2 de abril de 2009

Impressões, secreções e desatinos.

Caótica. Essa parece ser a impressão exata para quem vem de fora e acompanha o desenrolar dos acontecimentos políticos no MA. Ao conversar com Djam uma hippie angolana que já mora em São Luis há doze anos, esta me diz que a culpa pelo que o Maranhão passa não é Roseana, mais sim o Sarney pai (?), e que esta é uma guerreira (?????), certo de que iria me chatear decido não alongar muito o papo e depois de uma boa golada em uma dose de cachaça despeço-me de minha interlocutória para ir ao ato publico que iria acontecer na Praça Deodoro. Lá chegando, me estabeleço próximo dá barraquinha mais próxima de destilados(resolvo tomar uma tal de chupa-chiri) e fico a escutar as falas que se manifestam no palanque construindo em frente a Biblioteca Municipal.Em peso o MST do Maranhão, alem de alguns pouquissimos militantes do PT , do PDT e claro a população local.Segundo o Corpo de Bombeiros 15 mil pessoas no evento.
Eis que se aproxima de mim Remildo, musico cantor brega e como se percebesse que eu estaria disposto a ouvi-lo começa a desabafar sobre sua visão em relação ao governo Jackson, diria que impropérios é um termo eufemistico para definir o que este cidadão ludovicense me disse.
Ao que parece, para a grande maioria na capital que imaginaram haver mudanças significativas com a quebra da oligarquia no Estado, a decepção foi amarga. Eu quero acreditar que Jackson não é pior que Roseana, mas pelos relatos aos quais tive acesso nessa passeata, pelo visto se depender do povo de São Luis, o velhinho já era.
Sem o MST dos interiores, militantes do PT e PDT, ninguém mais fará a pressão. Será pouco provável uma resistência direta a desição judicial.
Conclusões: o que temos a vista não será um conflito de classes, mais de interesses políticos localizados, ou seja, não dá pra reduzir a luta pela democracia apenas ao voto, mas tambem pela pespectiva de lutar pelo avanço de Políticas Publicas verdadeiras, nesse sentido a classe dirigente vai ter que aprender a “mandar obedecendo” e quanto a nos devemos estar preparados para este grande desafio que é a luta por uma sociedade socialista e livre, não pondo em vista interesses próprios, com fins de acumulação de bens, por exemplo, para não se enganar com conformismos.
Muito me alegra ver de volta meus queridos companheiros do MST, de volta, em marcha, aguerridos e ajudando a organizar os trabalhadores do campo e da cidade. É mais ou menos por aí que temos que ir. A programação encerra com o show de Bete Carvalho, um showzaço por sinal.
Quanto a Djam, a hippie que eu conheci, tornei e vê-la de novo e fiz-lhe algumas considerações acerca desta família que explora o Maranhão há 40 anos. Que domina os principais órgãos de impressa do Estado, que mentem para manipular e permanecer no poder, com essa estrutura social injusta, fruto da lógica capitalista e coronelista no Brasil.
Ela apenas sorriu e me disse: “Mas Roseana não teve culpa de nascer na família que nasceu...”.
Diante desse argumento, despediu-se e foi com turistas dar um mangueio, vender seu material de artesanato.
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3 comentários:

karine disse...

não sabia que voce tinha conhecido- a antes!
" o povo maranhense deve dizer xô sarney, nao xô roseana, ela é uma guerreira" até que ponto vai a alienação midiária.. aeihaiehia

Carlos Leen Santiago disse...

Karine:
Eu a conheci la , no mesmo dia. Nossa conversa se deu em momentos diferentes, no mesmo dia.

Anônimo disse...

È importante ouvir as opiniões de pessoas digamos "alheias" ao meio político, assim podemos ver a que ponto estamos "dominados" pelo grupo Sarney que não por acaso manipula a mídia maranhense e o judiciário nacional.È irônico mas as impressões são excreções.

Verônica