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19 de outubro de 2015

IPHAN SEM KÁTIA BOGÉA


Kátia Bogéa (foto) caiu. A quase eterna superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não está mais no cargo. 

O Iphan era um feudo há anos & anos sob a gestão de Bogéa. Sua queda foi tomada com surpresa até pelo colunista social Pergentino Holanda (PH). 

O cargo foi entregue ao PP, do deputado federal Waldir Maranhão, primeiro vice-presidente da Câmara dos Deputados. 

Waldir indicou para o Iphan Alfredo Alves Costa Neto, secretário adjunto de Desenvolvimento Urbano da Secretaria de Cidades, do governo Flávio Dino (PCdoB). 

O Iphan pilota as verbas do PAC Cidades Históricas.

Fonte: Ed Wilson

30 de setembro de 2013

UMA COISA QUE TODOS DEVERIAM SABER SOBRE A CULTURA EM IMPERATRIZ

Foto: Fernando Cunha
Que os investimentos dos sucessivos governos em nossa cidade são muito poucos no setor cultural. Historicamente fomos desassistidos pelo poder público e de modo geral não recebemos recursos significativos nas áreas de turismo e lazer, por exemplo. Em São Luis, museus e grandes bibliotecas são de responsabilidade do Estado também.

Imperatriz possui uma demanda especifica cultural. Por aqui nota-se uma nova geração de cidadãos que tiveram suas raízes em outros lugares, mas que cresceram as margens do Rio Tocantins.

Com dificuldade encontramos gente mais velha nascida aqui. Isso de certa forma não justifica, mas explica, por que falta-nos um "olhar" diferente em nossa volta, para demarcar uma sensibilidade mais aguçada com nossos espaços e artistas.

Falta museus, centros culturais, casas de memória e a culpa é nossa por não levantarmos os traseiros e lutarmos por isso. Será, conforme afirmou Nenem  Bragança ao finado site Praça da Cultura, teremos que esperar uns duzentos anos até que pesquisadores e o povo compreendam e repassem ao investidores (governos e empresas) que aqui é sim uma cidade que vale a pena se investir em Cultura?

Fica a provocação!

17 de abril de 2013

POPULARES E FUNDAÇÃO CULTURAL REUNEM-SE PARA DEBATER O SISTEMA MUNICIPAL DE CULTURA DE IMPERATRIZ




Tem acontecido nos últimos dias reuniões na Fundação Cultural de Imperatriz com os segmentos populares que trabalham com a cultura na cidade. O intuito dos encontros é debater o calendário da Conferência Municipal de Cultura bem como a criação do Conselho Municipal e o sistema integrado que versa sobre os eixos da questão. 

As intenções são pra lá de boas. Porém é bom destacar que sem o esforço coletivo entre os fazedores de cultura e o órgão gestor [no caso a FCI] ficaremos a exemplo da vez passada, quando em 2009 na ultima conferência ocorrida, ficamos marcando passo sem avanços significativos. 

É necessário que os setores se organizem e que o poder público faça a sua parte dando posse ao conselho. Com a responsabilidade de gerir as diretrizes gerais do Plano de Cultura e acompanhar sua execução, aprovar o sistema de financiamento [ no caso o Fundo de Cultural] - o Conselho Municipal,  é por lei integrante da estrutura administrativa do Poder Executivo. 

Sua composição precisa de pelo menos 50% de representantes da sociedade civil, eleitos na conferência a partir de seus respectivos segmentos [música, literatura, patrimônio, etc]. Daí a importância urgente de se iniciar as conversas e mapear entidades, cidadãos e promovedores em geral. 

PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL 

Em uma entrevista ao programa do comunicador Xerxes Aguiar, defendi o encaminhamento do tombamento da casa do colunista social Jonas Ribeiro. Em breve mais detalhes.



