22 de outubro de 2014

MÚSICO RELATA PRECONCEITO DE MÉDICOS EM IMPERATRIZ



Por meio de seu Facebook, o músico Sanzio Rossiny desabafou sobre um recente evento em que foi contratado para tocar. A festa promovida pela Associação Médica de Imperatriz reunia os profissionais da categoria, gente bem relacionada e ostentando relógios de ouro, carros de luxo,  etc. 

Sanzio relata que um dos médicos pegou o microfone e afirmou: "Somos a elite deste país e esperamos confiantes a mudança. Mudança essa que vai melhorar nossos salários e nunca mais vai trazer médicos de Cuba para cá!" 

Tenho um grande carinho, respeito e até admiração pelos que exercem a medicina. Acho que suas críticas à falta de estrutura para trabalhar e à falta de carreira no serviço público são super pertinentes. 

Porém o Brasil assistiu no ultimo ano um surto de corporativismo da categoria que mais lembra os tempos das medievais corporações de ofício. 

Parece-me que estes se colocam contra fatos históricos: 

a) a homogenização da proletarização dos profissionais da área da saúde, fruto tanto da dinâmica global de pauperização no capitalismo, quanto do desenvolvimento das forças produtivas nesta área, que vai retirando do médico o monopólio do "ato" profissional; 

b) a emergência de uma consciência social que não mais admitirá que não se tenha atendimento médico em tantos lugares, situação esta que expressa a face mais cruel da mercantilização da saúde. 

Contra fatos, fica difícil argumentar e os bravos e bravas da categoria médica me parecem estar se isolando de um sentimento positivo na população: a profissão de médico tem uma função social e não é apenas um patrimônio privado do médico ou da médica. 
Em outras palavras, vamos cumprir as palavras ditas quando do juramento lá na formatura? 

O Povo está cobrando.
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