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2 de novembro de 2011

NOTAS RÁPIDAS: SAIA JUSTA DE MADEIRA, INDIOS x FUNAI, MA DESGOVERNADO E OUTRAS...


Vacilada do Prefeito
Não se comenta outra coisa na cidade! Um vereador ligado ao prefeito de Imperatriz (foto) deixou-o em uma saia justa daquelas. O vereador ligou para o prefeito na frente de algumas pessoas que cobravam melhorias para o bairro onde moram. Ao atender o telefone, Madeira nem imaginava que o Edil tinha colocado o seu celular no viva - voz, para que todos os presentes ouvissem. Até aí tudo bem, não fosse o humor do nobre prefeito estar “abalado” naquele momento e o mesmo começar a xingar todo mundo de FDP e outros impropérios impublicáveis. Pra “sorte” ainda maior de Madeira, tudo teria sido gravado por uma equipe de TV local. Prefeito e vereador, com diria minha vozinha, devem tá no “inferno astral daqueles”.

Índios acampam na Funai de Itz
Índios da etnia Guajajara acampados na Funai de Imperatriz, informaram que no dia 28 de outubro, um madeireiro passou com um caminhão por cima do índio Guajajara conhecido como José Pequeno. O índio morava na aldeia Ipurungatú, na terra indígena de Araribóia no município de Bom Jesus das Selvas. Os indígenas informaram ainda que a Funai tomou conhecimento do assassinato e não tomou nenhuma providência, esse fato aumentou ainda mais a indignação dos indígenas com técnicos da Funai que segundo os mesmos, estão a serviço dos madereiros, funcionando como informantes.(Fonte: Vias de Fato)

Desgoverno no Maranhão
Hoje, o governador do Maranhão é Jamil Gedeon. Pode ser sério um estado em que a titular tira licença para se tratar e vai sambar, o vice que lambe os beiços pelo cargo entrega o cargo para o presidente da assembleia, que entrega para o presidente do TJ? Parece brincadeira de criança.(By Isnande Barros via Facebook)

Marcelo Freixo
#ForçaFreixo Nosso deputado estadual do PSOL-RJ, Marcelo Freixo, está ameaçado pelos bandidos que combate no RJ. Garantir a vida de Freixo, vivendo e trabalhando no RJ, significa hj reafirmar que vivemos num estado democrático de direito, sob uma mínima legalidade. Sua morte significará o contrário. A sociedade brasileira acompanha sua luta!

1 de novembro de 2011

DEPUTADO QUE INSPIROU PERSONAGEM DE "TROPA DE ELITE" VAI DEIXAR O PAÍS POR CAUSA DE AMEAÇAS


O deputado estadual fluminense Marcelo Freixo (PSOL) deixará o país depois de afirmar que está recebendo ameaças de morte de integrantes de milícias.

Freixo presidiu a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Milícias, da Assembleia Legislativa do Rio, que investigou a atuação de grupos criminosos integrados por políticos, policiais e ex-policiais em comunidades do Estado. Ele inspirou o personagem do filme “Tropa de Elite 2”.

Segundo Freixo, ele resolveu aceitar um convite da organização não governamental Anistia Internacional para morar na Europa por algum tempo.

O parlamentar diz que vem sofrendo ameaças de morte desde a época da CPI, em 2008, mas, nos últimos meses, elas se intensificaram.

Uma das principais ameaças foi detectada pela Coordenadoria de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública. De acordo com uma denúncia, o ex- policial militar Carlos Ary Ribeiro, o Carlão, teria recebido R$ 400 mil para matar o deputado.

Apenas no último mês, segundo Freixo, ele recebeu sete ameaças de morte. “As ameaças estão se tornando mais fortes e há um retorno muito pequeno da Secretaria de Segurança. Ou seja, se estão ou não investigando. Tenho uma segurança, mas tem sido necessária a ampliação dela. Então, estou esperando algumas medidas”, disse.

