A PEC DA MORTE E A ESPETACULAR REALIDADE NHÉNHÉ


Jovens, sejam realistas: exijam o impossível. O impossível de ontem é o direito do amanhã. Parafraseando o dizer pichado em um muro da cidade de Paris, no famoso Maio de 1968, inicio este texto com uma constatação: A PEC 241 rouba o futuro do Brasil, nossos estudantes. E o passado, nossos velhos. É indecente. E ineficiente. 

Estudantes revoltados promovem no momento que escrevo isso, ocupações em escolas públicas e universidades Brasil afora. Um vídeo circula pelas redes sociais onde uma jovem de dezesseis anos, por nome Ana Julia, de forma emocionada faz um discurso cirúrgico dando um show de cidadania na Assembléia Legislativa do Paraná. 

A Educação é dos estudantes. Não dos deputados, senadores, ministros. Brigar por ela ao lado da garotada é uma honra e uma obrigação. A Escola também é para aprender a defender os seus direitos. E inventar novos. 

Ana Julia é a voz que ecoa toda a frustração de uma bela geração que tem tudo pra ser melhor que a nossa. 

Alguns idiotas de plantão, mais por má fé do que por desconhecimento, ainda acusam estes jovens de vandalismo e “falta do que fazer”. 

Preferem esse realismo “nhénhé” que determina que temos que ser todos medíocres, começando pelas crianças, que domina o pensamento e o discurso político brasileiro, em todo o espectro. Brasil, se você não cuida dos seus filhos nem dos seus pais, vai cuidar de quem? 

A fórmula de austeridade casada com desemprego não funcionou em lugar nenhum dos países neoliberais da Europa. Por que funcionaria aqui? 

Se o doente está mal, não será retirando mais sangue dele que a cura virá. Na verdade o pacote de maldades de Temer e Cia visam acumular recursos para pagar divida pública e beneficiar aquele 1% da população ultra-capitalista. Que tal sobretaxar as grandes fortunas que não pagam imposto? 

Desses caras votando agora na PEC 241, uns 90% pagam menos imposto que você. O ajuste fiscal devia ser neles, não nos pobres. Como dizia o Mark Twain, temos o melhor Congresso que o dinheiro pode comprar. A PEC 241 pode e deve ser derrotada. É difícil. Quase tudo que importa de verdade é.

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