No ultimo editorial publicado pelo Jornal Vias de Fato é feita um desabafo-denuncia: O Maranhão e seu povo enfrentam graves conflitos no campo, com uma tendência a impunidade crescente. A grilagem de terras, aliada aos grandes interesses financeiros tem de forma cada vez maior trazido violência e desigualdade social, num território onde 4/5 de seu povo vive no meio rural.
O desabafo do jornal também recai sobre os ombros do Sistema Mirante de Comunicação que exibiu a matéria sobre a depredação do escritório da sede da Comissão Pastoral da Terra, localizada na capital. A matéria porém, segundo afirma o jornal, “mas confunde do que esclarece”, tentando tornar o ocorrido em mero fato policial, sem aprofundar a devida carga política que envolve todo o caso.
Coincidentemente neste fim de semana tive acesso a uma fala do professor aposentado Fabio Konder Comparato, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, onde este manda um recado à presidenta Dilma Rousseff. O debate era sobre a luta pelo marco regulatório da comunicação no 2º Encontro de Blogueiros Progressistas ocorrido em Brasília.
Disse Comparato: “56 membros do Congresso Nacional têm concessões de rádio ou televisão, direta ou indiretamente. A dominação dos meios de comunicação de massa é a grande arma do atual coronelismo".
Que a mídia neste país está ligada ao dinheiro, como dizia minha mãe, “já estamos carecas de saber”. Com seus interesses sempre claramente atrelados ao poder, cumpre aqui fazer uma pergunta: Seria a impressa maranhense a pior do Brasil? Essa análise ficará para uma próxima postagem.
Leia aqui na integra a nota do Jornal Vias de Fato.
