4 de junho de 2013

KEYNES E A SUPOSTA "CURA GAY"



Lendo ontem uma pequena biografia de Keynes, uma das mentes mais brilhantes do século XX, relembrei do detalhe insignificante de sua homossexualidade e das conversas agora no século XXI sobre "Cura Gay". A proposta em si desta "cura" já é patética, mas quando pensamos em alguém ousando "curar" Keynes a coisa se eleva a uma dimensão inimaginável. 

Filho de intelectuais britanicos, o economista e empresário John Maynard Keynes, nasceu em 5 de junho de 1883 na cidade de Cambridge, Inglaterra. A partir de 1916, época da I Guerra Mundial, exerceu diversos cargos no Tesouro Britânico. Em 1919, foi encarregado de chefiar a delegação britânica na Conferencia de Paz, em Paris. Descontente diante das condições econômicas impostas à Alemanha nessa ocasião, pediu demissão do cargo. 

Sua obra mais importante, “Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda”, foi publicada em 1936. Nesse livro, Keynes aponta para o caráter intrinsecamente instável do sistema capitalista (SILVA in KEYNES, 1985), esclarecendo que a “mão invisível” do mercado não resulta no que pregam os economistas mais ortodoxos, no equilíbrio entre o bem-estar global e os agentes econômicos. (SILVA in KEYNES, 1985). 

A teoria de John Maynard Keynes, que se baseia na intervenção do Estado foi colocada em prática após o fim da II Guerra Mundial, como uma opção para a recuperação dos países devastados pela guerra. Essa corrente é conhecida como Welfare State, Estado de Bem-Estar Social, ou ainda como Keinesianismo. 

"Cura Gay" 

A proposta, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO), pede a extinção de dois artigos da resolução do Conselho Federal de Psicologia. Um deles impede a atuação dos profissionais para tratar homossexuais e qualquer ação coercitiva em favor de orientações não solicitadas pelo paciente. A outra resolução determina que psicólogos não se pronunciem de modo a reforçar preconceitos em relação a homossexuais. 

Na prática, se esses dois artigos forem retirados, psicólogos estariam liberados para atuar em busca da suposta "cura gay". O presidente da Comissão de Direitos Humanos, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), anunciou que voltará a pautar o projeto depois que se passarem duas sessões plenárias da Câmara, conforme determina o regimento interno da Casa. Ele é um dos mais empolgados com a proposta. 

No entanto vários deputados do grupo [dentre eles o Dep. Jean Wyllys do PSOl] que faz oposição à gestão de Feliciano criaram a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos. E realizaram, nesta tarde, 04, uma votação simbólica da proposta da "cura gay". Além dos parlamentares, especialistas no assunto, representantes da sociedade civil foram convidados a participar do encontro. 

Keynes e Michel Foucault, dois dos maiores intelectuais do século XX eram gays. Alguns dos maiores imbecis no poder são héteros, é isso? 

Penso na verdade ser muito difícil hétero perder tempo perseguindo gays. Os enrustidos ou aqueles que sequer tem noção do que é aquela estranha atração esporádica que sentem pelo mesmo sexo - é que aumentam o seu ódio ao verem um homossexual assumido. Fim de papo.
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial

0 comentários: