4 de dezembro de 2019
31 de julho de 2017
O Estreito Desenvolvimento e o drama do Rio Tocantins
O titulo do texto é em alusão ao meu primeiro livro, publicado em 2012 e que analisava os impactos socioambientais da hidrelétrica localizada em Estreito. As lutas fomentadas por ambientalistas, pescadores, ribeirinhos, indígenas e atingindos pela barragem em geral, foram por mim registradas e busquei para além disso levantar dados sobre o este projeto altamente impactante para a região tocantina.
4 de abril de 2017
Maranhão é destaque na imprensa nacional
20 de março de 2014
O QUE MUDA COM A SUZANO PAPEL E CELULOSE EM IMPERATRIZ
São as "dores" do crescimento.
15 de outubro de 2013
ENTIDADES REALIZAM SEMINÁRIO SOBRE O PROJETO GRANDE CARAJÁS
5 de junho de 2011
Manifesto por uma Universidade Sul do Maranhão
O presente artigo busca viabilizar através do debate com a população da região sul do Maranhão, em especial a região Tocantina, subsídios teóricos e práticos para articulação de uma nova universidade pública, de caráter federal ou estadual, que possibilite responder aos anseios da sociedade em termos de tecnologia,desenvolvimento e preservação dos recursos naturais, flora e fauna.
18 de janeiro de 2011
Fórum regional de Economia Solidária debate sobre a centralidade do desenvolvimento
Usinas hidrelétricas, projeto Carajás, Suzano Papel e Celulose. Estes e outros grandes empreendimentos mudaram e vêm mudando há muito tempo à realidade política, econômica, social e cultural do nosso povo. Os impactos decorrentes destas mutações são perceptíveis, dentre elas, o crescimento demográfico, agravando os problemas de regularização fundiária, numa região já marcada por sérios e sistemáticos conflitos pela posse da terra e trabalho escravo.
Dentro desse conjunto de problemáticas e interesses, os movimentos sociais são importantíssimos para se debater, avaliar e lutar por direitos tanto ambientais quanto étnicos.
Com o intuito de discutir e considerar perspectivas melhores para se equacionar a necessidade ao mesmo tempo de industrialização (geração de emprego e renda) com a preservação e a utilização sustentável dos recursos naturais, várias entidades e representantes do poder público e judiciário se reuniram nesta ultima sexta, dia 14 no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Imperatriz.
Dentre as entidades e órgãos presentes estavam representantes do poder público de Imperatriz, Açailândia, defensoria pública, Centru, Miqcb, Casa familiar rural de Coquelândia, Carítas, Pastorais católicas e Cdvdh de Açailândia.
O Fórum foi organizado pelas entidades que participam do projeto “Brasil Solidário”, de iniciativa federal.
Na pauta da reunião momentos de autocrítica e de avaliação que levantaram a tona questões delicadas como a participação de entidades e militantes sociais na articulação de projetos duvidosos ligados ao grande capital e a degradação ambiental. Também se fez uma profunda explanação histórica das frentes de ocupação no Maranhão e nos projetos de desenvolvimento aos quais o estado esteve articulado durante sua existência e, dessa forma, situo-se economicamente nas linhas gerais construídas a partir da lógica das sociedades urbano-industriais e nos planos demográfico e estatístico.
Em resumo, cada vez mais a certeza de quê defender uma nova concepção de existência para o ser humano e de sua civilização é urgente. A reprodução desse modo de consumo de produção capitalista é insustentável neste planeta. A idéia de que padrão de vida dos Eua, Europa, Japão e Canadá, são o que devemos alcançar para chegar ao primeiro mundo beira a esquizofrenia. Chegar ao primeiro mundo nestes termos significa inventar ou descobrir mais quatro planetas Terras, pois esse dito primeiro mundo, possui 20% da população mundial consumindo cerca de 80% dos recursos naturais.
17 de janeiro de 2011
Para o sertanejo maranhense, mulher “rede globo” é aquela que sai com todo mundo

Nessas andanças de Açailândia a Estreito, trabalhando na pesquisa monográfica, consegui identificar costumes e dizeres muito próprios dos maranhenses que residem nesta área de transição entre biomas cerrado e amazônico. Uma região única e por demais especial, não só pela singularidade de suas características, mas também pelas riquezas que guarda.
Os elementos para se investigar como se articulam os grandes projetos de desenvolvimento de alto interesse econômico em relação às populações tradicionais de uma região específica, em especial na região de transição entre Amazônia e Cerrado há muito me tentavam a iniciar uma pesquisa.
Pois bem, me pareceu no mínimo curiosa à forma com que pejorativamente ou não, o sertanejo maranhense costuma classificar o estilo feminino de ser independente e liberada sexualmente: “mulher rede globo”, ou seja, aquela que vai com todo mundo.
Se o termo tem origem pela relação de fama que esta mulher possui, ou se é designado pela infidelidade da mesma, isso eu não soube precisar, mas me pareceu claro que a utilização do nome da principal rede de televisão aberta do país foi ampliada de sentido e significado.
Chamou-me especial atenção também, o termo utilizado no dizer do imigrante que vem em busca de trabalho e muitos vezes tem que se submeter a condições degradantes nas carvoarias e roço de juquiras das fazendas:“Sou da baixada”. É a resposta que vem imediatamente da boca de 90% dos peões que vêem de longe quando questionados de onde são, qual sua cidade de origem.
Seria necessário um estudo mais aprofundado e antropológico para identificar certas etnias que estão à beira de uma “invibilização” por conta das mudanças econômicas e sociais decorrentes dos impactos de usinas hidrelétricas e demais projetos tidos como de alto desenvolvimento. Talvez um destes povos seja o assim chamado Peão do Trecho, um povo no limiar do século XXI, sul-maranhense, ainda nômade.
Post scriptum: O termo "sou da baixada" é utilizado também por indivíduos que não são proeminentes dessa localidade geográfica maranhense. O peão se auto-denomina dessa forma, mesmo sendo de Barreirinhas, por exemplo.
20 de dezembro de 2010
Conheça a Ilha de São José, um paraíso ecológico que será totalmente inundado pela UHE Estreito
1 de dezembro de 2010
Breve História do município de Estreito - MA
24 de novembro de 2010
Dutra se negou a estar com Lula e Roseana no avião ou o Caos em Estreito
Fontes internas ligadas ao que sobrou de bom do Partido dos Trabalhadores nos revelam que o Dep. Domingos Dutra foi oficialmente convidado para estar no avião que pousaria em Imperatriz do Maranhão trazendo Lula e sua comitiva (entres eles a governadora Roseana Sarney). O motivo da recusa se deu por que, além da indigesta presença de Roseana, Dutra vinha fazendo um debate pesado sobre as conseqüências nada boas pra o meio ambiente e pra populações da região, devido à implantação das barragens no Rio Tocantins. Lula acabou não vindo adiando a visita para a próxima terça, dia 30.
A UHE Estreito
Conforme dados fornecidos pelos documentos oficiais e registros da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Ceste ,responsável pela construção e administração da obra, é uma confraria de empresas multinacionais: Vale, Alcoa Alumínio AS, Camargo Corrêa Energia, Tractebel Egi South América Ltda e BHB Biliton Metais SA. O empreendimento também tem o apoio dos governos estaduais (TO e MA) e federal. Segundo artigo publicado pela rede de notícias Repórter Brasil, em maio de 2008, foi criado o Fórum Permanente do Corredor Centro-Norte, que reúne Maranhão, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Piauí e Tocantins com o objetivo maior de fortalecer a rede de escoamento de produtos, incentivando a construção de ferrovias e hidrovias nos estados-membros. Entre as prioridades do grupo está a Usina de Estreito.
O caos
Cerca de 50 famílias estavam até bem poucos dias atrás acampadas em frente ao canteiro de obras. Desde o início de 2009 estas famílias vêm, de forma organizada através do Mab, (Movimento dos Atingidos por Barragens) reivindicando solução para os seus problemas que são, em sua maioria, questões indenizatórias e cartas de crédito. Para Cirineu da Rocha, coordenador do Mab no Tocantins, o problema deve ser levado imediatamente aos organismos internacionais de Direitos Humanos, visto que o Ceste até agora se recusa até a sentar para negociar com os acampados.Outras denúncias com relação ao tratamento dispensado aos impactados já foram inclusive entregues à Comissão de Direitos Humanos na Câmara e no Senado. Em Novembro de 2009, uma audiência pública realizada na câmara de vereadores da cidade de Carolina, debateu sobre as concessões aos impactados na Hidrelétrica de Estreito. Os representantes do Ceste não compareceram, deixando a impressão clara de que ao consórcio interessava tão somente o início e a entrega do empreendimento em tempo hábil desde que, minimamente, com impactos mitigados. “A empresa só considera atingidos aqueles que têm a propriedade e documento que comprove isso. Nós fizemos uma pesquisa, com base em dados levantados pelo Ministério da Pesca e pelo Incra, e vimos que em torno de 1500 famílias serão atingidas pela obra da usina.” Afirmou Cirineu a este blogueiro.
27 de agosto de 2010
Telebras anuncia as 100 cidades que terão internet rápida em 2010: Imperatriz na lista
O valor cobrado pelo uso da internet rápida será de R$ 35 ao mes, com a possibilidade de haver redução (se houver redução de impostos). A velocidade mínima disponível será de 512 kbps. Segundo Rogério Santana a previsão para 2011 é de que mais 1.063 cidades serão atendidas e até o final de 2014 o processo será concluído em todo o país.
Entre os critérios para a definição das cidades estão a existência de redes de fibra ótica, a proximidade de até 50 km com os POPs (pontos de presença), municípios com menor densidade de banda larga e com menor Indice de Desenvolvimento Humano (IDH), áreas urbanas pobres e densamente povoadas, além de áreas rurais e regiões remotas.
