6 de novembro de 2009

Biblioteca Pública Municipal cabe 15 pessoas no máximo, no entanto...

Me surpreendi ontem, ao passar pela banca de jornal e deparar-me com um noticioso local (O Capital (sic)), com uma das manchetes em forma de "aquiescente comprovação": "Vereadores visitam Biblioteca Publica e parabênizam o múnicipio pelo espaço"
Entre outras pêrolas contidas na dita matéria, os nobres vereadores ao visitarem aquele cubículo que fica anexo a sede do Bolsa-Fámilia, "se surpreenderam com a excelente organização" do lugar e com as condições físicas, "desmentindo o boato de que Imperatriz não teria uma Biblioteca que atendesse as necessecidades de seus estudantes".
Entre as figuras, se destacavam na foto do jornal, o imortal das Letras Edmilson Sanches e a conhecidissima Fatima Avelino, roseanista roxa.
Meus primos que moram em Tinguá, uma cidadezinha o triplo menor que Imperatriz, quando nos visitam, eu faço questão de léva-los nesta dita biblioteca, para os mesmo ao chegarem lá dizerem o quanto o MA é carente por conta da cara-de-pau de seus póliticos e, por conta disso, a consequente falta de leitura do seu povo.
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3 comentários:

Wilson Leite disse...

Camarada Carlos Leen,
Tive o desprazer de assistir essa matéria, não tem como descrever a sensação de nojo que dá com os depoimentos enaltecendo o local e o acervo - apesar de ter vários outros exemplares guardados devido o local não ter condições de recebê-los - além de ver o cuidado que os operador da camera para não mostrar livros em péssimas condições, cadeiras, mesas, mofos, pisos, e paredes.
O esquadrão da moda ataca novamente, estão cumprindo bem o seu papel de defender o governo do qual eles fazem parte até de baixo d'água, bom pra eles que seus filhos não precisam pesquisar na referida biblioteca pública.

HELLEM CLARA disse...

Vale ressaltar tambem que esses ditos 'jornalistas" na verdade não possuem etica alguma. (não devem sequer ter formação superior, não que isso seja críterio pra se ter etica, mas pelo menos ajuda). Uma vez que são pagos extritamente para aquilo, tal qual as prostituta que dormwm com quem lhe pagam melhor.

Luís Diniz disse...

Mais cedo ou mais tarde chegará o dia em que um governo vai queimar todos os livros que alí estão, um por um, sorrateiramente, no intuito de que a população esqueça de que um dia - "era uma vez..." - houve algo similar a uma bibilioteca na nossa cidade.