25 de abril de 2012

PREFEITURA DE IMPERATRIZ SEGUE DESVALORIZANDO O PATRIMÔNIO CULTURAL


Árvores. Para muitos uma forma garantida de obter sombra. Para outros a representação da infância (quando a gente brincava debaixo do pé de carambola) ou de alguma lembrança paisagística. Para a Prefeitura de Imperatriz, a julgar pelas ultimas noticias, árvores só significam transtorno. 

Uma verdadeira “campanha de depredação” vem sendo levada a cabo desrespeitando todas as noções éticas do código de postura do município (se é que temos). Mas não é só na esfera do patrimônio material que vemos o descaso da gestão do prefeito Sebastião Madeira. Se a Av. Beira Rio, cartão postal da cidade, encontra-se em completo abandono, imagine o que não é feito com demais aspectos e elementos de nossa cultura local. 

Nos quatro anos em que governou Imperatriz, Madeira muito pouco fez no que diz respeito valorização e preservação dos saberes ligados a cultura popular. Os artistas e mestres populares tiveram que ir embora ou continuarem vivendo a custa de outras formas de sub-existência. Um exemplo claro disso é o sumiço de Dona Francisca do Lindó, Elias do Boi, o Divino de Dona Silvéria, a encenação da paixão de Cristo, as Feiras de Arte etc. 

Segue uma pasmaceira acachapante onde a tônica é tão somente os eventos ligados a uma elite intelectual que, capaz de se autofinanciar, apresenta-se sem quaisquer garantias de acesso e continuidade por parte da juventude imperatrizense. Articular, junto à comunidade - políticas claras de formação, difusão, circulação e produção - é dever do município. Recursos, espaços físicos, qualificação, concurso público (teatro municipal, orquestra municipal, balé municipal, grupo de teatro municipal) dependem de leis municipais que garantam tudo isso. 

E os indíces de violência não diminuem. Nossa juventude estaria condenada?

9 de janeiro de 2012

PATRIMÔNIO HISTÓRICO E MEMÓRIA EM IMPERATRIZ: DO QUE ESTAMOS FALANDO?



Desde que as primeiras aglomerações humanas fixadas em um mesmo local passaram a existir com suas populações desenvolvendo atividades estáveis é que podemos destacar a cidade como fruto das relações sociais complexas e suas representações simbólicas identificadas como escolhas estéticas.

A partir deste aspecto a historia da sociedade começa a ser contada. Identificada. E até tipificada como sistema de trocas de bens materiais e imaginários. As diferentes formas de sociabilidade surgem com os grupos e classes sociais expressando suas manifestações culturais.

Os indivíduos através de suas regras morais e normas de conduta em constante conflito quer seja via luta de classes quer seja via lutas étnicas culturais abaixo do capitalismo, tendem a salientar e ocultar determinados aspectos de sua memória histórica. Nesta lógica os interesses da classe dominante surgem sempre como “melhores e mais bonitos” e com isso temos por vezes o estranhamento do indivíduo com sua própria historia pois este não se sente criador da mesma e nem seu produto para o conjunto da sociedade.

Imperatriz surgiu a ferro e fogo articulada por seus ciclos econômicos. Trazendo uma leva de imigrantes de várias partes do país e até do mundo, a região sempre foi um entreposto de exploração dos recursos naturais. Suas terras em grande parte devolutas transformaram-se em latifúndios “griláveis” a serviço da especulação financeira e imobiliária, média e grande produção monocultora.

Estes imigrantes trouxeram seus costumes e culturas que aos poucos foram se adaptando as condições diversas, criando uma população sul maranhense ainda por ser melhor estudada. A arquitetura e demais manifestações culturais expressam-se neste bojo de junções tornando a divisão clássica entre cultura material e imaterial até falsa. Neste ínterim “esquizofrênico” nomes de prédios e pratos culinários ganham adjetivos e nuances próprios na região tocantina. (Ex: Condomínio Wall Street, X-Maranhão do Sul, etc)