O deputado não informou quanto tempo ficará na Europa, mas garantiu retorno ao Brasil. “Não posso dizer [nem] o tempo nem o local [onde ficarei], mas é um tempo muito curto”, disse.
Segundo Freixo, as ameaças não devem ser encaradas como um problema pessoal, mas, sim, como de toda a sociedade. Ele lembrou do assassinato da juíza Patricia Acioli, morta por policiais militares integrantes de milícias que atuam no Grande Rio, em agosto deste ano, segundo investigações da polícia.

Fonte: Noticias UOL

28 de novembro de 2010

Ação da polícia carioca nas favelas reforça "a criminalização da pobreza"


Em entrevista a Terra Magazine, o deputado estadual Marcelo Freixo (Psol-RJ), conhecido pelo combate às milícias, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez "a escolha política" de ir "à fonte do financiamento do tráfico". Segundo ele, a ação da polícia carioca nas favelas reforça "a criminalização da pobreza" e não enfrenta o crime organizado. Ele será enfrentado, diz Freixo, "onde há o lucro (com a ilegalidade), que não é na favela".

- A favela é a mão de obra barata. É a barbárie - diz o deputado, elencando a Baia da Guanabara e o Porto como locais onde há o tráfico de armas e onde lucra o crime organizado.

Crítico da política de segurança pública do Rio, Freixo afirma que as reclamações dos moradores dos morros questionam a presença da polícia, comparando à ausência de políticas sociais, postos de saúde e escolas. Para o deputado, as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) visam atender as necessidades de uma cidade que será Olímpica em 2016:

- As UPPs representam um projeto de cidade e não de segurança pública. O mapa das UPPs é muito revelador: é o corredor da Zona Sul, os arredores do Maracanã, a zona portuária e Jacarepaguá, região de grande investimento imobiliário. Então, são áreas de muito interesses para o investidor privado. (...) A retomada é militar para permitir um projeto de cidade, que é a cidade Olímpica de 2016. Para toda cidade Olímpica tem cidades não-Olímpicas ao redor - afirma.

Freixo foi presidente da CPI das Milícias, que investiga a ligação de parlamentares com grupos paramilitares. Por conta disto, o deputado chegou a ser ameaçado de morte. Leia abaixo a íntegra da entrevista ao Terra Magazine:

Terra Magazine - O senhor é conhecido pelo combate às milícias. Em alguma medida, esses ataques podem interferir no comportamento delas?
Marcelo Freixo - Esses ataques não tem nada a ver com milícias, são reações às UPPs, que não atingiram as milícias em nada. Não há nenhuma área atingida pelas milícias que tenham sido ocupadas pelas UPPs. Pelo contrário.

E sobre esses ataques...

Esses ataques são do varejo da droga, que é muito menos organizado do que se imagina. Representam o crime da lógica da barbárie, da violência. Não são pessoas que têm referência com o crime organizado, porque a organização não faz parte de sua cultura de vida. É a barbárie pela barbárie. Então, os ataques não vêm do crime organizado, que deve ser enfrentado de uma outra forma.

Que forma?

Se quiser enfrentar o crime organizado tem que ir para a Baia da Guanabara que é por onde as armas entram. Aí, sim. Ali tem a operação financeira do crime organizado para o tráfico de armas. Isso não se enfrenta no Rio de Janeiro.

O senhor afirma que se trataram de atos bárbaros, sem uma organização. Mas esses ataques estavam sendo comandados pelo Comando Vermelho e pelo Amigo dos Amigos.
São facções da barbárie. É o crime organizado dentro das cadeias. São grupos que só são organizados de dentro das cadeias. Muito mais dentro do que fora. O crime organizado é onde tem dinheiro e poder, que não é o caso das favelas, onde fica a pobreza e a violência. A tradicional política de segurança do Rio, perpetuada há 11 anos, enfrenta as favelas com uma ação letal. Em 2007, o mesmo governo (Sérgio) Cabral entrou no Complexo do Alemão, matou 19 e saiu. Como está o Complexo do Alemão hoje? Igual. Esse tipo de ação é muito ineficaz. Se é para enfrentar o crime organizado, tem que ser onde ele lucra, que não é na favela. A favela é a mão de obra barata, e é a barbárie. É preciso ir à fonte do financiamento e aonde passam as armas. Essa é a escolha política que até hoje o governo Lula não fez.

