REPARAÇÃO HISTÓRICA NO DIA DO GOLPE


Completados exatos 51 anos de golpe militar no Brasil,  Flávio Dino resolve não deixar a data passar em branco. Anunciando a mudança de nome em várias escolas, o governador faz um ajuste fino na democracia e sintoniza o Estado à uma reparação histórica.

Lógico, toda a unanimidade é burra, sempre temos o coro dos descontentes. Alguns avaliam ser precipitada a mudança, ou simplesmente revanchismo do lado que foi derrotado na ocasião. 

Porém de um jeito ou de outro "não se apaga a história". 

Nomes em logradouros públicos servem para homenagear figuras célebres que em vida deram sua contribuição a sociedade. Não cabe portanto a retórica de revanchismo quando se busca iluminar as trevas da História. 

Presidentes militares que corroboraram fazendo vista grossa a tortura nos anos de chumbo não merecem ser ovacionados. Fascismo de direita ou de esquerda devem ser apenas tristes lembranças de um passado que não devemos repetir.

Agora é manter o ritmo Governador - vamos também mudar o nome dos logradouros e/ou cidades com nomes de pessoas vivas. A exemplo da triste "Gov. Edson Lobão", antes chamada lindamente de "Ribeirãozinho". 

A história não pode ser apagada porque já está escrita. O regime militar no Brasil entrou nos anais como um período averso a democracia, cidadania e participação popular. E assim deve permanecer.

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