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14 de março de 2013

DUAS PEQUENAS POLÊMICAS NA PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA E COTIDIANO DA AMAZÔNIA

Por esses dias em uma das disciplinas de pós-graduação em História e Cotidiano, levantei dois pontos que felizmente, terminaram no bom debate para o conjunto da turma. 

Compartilharei agora com os leitores do blogue. 

A primeira discussão foi sobre a questão do método em Marx. Eu dizia que que ao contrário de Weber e ao contrário de Durkheim, [só para citar dois grandes no âmbito das Ciências Sociais] Marx não se deteve aprofundadamente em elaborações metodológicas para explicar seu escritos sobre o método, ou seja, você só apreende o método marxiano a medida em que sua apreensão da forma de extratar o objeto só é possível quando nos apropriamos de sua análise teórica. 

E se formos rastrear o conjunto da obra marxiana encontraremos poucas páginas direcionados a essa questão, uma delas é o capitulo 01 do livro escrito com Engels e publicado no Brasil: A Ideologia Alemã. Marx portanto não nos deixou uma “lógica”. Marx nos deixou a lógica do capital. 

Isso posto esclareço que não houve intenção de dizer que “Marx não tem um método.” Mas sim de dizer que em sua elaboração teórica Marx nos proporcionou conhecer um objeto e se deteve em proporcionar a lógica determinada desse objeto. 

Segundo Lênin: Uma análise concreta de uma situação concreta. 

Resumindo: conhecer o método de Marx é ler “O Capital”. 

Daí surge a segunda polêmica: O debate acerca do método em alguns autores que estamos lendo na disciplina. 

Não se pode extratar, recortar, o método maxiano sem apreender o seu objeto e suas especificidades histórico-sociais. Segundo Marx “Teoria é a reprodução ideal do movimento real de um objeto.” 

Vários autores percorreram por essa, ao meu ver, “enviesada” proposta de destacar o “método em Marx”. 

“Problemão” e tanto aliás. 

Terminei minha fala alertando sobre um dos aspectos essenciais do debate em Marx, originária na Filosofia do Direito de Hegel, cujo coração estava a problemática do Estado e a tentativa de decifrar a relação com a sociedade cível burguesa. 

Um viés bem mais interessante do que fazer a análise literária dos textos, sob a capa do destaque no método, não acham? 

Opiniões, sugestões, críticas e aportes serão bem vindos.

14 de março de 2011

Ulisses Braga: Capitalismo x Socialismo

O escritor e advogado, membro da academia imperatrizense de Letras, Ulisses Braga, em algum dia do ano de 1987 escrevia para uma seção do Jornal “O-Progresso”, intitulada “Problemas políticos contemporâneos”, sobre os dois grandes pólos da mesma realidade surgida no seio da sociedade moderna industrializada: Capitalismo e Socialismo.

Para Braga tanto um quanto outro falharam em suas intenções. O socialismo falhou por buscar a perfeição absoluta e relegar ao individuo a perca de seus interesses individuais frente aos interesses coletivos, burocratizando-o cada vez mais. Já o capitalismo transformava os indivíduos possuidores do capital em “seres possuídos pelo capital”, quê os tornava egoístas e causava de um lado a concentração da riqueza para poucos e do outro, pobreza, doença e analfabetismo para muitos.

No ano em que este texto foi lançado vivíamos já uma desgastada guerra fria entre as duas grandes superpotências da época: EUA e União Soviética. Ambas possuíam arsenal bélico nuclear suficiente para exterminar a vida na Terra. Um representava o ideal capitalista e a outro, a socialista – ambos juntos eram tão somente um quadro da débil condição humana frente ao infinito Cosmos. Do ponto de vista espacial nosso planeta é um grão de poeira cósmica e que corria rumo á autodestruição.

Para Eduardo Galeano as utopias serviriam para que nunca deixássemos de caminhar em buscar de nosso horizonte. O autor do clássico “As veias abertas da América Latina” refletia aí a necessidade de termos um sentido de existência maior, mesmo que fosse de caráter utópico - A busca por um mundo mais justo e fraterno. Algo semelhante ao que dizia Leon Trotski em seu conceito de “Revolução Permanente”, onde afirmava da necessidade do caráter dialético e de constante reformulação da teoria revolucionária. Trotski pagaria com a própria vida por ter rompido com o Partido Comunista russo e com Stalin, que imporia uma ditadura de estado na URSS. O final disso vocês conhecem.