Segundo o Professor Darcy Ribeiro no seu celebre trabalho “Aos trancos e Barrancos: Como o Brasil deu no que deu”, a noção de pertencimento é algo fundamental para que os homens tenham prazer em cultuar seus monumentos, e este, só assim, é entendido quando os mesmos são produto de uma história engajada na luta politica e não como algo imposto por uma força ideológica e econômica segundo interesses de uma determinada classe social.
Vejam o exemplo do célebre Movimento Ocuparte, que por cerca de dois anos travou uma feroz luta para ter um espaço cultural (questão essa que ainda não chegou ao seu termo) digno de suas aspirações artísticas mais nobres. Concluindo: O grande gargalo da falta de museus e casa de memória em Imperatriz reside no fato de que além de nossa classe economicamente dominante sequer possuir vínculos culturais (naturalidade) com a região, temos nosso povo alienando por uma forte cultura opressora, que relega ao segundo plano tudo aquilo que não lhe for atraente segundo ditames culturais vide globalização.

Tudo isso está mudando. Aos poucos uma nova geração de políticos, estudiosos, artistas, jornalistas e etc. tomarão a firma tarefa de construir através do auto reconhecimento o significado de sua “essencialidade histórica”. Prédios e espaços públicos em Imperatriz poderão ser melhor valorizados do ponto de vista artístico e estético sem se menosprezar a questão econômica. 

Cultura + Turismo = Qualidade de Vida e dividendos para o município.

(As fotos utilizadas neste artigo datam da decáda de 50 e foram retiradas do Arquivo Público do Maranhão: 1-Rua XV de Novembro. 2-Igreja Santa Tereza D'Avilla)

2 de janeiro de 2012

META DO MINISTÉRIO DA CULTURA PREVÊ 60% DOS MUNICIPIOS COM COM LEGISLAÇÃO DE PATRIMÔNIO CULTURAL

Meta 5) Sistema Nacional de Patrimônio Cultural implantado, com 100% das Unidades da Federação (UF) e 60% dos municípios com legislação e política de patrimônio aprovadas.

Na manhã do dia 13 de dezembro, a Ministra de Estado da Cultura, Ana de Hollanda, assinou a portaria que autoriza a publicação das metas do Plano Nacional de Cultura (PNC), bem como a que dispõe sobre o Sistema Nacional de Informações e Indicadores Culturais (SNIIC). O evento foi realizado na sala Cássia Eller da Fundação Nacional das Artes (Funarte), em Brasília, e contou com a presença de autoridades do setor cultural e artistas.

12 de dezembro de 2011

ESCURIDÃO E MENDICÂNCIA TOMAM CONTA DA PRAÇA BRASIL


A Praça Brasil, localizada no centro de Imperatriz, é sem dúvida uma das mais movimentadas de toda a região. Cercada por prédios e comércios de todo tipo é de admirar a triste situação em que encontra-se hoje. Completamente desprovida de iluminação pública e servindo como “área de camping” para membros excluídos (moradores de rua) de nossa sociedade, a Praça Brasil é point também certo de usuários de drogas e flanelinhas pŕá lá de suspeitos que buscam o pão de cada dia através da mendicância de moedas. Os principais alvos são membros e devotos da Igreja São Francisco, localizada em frente.
A Praça ainda possui uma escola onde estudam cerca de 400 estudantes no turno noturno, o Colégio Estadual “Mourão Rangel”. Um estudante do ensino médio que preferiu não se identificar nos revelou que há um clima de bastante insegurança na área. Mesmo com uma parada de ônibus movimentada na parte em que perpassa a Avenida Getúlio Vargas, são comuns brigas e acerto de contas de transeuntes viciados. As pessoas cheiram cola abertamente sem ligar para a presença de ninguém. Na sua maioria jovens com menos de vinte cinco anos de idade.
A Praça Brasil existe desde a década de sessenta e foi umas das primeiras a possuírem uma estátua: um homem carregando uma mala. Homenagem do então prefeito Renato Cortez Moreira aos imigrantes da época.

