busca por um mundo mais justo e fraterno. Algo semelhante ao que dizia Leon Trotski em seu conceito de “Revolução Permanente”, onde afirmava da necessidade do caráter dialético e de constante reformulação da teoria revolucionária. Trotski pagaria com a própria vida por ter rompido com o Partido Comunista russo e com Stalin, que imporia uma ditadura de estado na URSS. O final disso vocês conhecem.
Figura importante para o pensamento ocidental era Wladimir Lênin. Em seu celebre trabalho “Esquerdismo: Doença infantil do comunismo” falava sobre o idealismo ingênuo de alguns teóricos que viam com maus olhos tudo aquilo que não lhes tinha caráter pré-determinado. “Para alguns ditos comunistas, quando um dia, chegarem ao poder, pronto: farão o comunismo ser realidade no dia seguinte. Quem não concordar com isso não é comunista (...)”, dizia Lênin.
Toda a teoria que não se transforma, que é imutável e infalível, é dogmática e passível de ser tornar uma religião. Uma teoria sobre qualquer coisa da realidade que explique-a totalmente é a teoria de um mundo morto, de uma realidade engessada. Não existe verdade. Existem verdades. Os homens não escolhem a que tipo de realidade terá que enfrentar para viver um mundo melhor. Ponto.
Retomo novamente ao Universo – vistos lá de cima parece-me difícil defender cegamente qualquer tipo de dogma, religião ou nacionalismos. Somos apenas um pontinho de poeira, esquecidos numa galáxia na periferia do cosmos, com bilhões de estrelas e nebulosas.
Quanto a Ulisses Braga, este nasceu em Carolina no MA. Se tivesse nascido em Berlim, Paris ou Roma, seria reconhecido internacionalmente como integrante do rol dos mestres - os que elevam a forma no estilo da escrita ao seu ápice, tais como: Kant, Rosseau, Gramsci, Mezzaros, Thomas Mann, Saramago etc.
9 de maio de 2011
1 de maio de 2011
Os professores e o Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador

Dia do Trabalho ou Dia do Trabalhador? E faz diferença saber? O certo é que provavelmente enquanto escrevo essas mau traçadas linhas, comemorações e cerimônias acontecem pelo país todo, bancadas ou não por centrais sindicais atreladas ao governo, que apoiadora do sistema capitalista, arrocha, explora e por vezes ajuda a criminalizar os próprios trabalhadores
Neste sistema dito capitalista, os trabalhadores produzem a riqueza, aumentam a produtividade de bens, mas estão excluídos da possibilidade de aproveitá-las em sua totalidade. Salvo possuir um carro, celular, note book etc. Concessões mínimas para poucos.
O trabalho que deveria ser porta de entrada para a felicidade e a transformação do homem e da natureza por vezes torna-se num aprisionamento dos indivíduos, uniteralizando-os, alienando-os, e infelicitando o ser social.
Há, portanto aqui uma dupla dimensão presente na dinâmica do labor – uma que constrói, que cria, humaniza, liberta, mas também uma que submete, aliena, escraviza.
Dotar de sentindo a condição humana é parte constitutiva do trabalho. Uma conscientização de classe que supere o conformismo se faz imprescindível. Trabalhadores sindicalizados ou não permanecem acreditando nos discursos patriarcais do Estado, que quase sempre, mente, manipula e desmobiliza em nome dos interesses patronais minoritários e do grande capital.
Marx em sua brilhante análise contida nos Manuscritos Econômicos e Filosóficos avalia que nas condições do trabalhado no sistema capitalista, os trabalhadores tornam-se também mercadoria, entes estranhos a si mesmos, e o que deveria ser gênese de humanidade se transforma em ‘desrealização do ser social”.
Dentro desse processo, os professores são peça-chave. Eles que qualificam a mão-de-obra necessária para a reprodução do capital ao mesmo tempo em que desenvolvem enorme riqueza com os conhecimentos adquiridos e repassados. Os trabalhadores da educação são relegados a formar o exercito de reserva necessário para se viver às mazelas do trabalho precário.