Figura importante para o pensamento ocidental era Wladimir Lênin. Em seu celebre trabalho “Esquerdismo: Doença infantil do comunismo” falava sobre o idealismo ingênuo de alguns teóricos que viam com maus olhos tudo aquilo que não lhes tinha caráter pré-determinado. “Para alguns ditos comunistas, quando um dia, chegarem ao poder, pronto: farão o comunismo ser realidade no dia seguinte. Quem não concordar com isso não é comunista (...)”, dizia Lênin.

Toda a teoria que não se transforma, que é imutável e infalível, é dogmática e passível de ser tornar uma religião. Uma teoria sobre qualquer coisa da realidade que explique-a totalmente é a teoria de um mundo morto, de uma realidade engessada. Não existe verdade. Existem verdades. Os homens não escolhem a que tipo de realidade terá que enfrentar para viver um mundo melhor. Ponto.

Retomo novamente ao Universo – vistos lá de cima parece-me difícil defender cegamente qualquer tipo de dogma, religião ou nacionalismos. Somos apenas um pontinho de poeira, esquecidos numa galáxia na periferia do cosmos, com bilhões de estrelas e nebulosas.

Quanto a Ulisses Braga, este nasceu em Carolina no MA. Se tivesse nascido em Berlim, Paris ou Roma, seria reconhecido internacionalmente como integrante do rol dos mestres - os que elevam a forma no estilo da escrita ao seu ápice, tais como: Kant, Rosseau, Gramsci, Mezzaros, Thomas Mann, Saramago etc.

23 de novembro de 2010

Noleto e Vanusa Babaçu

Noleto visita Imperatriz
Quem andou nos visitando por esses dias foi nosso querido companheiro, revolucionário candidato ao senado Luis Noleto. Ele esteve na região para ministrar o curso “Como funciona a sociedade?” para estudantes de Serviço Social de uma faculdade particular de Imperatriz. O curso é uma verdadeira aprendizagem dos tópicos básicos do marxismo, tais como: teoria da mais-valia, conceitos de alienação e teoria do valor-trabalho. Valeu Noleto no natal à gente se encontra por aqui de novo. Na foto ao lado deste blogueiro no Bar do Claudecy.



Vanusa Babaçu expõe hoje no IFMA: Movimentos, lutas e resistências

A exposição fotográfica de Vanusa Babaçu, ativista social, já percorreu o Brasil e foi vencedora numa mostra cultural em Campinas-SP. Ela agora expõe no IFMA e logo mais à noite na Semana “H” de História, na Uema/Cesi. As fotos em sua maioria demonstram sensibilidade no trato as grandes lutas que o povo brasileiro em especial da região amazônica (movimentos sociais), enfrenta para ao longo da vida permanecerem vivos. Uma ode a vida acima de tudo e um recado à humanidade.

20 de abril de 2010

Partido oferece curso de formação política no município

O Coletivo Ação Comunista (CAC), órgão interno do Partido Socialismo e Liberdade (Psol), realizará nos dias 24 (de 08h00 às 18h00) e 25 de abril (de 08h00 às 12h00), seu primeiro curso de formação política em Imperatriz com o tema “Como funciona a sociedade?”. O evento será ministrado pelo professor Acrísio Mota, atualmente membro do Grupo de Estudos Marxistas do Maranhão (Gemmarx). O Curso será na avenida Bernardo Sayão, nº 1443, bairro Nova Imperatriz, sala 01 e a idéia principal segundo Wilson Leite, presidente do Partido na cidade, é oferecer oportunidades de formação às lideranças sindicais, ajudando na direção de suas entidades.Será trabalhados quatro eixos: A sociedade em que vivemos; Riqueza e pobreza; A exploração capitalista: salário, mais-valia e acumulação; Estado e ideologia. A previsão é de uma turma de 25 pessoas, sendo 10 filiadas ao partido e as demais estudantes ou sindicalistas. A inscrição segue até o dia 15 no valor de R$10,00 para os estudantes e R$ 20,00 para os demais, e nela estão inclusos lanche e almoço em ambos os dias. Os sindicatos são prioridade, mas quem se interessar pode encaminhar um e-mail para tae_wilson_lee@hotmail.com.
Texto e edição: Juliana Carvalho
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