17 de agosto de 2010

Lei municipal de Patrimônio será discutida em simpósio

No I Simpósio de Patrimônio do Sul do Maranhão, que será realizado na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), campus de Imperatriz, serão avaliadas as leis relativas ao patrimônio sul–maranhense. O evento que é uma iniciativa do Núcleo de Estudos Afro-Indígenas – NEAI, terá inicio dia 17 e vai até dia 20 de agosto, com carga horária de 60h.

Identidade, Preservação e Permanência será o tema do simpósio. O objetivo principal será discutir com professores, acadêmicos e comunidade em geral sobre: o que é patrimônio, como se destaca, qual a sua contribuição social, os tipos de patrimônios e a relação dele com a sociedade.

De acordo com um dos organizadores, o estudante de História e pesquisador do NEAI, Isac Ferreira, com este evento será possível “fazer um recorte da situação do patrimônio histórico, cultural e artístico do sul do Maranhão e ainda discutir a formulação da lei de patrimônio em Imperatriz”. Será discutido também o papel do Conselho de Cultura como espaço estratégico para articulação de políticas municipais de conhecimento e reconhecimento do patrimônio.

Além dos Grupos de Discussão - GD's, o simpósio inclui oficinas e a participação de professores da UEMA e da UFMA de Imperatriz e da procuradora do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN, Dra. Laura Rita Mendes Miranda.

As inscrições terão inicio amanhã, a partir das 18h e serão feitas durante todo o dia e a noite e terminam segunda-feira (16). Para se inscrever vá até o pátio do Centro de Estudos Superiores de Imperatriz – CESI/UEMA, localizado na rua Godofredo Viana.

O valor da inscrição para os que pretendem apresentar comunicação é de R$ 20,00. Sem comunicação a inscrição vale R$ 15,00.

Simpósio Temático
º Iconografia – Prof. Msc. Marcus Túlio (UFMA)
º Educação Patrimonial – Profª. Nice Rejane (UEMA)
º Patrimônio – Profª. Msc. Letícia Cardoso (UFMA)
º Território e Cultura Indígena – Prof. Domingos (UEMA)
º A importância da História Oral nos Estudos Ambientais – Prof. Msc. Ronaldo (UEMA)
GD’s
º Lei de Patrimônio e Salvaguardas – IPHAN;
º Os povos tradicionais em questão;
º Arte e cultura em uma nova perspectiva.
Oficinas
º Reformulação da Lei de Patrimônio (Dra. Laura Miranda)
º Arte Popular (OCUPARTE)
º Patrimônio e Artefato arqueológico (aberta ao ensino de base – LOTADO / com Karilene Costa e Isac Ferreira, pesquisadores do NEAI)

Fonte: Site Imperatriz Nóticias

10 de julho de 2010

Lançamento - ILHA DE SÃO JOSE - Banco de Dados


Projeto de audio-visual busca registrar conjunto dos bens culturais e ambientais da Ilha de São José.
A ilha de São José está localizada no Rio Tocantins, na cidade de Babaçulândia-MA. Com a contrução da Hidrelétrica de Estreito a ilha com 12 Km de extensão e 4 km de largura será totalmente inundada com a criação do lago ainda este ano, em dezembro. Neste exato momento 84 familias estão sendo deslocadas.
O projeto BANCO DE IMAGENS -ILHA DE SÃO JOSÉ, permitirá o registro da cultura, dos saberes, da geografia e dos sentimentos ligados a natureza, buscando viabilzar os filmados se olharem e visualizarem a própria cultura.
Dia 16 de Julho exibição em Babaçulândia. Dia 18 de Julho em Carolina. O projeto tem o apoio do IPHAN.

Relatório de uma visita a Ilha de São José

A constatação mais flagrante que obtivemos foi a disparidade semântica que os moradores da ilha possuem em relação ao CESTE no que tange à concepção do que seja progresso e desenvolvimento.
Enquanto o consórcio responsável pela barragem propaga a idéia de progresso como sinônimo de desenvolvimento associado à urbanização e produção de energia para a venda, os moradores da ilha de São José, por seu turno, olham essa concepção com desconfiança e perguntam pelas garantias de uma vida digna.
Outra questão sintomática é que os moradores, principalmente os mais velhos, perderam o interesse pela lavoura e as criações de animais. As vazantes estão sendo abandonadas aos poucos e o gado vendido, por conta da iminência das águas.
Concluiu-se nessa primeira parte da pesquisa que a população está perdida, sem saber para onde vai depois que as comportas da barragem forem abertas, nem a quem recorrer para pedir esclarecimentos sobre os seus direitos. Com isso, o CESTE está sendo inicialmente imprudente, deixando os habitantes da ilha nessa aflição. Todas as cinco famílias que foram entrevistadas são contrárias à construção da barragem e às suas saídas da Ilha da forma como está sendo feito, sem trazer maiores esclarecimentos para os mesmos. E principalmente, sem deixar brechas para lutar pela permanência no seu lugar de origem ou melhores condições de realocação.
A perspectiva da pesquisa não é somente a de coletar dados e discorrer sobre eles, mas é, acima de tudo, interrogar até que ponto projetos desse porte são nocivos para as populações atingidas e se as vantagem são realmente viáveis.
Apesar da pesquisa ainda estar no seu início, os resultados parciais apontam para fortes impactos, tanto econômicos, quanto sociais, causados pela UHE Estreito às populações da região, especialmente para os habitantes da Ilha de São José.
Econômicos porque os moradores vão perder sua principal fonte de renda e subsistência que é o rio, tanto por causa do pescado quanto pelo transporte para outras localidades, as vazantes e a criação de gado.
Sociais pelo fato de que com o reassentamento proposto, serão desfeitos a maioria dos laços pessoais e de parentesco existentes na comunidade, sem falar de que existirão mudanças na organizações social das famílias, mesmo que elas morem em casas contíguas.

Por Cicero Junior

19 de março de 2010

Forum de Cultura de Imperatriz promove ações em 2010

Debater o V Fórum Imperatrizense de Cultura e encaminhar questões relativas à Lei de Proteção ao Patrimônio. Nesse intuito, a agremiação do Fórum Municipal de Cultura, composta por 42 entidades e por artistas locais, se reuniu nesta última quarta, 17 de março, na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), às 19h30. A diretoria provisória do coletivo, composta pela Fundação Cultural de Imperatriz, Casa das Artes, Núcleo de Estudos Afro-Indígenas da UEMA (NEAI), Centro Acadêmico de História e Coletivo de Cultura e Meio Ambiente Arte Alternativa, está mantendo reuniões quinzenais com o intuito de debater e criar propostas para o desenvolvimento da cultura imperatrizense.

Entre as principais bandeiras da agremiação estão a Lei do Sistema Municipal de Cultura e a Lei de Proteção ao Patrimônio, já sancionada em outubro de 2008 na última gestão do governo municipal. Os artistas acreditam, porém, que há algumas falhas no documento sancionado, como a não participação da sociedade civil, e que este deve ser revisto para sua melhor aplicabilidade no município. Para preparar os cidadãos imperatrizenses para este amplo debate sobre a Lei, que visa proteger bens materiais e imateriais do município, o NEAI está organizando para o próximo mês de abril um Simpósio de quatro dias com oficinas, apresentações e grupos de debate que trarão conceitos mais aprofundados de Patrimônio Público.

O músico Carlos Leen reconhece a necessidade do evento para região. “Um povo sem memória é um povo sem possibilidades! Desconhecer sua própria cultura é uma forma de torna-se mais alheio à vida e consequentemente possibilitar ser mais explorado, mais oprimido”.A necessidade do Fórum de trabalhar com a preservação do patrimônio não é novidade. No ano de 2008, uma comissão do IV Fórum de Cultura de Imperatriz, iniciou um projeto chamado Ocuparte, que tinha como intuito ocupar os prédios públicos abandonados reivindicando sua utilização adequada e seu aproveitamento para a implementação da cultura na cidade. Depois de um ano ocupando o antigo prédio da biblioteca municipal, os artistas entraram em um acordo com o governo e se retiraram. Com o acordo não cumprido, o movimento pretende conversar sobre possíveis ações de reocupação ou manifestações.