Como o senhor avalia a implementação das UPPs?

As UPPs representam um projeto de cidade e não de segurança pública. O mapa das UPPs é muito revelador: é o corredor da Zona Sul, os arredores do Maracanã, a zona portuária e Jacarepaguá, região de grande investimento imobiliário. Então, são áreas de muito interesses para o investidor privado. O Estado, portanto, retoma - militarmente - este território. A retomada é militar para permitir um projeto de cidade, que é a cidade Olímpica de 2016. Para toda cidade Olímpica tem cidades não-Olímpicas ao redor.

No morro Dona Marta, por exemplo, moradores reclamaram bastante da truculência policial durante a ocupação das UPPs.

Em todas as áreas de UPPs existe muita reclamação, e hoje em dia isso vem aumentando. A maioria das queixas são causadas pela agressividade policial, não necessariamente agressão física, mas pela atitude, ou abuso de autoridade. Outra reclamação recorrente é que só polícia chegou a esses morros.

Como assim?

Só chegou polícia e não investimentos sociais. E é claro que não só de polícia a favela precisa. Uma coisa é enfrentar a barbárie, outra coisa é o fator que mantém aquela favela ali. As pessoas precisam de direitos. Não adianta levar a polícia e não levar a escola, o posto de saúde, o saneamento. Isso vai gerando um desgaste para a própria polícia também.

Dentro desse cenário que o senhor chama de "barbárie", e somando a ele esses ataques recentes, o senhor acredita que fica de ônus ao morador da favela?

Esses momentos reforçam o processo de criminalização da pobreza no Rio, o que é muito perigoso. Hoje, todas as operações policiais no Rio acontecem nas favelas. Todas. Não há nenhuma na Baia da Guanabara, nem no Porto, que é por onde entram as armas e onde funciona - verdadeiramente - o crime organizado. Então, reforça-se esse processo de criminalização das áreas pobres.

Fonte da entrevista: Terra Magazine

27 de novembro de 2010

Tropa de Elite II é baseado na história do Dep. Marcelo Freixo e as milícias do Rio de Janeiro


O Dep. Estadual Marcelo Freixo (Psol/RJ) é um fervoroso militante dos direitos humanos, que instaurou e presidiu a CPI das Milícias no estado do Rio de Janeiro, que indiciou 226 pessoas. Por conta disso teve que andar com seguranças durante toda a sua campanha. Baseado nesse fato é que o filme Tropa de Elite II (em cartaz no Cine Blue) constrói um de seus principais argumentos. No filme, o deputado Diogo Fraga, levou o tenente-coronel Nascimento (Wagner Moura) a depor na Assembléia Legislativa.

E para comprovar o envolvimento de Freixo com o filme, numa cena em que Diogo Fraga dá uma palestra explicando que numa projeção a população carcerária brasileira chegaria a 510 milhões, em 2081 (no início do filme), fazem ponta na platéia o pesquisador Michel Misse, o delegado Vinicius George, assessor do deputado, e o próprio Marcelo Freixo (foi muito rápido, mas deu pra ver). Ele ouve seu próprio personagem, numa espécie de metalinguagem. Freixo foi o segundo mais votado do Estado do Rio nas eleições 2010, com a marca 177 mil votos, depois de Wagner Montes, que bateu a casa 520 mil.

Sem contar os bons policiais que inspiraram os mocinhos, Marcelo Freixo, certamente, é a única pessoa que tem orgulho de dizer que inspirou um personagem. Os outros ficam mal na fita nesta obra que está batendo vários recordes de bilheteria.

Não é a toa que na vida real o diretor José Padilha e o ator principal Wagner Moura fizeram campanha abertamente para Freixo nas ultimas eleições. Veja os vídeos.

http://www.youtube.com/watch?v=DUy8iVFFeDc&feature=related

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