Condição sine qua non para se perpetuar a exploração, a qualificação da mão de obra barata, ainda não foi sequer percebida por este governo de Dona Roseana Sarney Murad. Ela prefere depreciar mais ainda a classe docente corroborando para um tom de feudalismo que não cabe nessa atual conjuntura econômica de capitalismo financeiro.
O aumento da violência, da prostituição, do trabalho escravos e de tantas outras mazelas estão diretamente ligadas com o problema da educação, que só poderão ser superadas com o aprofundamento das idéias socialistas.
Como diria Sebastião Salgado: “Somente os trabalhadores serão capazes de criar um novo mundo, revelar a nova vida, recordar que existe um limite, uma fronteira para tudo, menos para o sonho humano. Moldar com as mãos o mundo, revelar com os olhos a vida, recordar nos sonhos aquilo que virá”.
2 de abril de 2011
26 de março de 2011
PARA NÃO ESQUECER JAMAIS! História de NILDA CARVALHO CUNHA
Filiação: Esmeraldina Carvalho Cunha e Tibúrcio Alves Cunha Filho
Organização política ou atividade: MR-8
Data e local da morte: 14/11/1971, em Salvador
Nilda Carvalho Cunha foi presa na madrugada de 19 para 20 de agosto de 1971, no cerco montado ao apartamento onde morreu Iara Iavelberg. Foi levada para o Quartel do Barbalho e, depois, para a Base Aérea de Salvador. Sua prisão é confirmada no relatório da Operação Pajuçara, desencadeada para capturar ou eliminar Lamarca e seu grupo. Foi liberada no início de novembro, profundamente debilitada em conseqüência das torturas sofridas e morreu no dia 14 de novembro, com sintomas de cegueira e asfixia. Nilda tinha acabado de completar 17 anos quando foi presa. Fazia o curso secundário e trabalhava como bancária quando passou a militar no MR-8 e viver com Jaileno Sampaio.
Foram eles que abrigaram Iara Iavelberg em seu apartamento, durante sua estada em Salvador. Emiliano José e Oldack Miranda relatam no livro Lamarca, o capitão da guerrilha, levado ao cinema por Sérgio Rezende, um pouco do que Nilda contou de sua prisão:
“(...) Você já ouviu falar de Fleury? Nilda empalideceu, perdia o controle diante daquele homem corpuloso. - Olha, minha filha, você vai cantar na minha mão, porque passarinhos mais velhos já cantaram. Não é você que vai ficar calada (...). Dos que foram presos no apartamento do Edifício Santa Terezinha, apenas Nilda Cunha e Jaileno Sampaio ficaram no Quartel do Barbalho. Ela, aos 17 anos, ele, com 18. - Mas eu não sei quem é o senhor... – Eu matei Marighella. Ela entendeu e foi perdendo o controle.
Ele completava: – Vou acabar com essa sua beleza – e alisava o rosto dela. Ali estava começando o suplício de Nilda. Eram ameaças seguidas, principalmente as do Major Nilton de Albuquerque Cerqueira. Ela ouvia gritos dos torturados, do próprio Jaileno, seu companheiro, e se aterrorizava com aquela ameaça de violência num lugar deserto. Naquele mesmo dia vendaram-lhe os olhos e ela se viu numa sala diferente quando pode abri-los. Bem junto dela estava um cadáver de mulher: era Iara, com uma mancha roxa no peito, e a obrigaram a tocar naquele corpo frio.
16 de fevereiro de 2011
Explode a luta popular em Açailândia




Pressão popular vence a resistência de empresas siderúrgicas
Por Pe. Dario
“O pouco com Deus é muito” – comentavam alguns manifestantes na porta da Viena Siderúrgica S.A., Açailândia/MA, na primeira noite do protesto.Eram trabalhadores e moradores atingidos pela poluição, unidos em suas reivindicações.
Pouca era a consideração que as empresas até hoje davam para eles. Muita era a raiva, muitas foram as pessoas que se juntaram, grande é a força dessa aliança entre a causa trabalhista e a sócio-ambiental, ambas em defesa de uma vida digna.
Às empresas siderúrgicas e à Vale S.A., protagonista do Programa Grande Carajás, poderia se atribuir nesses mais de vinte anos a responsabilidade direta pelo desmatamento, pelo estímulo ao trabalho escravo, pela poluição do ar, do solo e da água, pela exploração dos trabalhadores metalúrgicos, pela concentração de terras e pela aniquilação das formas de subsistência de muitas famílias camponesas da região. Ainda hoje muito dessa violência, efeito colateral do progresso e da ganância, acontece à luz do dia.
O povoado de Piquiá de Baixo é um exemplo evidente das contradições do desenvolvimento: mais de trezentas famílias cercadas e afetadas por empreendimentos altamente poluidores, ainda sem nenhum filtro ou tecnologias para minimizar o impacto ao meio-ambiente e à saúde.
Os empregados da Viena Siderúrgica S.A. são outras vítimas: desde a crise de 2008, quem vem pagando (com desemprego, redução de salário ou turnos pesados e prolongados) são os trabalhadores. Enquanto isso, em outubro de 2010 a Viena siderúrgica esbanjava dividendos, tendo anunciado publicamente a distribuição a seus acionistas de mais de 7 milhões de reais, com base nos lucros acumulados em 2009!
O lucro é de poucos, o prejuízo fica para muitos!
Trabalhadores e moradores há vários meses esperavam por respostas das empresas que nunca vinham, mesmo com a intervenção do Ministério Público e de outros órgãos. Não restou alternativa senão valer-se de seu direito de greve e de manifestação pacífica e organizada.
O levante popular, iniciado na madrugada de segunda-feira, 14 de fevereiro, prosseguiu ao longo de 42 horas. Pouco a pouco, o grupo inicial de algumas dezenas de pessoas foi se transformando em uma pequena multidão.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, a empresa, por sua vez, aterrorizava e seqüestrava trabalhadores dispostos a aderir à greve, impedindo-os de descer dos ônibus, ao mesmo tempo em que supervisores eram vistos entrando e saindo da empresa em carros de passeio em busca de trabalhadores em folga ou ainda oriundos de outros setores da indústria, como o da construção civil. Para as empresas, tudo parece ser aceitável, desde que não cause a interrupção da produção e do fluxo de capital e/ou não macule a sua imagem perante a opinião pública.
A intransigência do SIFEMA (Sindicato das Indústrias de Ferro-Gusa do Maranhão) e da diretoria da Viena em dar atenção aos manifestantes obrigou-os a intensificar o protesto com o uso de barricadas, queima de pneus e bloqueio da estrada de acesso à empresa, pondo em risco a regularidade da produção e chamando a atenção imediata dos veículos de comunicação.
A negociação, portanto, foi convocada rapidamente para a tarde da terça-feira, 15 de fevereiro, com representantes do SIFEMA, Viena e Gusa Nordeste. Apesar das tentativas das empresas em dividi-los, os trabalhadores e moradores de Piquiá de Baixo permaneceram unidos e, ao final, conseguiram o que pleiteavam: retorno da escala de trabalho em 8 horas, retorno da cesta básica mensal, garantia de estabilidade no emprego aos trabalhadores que aderiram à greve e confirmação de aporte de recursos do SIFEMA para a compra do terreno para o reassentamento do povoado de Piquiá de Baixo.
O pouco com Deus é muito, mas ainda não suficiente: trabalhadores e moradores merecem garantias permanentes de trabalho digno, saúde, respeito ao meio ambiente com o controle das emissões poluentes e de tantos outros direitos ainda cotidianamente violados por essas empresas. A luta do povo de Açailândia continua!
-- VEM AI A ROMÁRIA DO POVO DE AÇAILANDIA
