A atriz Lilia Diniz, representante da Fundação Cultural de Imperatriz, está fazendo um trabalho de intermédio entre governo e Ocuparte e como membro do movimento ressalta que é preciso ter cautela nas reivindicações e direcionar o uso do prédio para algo que beneficie a sociedade sem depender do governo, interesse maior do movimento. “Eu não quero pensar na prefeitura financiando o teatro, a Academia Imperatrizense de Letras, a ASSARI...Não quero uma prefeitura que beneficie somente o artista. Quero uma prefeitura que beneficie a comunidade!”.

Regionalizando o Fórum de Cultura

O V Fórum de Cultura de Imperatriz volta a acontecer depois de dois anos. Houve uma necessidade de retomada por parte dos artistas, que agora já visam ampliar o evento com a possibilidade de conciliá-lo a um Encontro Regional de entidades e artistas. A iniciativa funcionará como uma prévia de um Fórum maior, que trabalhe com características específicas dos municípios do Sul do Maranhão, trabalhando com políticas públicas em um âmbito maior, até federal.O evento está previsto para os dias um e dois de maio e, mesmo com temática a definir, tende para a discussão da arte como meio de sobrevivência, como trabalho. O professor e coreografo Elton Lima reforça que a arte não recebe muito valor n região e que o artista é muitas vezes vítima de preconceito. “Sempre somos vítimas de preconceito, ouvi muito meu pai falar que eu ia passar fome trabalhando com isso , que era coisa de vagabundo! Hoje eu pago cinco escolas e ajudo ele a sustentar a casa.”.

Um das idéias do Fórum é discutir e tornar possível o Sistema Municipal de Cultura que, segundo Lilia Diniz, define a política pública do município na área e tem como norte o Sistema Nacional que está em fase de aprovação e o Sistema de Cultura de Rio Branco (Acre), que é o mais atual no país.

Cultura descentralizada

Atualmente Imperatriz conta com poucos projetos culturais. A cidade produz mais em época de carnaval e festa junina, quando alguns grupos específicos e quadrilhas de bairro entram em atividade. Para combater esse ócio produtivo, a Fundação Cultural está trabalhando na implementação de dois novos projetos. O primeiro, chamado Cinema Circulante, pretende levar filmes não comerciais e de fácil identificação popular aos bairros mais afastados, contemplando assim um público que não pode se deslocar ao Centro para participar no já ativo projeto Cinema no Teatro e tampouco tem estrutura para pagar a entrada do cinema comercial do município.O segundo projeto, o Palcomóvel, propõe levar apresentações de vários estilos para a toda a cidade em um automóvel personalizado, valorizando a cultural regional.

Outra preocupação do coletivo é manter em funcionamento antigos pontos de cultura como os coretos das praças, por exemplo. Sobre rumores da demolição do coreto da Praça Tiradentes, palco de importantes gincanas e manifestações artísticas há pelo menos duas décadas, os artistas farão uma caminhada como ato público e concluirão com apresentações e exposições. A data e horário do ato ainda estão sendo definidos e serão divulgados através de sites e impressos.Caso haja interesse em participar e conhecer melhor os projetos atuantes no município, podem ser citados:

-Cinema no Teatro: organizado pela ASSARTI e Fundação Cultural de Imperatriz, o projeto trabalha com a exibição de filmes de forma gratuita toda segunda-feira às 19h00 no Teatro Municipal;
-Viva o Rio Tocantins: organizado pelo coletivo Arte Alternativa, o projeto pretende rearborizar as margens do Rio Tocantins;
- Espaço do Zuzinha: toda sexta-feira a partir das 18h00, a Fundação Cultural traz artistas locais para apresentações musicais e teatrais.

É importante se atualizar com a Associação de Moradores do seu bairro e cobrar sempre da Fundação Cultural projetos culturais e a inclusão da sociedade nos mesmos.

Por Juliana Carvalho, estudante de Jornalismo.
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