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1 de março de 2017

Campanha da Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida


A Campanha da Fraternidade, é realizada todos os anos pela Igreja Católica no Brasil. A CF 2017 envolve a comunidade com diversas ações pastorais em todas as regiões do Brasil. 

A Campanha da Fraternidade é marcada pelo empenho de todos em favor da solidariedade e fraternidade, sempre abordando temas atuais, que a cada ano propõe uma transformação social e comunitária, seja ela em desafios sociais, econômicos, culturais e até mesmo religiosos, onde toda a população envolvida na Campanha da Fraternidade é convidada a ver, julgar e agir. 

Este ano o tema é: Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida, e o lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2.15).

Para mais informações acesse clickando aqui

2 de agosto de 2011

CINEASTA IMPERATRIZENSE PRODUZ VÍDEO SOBRE A XI ROMARIA DA TERRA

Com tema “Terras, Águas e Direitos – Resgatar, defender e construir” a décima primeira edição da Romaria da Terra será realizada no povoado de “Piquiá de Baixo”, município de Açailândia, neste fina de semana, dias 10 e 11 de setembro. O evento é organizado pelas pastorais sociais da Igreja Católica e expressa o anseio dos que clamam e lutam pela vida. Mostra o sofrimento e alimenta a esperança do homem e da mulher do campo que busca um mundo novo. Os perversos modelos de desenvolvimento no Maranhão estarão na berlinda dessas vez.

O cineasta imperatrizense Alexandre Almeida realizou um breve curta metragem, com cerca de quinze minutos, onde demonstra através de depoimentos e imagens, a cruel realidade das famílias que são impactadas pela dinâmica produtiva da Companhia Vale, que apenas exporta o minério de ferro (riqueza da região) socializando doenças e pobreza no campo.
Confira o vídeo:

19 de junho de 2011

Máfia invade a sede da CPT em São Luis: Sistema Mirante desconversa



No ultimo editorial publicado pelo Jornal Vias de Fato é feita um desabafo-denuncia: O Maranhão e seu povo enfrentam graves conflitos no campo, com uma tendência a impunidade crescente. A grilagem de terras, aliada aos grandes interesses financeiros tem de forma cada vez maior trazido violência e desigualdade social, num território onde 4/5 de seu povo vive no meio rural.

O desabafo do jornal também recai sobre os ombros do Sistema Mirante de Comunicação que exibiu a matéria sobre a depredação do escritório da sede da Comissão Pastoral da Terra, localizada na capital. A matéria porém, segundo afirma o jornal, “mas confunde do que esclarece”, tentando tornar o ocorrido em mero fato policial, sem aprofundar a devida carga política que envolve todo o caso.

Coincidentemente neste fim de semana tive acesso a uma fala do professor aposentado Fabio Konder Comparato, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde este manda um recado à presidenta Dilma Rousseff. O debate era sobre a luta pelo marco regulatório da comunicação no 2º Encontro de Blogueiros Progressistas ocorrido em Brasília.

Disse Comparato: “56 membros do Congresso Nacional têm concessões de rádio ou televisão, direta ou indiretamente. A dominação dos meios de comunicação de massa é a grande arma do atual coronelismo".

Que a mídia neste país está ligada ao dinheiro, como dizia minha mãe, “já estamos carecas de saber”. Com seus interesses sempre claramente atrelados ao poder, cumpre aqui fazer uma pergunta: Seria a impressa maranhense a pior do Brasil? Essa análise ficará para uma próxima postagem.

Leia aqui na integra a nota do Jornal Vias de Fato
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13 de maio de 2011

Minha crônica sobre os 25 anos sem Pe Josimo

Há um livro da escritora inglesa Binka Lê Breton intitulado “Todos sabiam: A morte anunciada do Padre Josimo”. Binka se notabilizou internacionalmente, junto de Berta Becker e tantos que estudaram sobre a região Amazônica, pela pesquisa e pelo rigor humanístico com que tratava a questão agrária no Brasil. Muitos, disso, não sabem.

Neste excelente trabalho ficam registrados como fora planejada o assassinato de Josimo Morais Tavares, morto em 10 de maio de 1986, aos 33 anos, na escada do escritório da CPT, localizada em Imperatriz.

Negro e adepto da linha teológica de libertação, Josimo aos poucos foi tirando conclusões políticas que explicavam o porquê de tanta violência e pobreza no campo. O latifúndio, a (in) justiça, a polícia, as oligarquias que ainda continuavam mandando mesmo depois de 500 anos de colonização, tudo isto emperrava e emperra o planejamento e execução de uma reforma agrária que conceda cidadania popular e consequentemente beneficie a maioria no campo.

Acima de tudo Josimo era um homem de fé também: seguia como poucos os preceitos bíblicos que primavam pela vida, sem cair em meros casuímos divinos. Sabia que a causa de tanta desigualdade não estava na falta de Deus no coração, mas sim na desumanidade e na lógica perversa capitalista e militarizante. Sabia Josimo também que sua luta não era só local, mas continental, pois em toda América Latina, a (neo) colonização européia seguia vícios de ganância e riqueza, matando pais de família, escravizando filhos e prostituindo filhas.

Curiosa é a declaração, na época registrada nas páginas do jornal “O Progresso”, do então vereador Lamarck, que na tribuna soltou a seguinte pêrola: “ O assassinato pela terra está no sangue do brasileiro e muitos ainda morrerão(...) “este padre é um tolo que no afã de defender os pobres acabava incentivando o choque entre oprimidos, posseiros e latifundiários”. Na matéria conta ainda que Lamarck justificava a ação dos latifundiários “que têm o direito de matar pela terra e esmagar os pobres (sic) ” Enojado caro leitor? Eu também.

Cada página, cada linha que li do livro de Binka me fez sentir que o caso Pe Josimo deveria ser estudado por todos aqueles que se interessem por desenvolvimento social e pelos conflitos pela terra na América Latina. Nesses dias de luta é confortante saber que não estamos sozinhos. Josimo está vivo e seu legado ecoa longe, iluminando nossos caminhos rumo a mudança e a liberdade.

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