São as seguintes as 100 primeiras cidades (mostradas por estado, em ordem alfabética) que serão cobertas pelo Plano Nacional de Banda Larga (PNBL):
Alagoas: Arapiraca, Messias, Palmeira dos Índios, Joaquim Gomes, Pilar e Rio Largo;
Bahia: Feira de Santana, Itabuna, Camaçari, Governador Mangabeira, Eunápolis, Governador Lomanto, Muritiba e Presidente Tancredo Neves;
Ceará: Sobral, São Gonçalo do Amarante, Quixadá, Barreira, Maranguape e Russas;
Espírito Santo: Cariacica, Domingos Martins, Conceição da Barra, Piúma, São Mateus, Vila Velha e Itapemirim;
Goiás: Anápolis, Aparecida de Goiânia, Trindade, Águas Lindas de Goiás, Alexânia e Itumbiara;
Maranhão: Imperatriz, Paço do Lumiar, Presidente Dutra, Porto Franco, Grajaú e Barra do Corda;
Minas Gerais: Barbacena, Juiz de Fora, Conselheiro Lafaiete, Ibirité, Sabará, Uberaba, Ribeirão das Neves e Santa Luzia;
Paraíba: Campina Grande, Campo de Santana, Araruna, Riachão, Dona Inês, Bananeiras e Duas Estradas;
Pernambuco: Carpina, Tracunhaém, Nazaré da Mata, Paudalho, Limoeiro e Aliança;
Piauí: Piripiri, Campo Maior, José de Freitas, Piracuruca, Batalha e São João da Fronteira;
Rio de Janeiro: Angra dos Reis, Nova Iguaçú, São Gonçalo, Piraí, Mesquita, Rio das Flores, Duque de Caxias e Casimiro de Abreu;
Rio Grande do Norte: Santa Cruz, Nova Cruz, Passa e Fica, Parnamirim, Lagoa d”Anta, Extremoz e Açu;
Sergipe: Nossa Senhora da Glória, Barra dos Coqueiros, Laranjeiras, Japaratuba, São Cristóvão e Carira;
São Paulo: Campinas, Guarulhos, Pedreira, Serrana, Conchal, Embu e São Carlos;
Tocantins: Gurupi, Araguaina, Guaraí, Paraíso do Tocantins, Wanderlândia e Porto Nacional* Agência Brasil
26 de maio de 2010
Audiência Pública sobre impactos ambientais da Suzano acontece nesta quinta, dia 27

Segundo os ambientalista da região, o Estudo de Impactos Ambientais, EIA-RIMA, não aponta rumos satisfatórios para os diversos problemas que serão causados, ficando, portanto, apenas a lógica atravessada/imposta pelo “desenvolvimento” a qualquer custo, mesmo que a Mãe Natureza seja agredida.
Fui até a Secretária de Meio Ambiente ontem e não me disponibilizaram uma cópia do EIA, o motivo: Não acharam a tal cópia.
Agora confiram à matéria da assessoria do MPF/MA, cortesia do blog do jornalista Josué Moura:
MPF/MA propõe ação civil pública contra o estado e a empresa Suzano
O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação civil pública, com pedido de liminar, contra o estado do Maranhão e a empresa Suzano Papel e Celulose S.A, em relação ao plantio de eucaliptos na região do Baixo Parnaíba.
Na ação, o MPF/MA requer a anulação de todos os atos administrativos praticados pelo Estado do Maranhão referentes às licenças prévias, de instalação e de operação, além da autorização da supressão de vegetação concedidos para o empreendimento florestal da Suzano no Baixo Parnaíba.
A empresa pretende realizar o plantio de eucalipto em uma área de aproximadamente 42 mil hectares no Baixo Parnaíba, afetando principalmente o município de Santa Quitéria, com a possibilidade de impactos à bacia do rio Parnaíba, em empreendimento que foi iniciado pela empresa Margusa.
Segundo o MPF, várias irregularidades foram verificadas no licenciamento da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e de Recursos Naturais do Estado do Maranhão (Sema); os impactos podem alcançar o rio Parnaíba, que é de domínio federal, além do estado vizinho do Piauí, considerando que nesse estado a empresa vai desenvolver atividade semelhante.
Além disso, a Sema concedeu autorização para desmatar mais de cinco mil hectares, quando teria poderes para permitir somente o corte de até mil hectares de vegetação, conduta que pode prejudicar o cerrado maranhense.
E, mais, as licenças de instalação e operação da empresa foram concedidas no mesmo dia, o que é ilegal.
Assim o MPF entende que as licenças prévias, de instalação e operação da empresa, expedidas pela Sema são irregulares. Para o MPF, os estudos deveriam ser submetidos à análise do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais e Renováveis (Ibama), que tem competência para a análise. (Assessoria de Comunicação - PR/MA)






