Mostrando postagens com marcador SECMA. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador SECMA. Mostrar todas as postagens

13 de novembro de 2019

Programação: Mês da Consciência Negra e Dia da Umbanda


A Superintendência de Cultura de Imperatriz, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura (Secma), em parceria com a Superintendência de Articulação Política, a Associação dos Artesãos de Imperatriz, a Universidade Federal do Maranhão e líderes de várias casas de culto de Matriz Africana realizam em Imperatriz programação especial em alusão ao mês da consciência negra e ao Dia da Umbanda, comemorado em 15 de novembro. 

O evento acontece nesta quinta-feira (14) às 19h e sexta-feira (15) às 18h. Com o tema ‘Povos de Terreiro: Arte, Cultura de Paz e Meio Ambiente’, as atividades visam fortalecer a cultura de matriz africana em Imperatriz e região, combater o preconceito e ampliar o conhecimento a respeito em vários campos de atuação, dentre eles a construção da cultura de paz e a preservação do meio ambiente.

Mais de dez casas de terreiro participarão do evento, contando ainda com as cidades de Açailândia e São Miguel-TO. 

Na programação, está previsto para esta quinta-feira, 14, Roda de Prosa na Universidade Federal do Maranhão, a partir das 19h. A conversa terá a participação como convidados Ugo Leonardo Araújo Dias (Pai pequeno da Tenda Espírita Oxum e Obaluaê); Mãe Leia (Terreiro Santa Bárbara); Pai França (Terreiro de Santa Bárbara Guerreira/Bela Vista-TO). Mediação: Professora Drª  Herli de Sousa Carvalho. Já na sexta-feira, 15, acontece apresentação cultural ‘Toque para os Orixás’, na Praça da Cultura de Imperatriz, a partir da 18h.

11 de novembro de 2014

ESTER MARQUES NA SECRETÁRIA DE CULTURA


O governador eleito Flávio Dino segue com a composição de sua equipe de trabalho. A professora Ester Marques foi anunciada na manhã desta terça-feira (11) para assumir a Secretaria de Cultura a partir de 1º de janeiro. 

Publicado no Blogue de Ed Wilson

Este é o 21º anúncio de Flávio Dino através das redes sociais. Ester Marques assumirá a Secretaria de Cultura com o objetivo de implementar compromissos assumidos pelo Programa de Governo apresentado por Flávio Dino, como a expansão de estruturas adequadas para atividades culturais em municípios maranhenses e também do Programa Pontos de Cultura, do Governo Federal, democratizando o apoio financeiro e técnico aos grupos culturais. 

Conheça o perfil da nova secretária: 

Ester Marques – Secretaria de Cultura Ester Marques é professora do Departamento de Comunicação da UFMA, formada em Comunicação, com mestrado em Comunicação e Cultura pela UNB e está concluindo o doutorado em Ciências da Comunicação. É do Conselho Estadual de Cultura, da Comissão de Análise de Projetos da Lei de Incentivo da Cultura. Coordenou como analista técnica o Plano Estadual de Cultura. É também produtora cultural e membro da Comissão Maranhense de Folclore. Foi diretora geral do Sesc no Maranhão. Desde 2012, é assessora de Comunicação da UFMA.

Minha opinião: Conheci Ester Marques nas lutas no Conselho Estadual de Cultura. É sem dúvida um quadro técnico e político de peso. Teoricamente a Professora Ester Marques reúne as condições necessárias para fazer um bom trabalho junto a SECMA. Pelo menos teoricamente.

9 de março de 2013

POSSE DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA FINALMENTE

Por e-mail recebo a notícia que será empossado o novo conselho estadual de cultura

Segundo consta a secretaria da pasta, Olga Simões, reuniu setores do movimento para garantir que até o final do mês finalmente efetivará os nomeados, garantindo inclusive que o pleito se inicie a partir da posse. 

No Maranhão estamos em déficit com a democracia e a transparência no que diz respeito a aplicação dos recursos públicos na esfera cultural. Para isso é que serve o conselho, pois além de em ultima instância deliberar sobre o orçamento, também fiscaliza se os recursos estão sendo aplicados de fato. 

São João, Carnaval, Patrimônio cultural: tudo que é investido em segmentos culturais podem e devem passar pela apreciação do conselho, que tem a responsabilidade de estabelecer o diálogo entre poder público e sociedade. 

Luta que segue !

23 de fevereiro de 2012

CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA: GOVERNO FALTA ENCAMINHAR MAIS DOIS NOMES, DIZ OSORIO

(Foto: No centro Bulcão, a direita o atual presidente do Conselho Armando Nobre)


O Conselho Estadual de Cultura passou a ter novos membros para o biênio 2011/2013. A escolha aconteceu em novembro entre os dias 16 e 17. Os novos eleitos são representantes da cultura maranhense perante o poder público e a sociedade civil. A posse dos novos conselheiros se dará em data a ser confirmada logo após o governo estadual encaminhar mais dois nomes do segmento "poder público" em ato oficial assinado pela governadora do Estado, esclareceu o representante do segmento cultura popular Osório Neto. Reunião com o Fórum da Sociedade Civil deverá acontecer este fim de semana.


Novos membros do Conselho Estadual de Cultural


Segmento: Memória e documentação
Conselheiro Titular: Maria da Conceição de Sousa – São Mateus
Conselheiro Suplente: Diana Rocha da Silva – Grajaú
Segmento: Artes Visuais
Conselheiro Titular: Rosivane Pereira de Farias – Lago da Pedra
Conselheiro Suplente: Raimundo Morais Pessoa Filho – Açailândia
Segmento: Patrimônio Cultural e Memória
Conselheiro Titular: Carlos Leen Santiago Santos – Imperatriz 
Conselheiro Suplente: Elcio Cadete Silva – Cururupu
Segmento: Artes Cênicas 
Conselheiro Titular: Moisés Abílio Costa – Bernardo do Mearim
Conselheiro Suplente: Francisco Antônio Cruz de Sousa – Açailândia
Segmento: ÁudioVisual 
Conselheiro Titular: Francelmir de Lima Souza 
Conselheiro Suplente: Nilton Carlos Costa Almeida – Pio XII
Segmento: Livro e Leitura 
Conselheiro Titular: Manuel Santana de Oliveira Neto – Pedreiras 
Conselheiro Suplente: Domingos Izaias César Ribeiro – Imperatriz
Segmento: Música 
Conselheiro Titular: Emanuel de Jesus Pereira Sousa – São Luis
Conselheiro Suplente: Giovane Pietrinni Pereira Sampaio – Imperatriz
Segmento: Cultura Popular 
Conselheiro Titular: Paulo Francisco Carvalho Bertholdo – São Luís 
Conselheiro Suplente: Antônio Deyvit Serra Pacheco – Vitória do Mearim

22 de novembro de 2011

II FORUM ESTADUAL DE CULTURA E PROJETO COMCULTURA DA UFMA




II FORUM ESTADUAL DE CULTURA

Realizado dias 16 e 17 em São Luis com participação de representantes de cerca de 200 municípios, o II Fórum de Cultura me pareceu, a princípio, um enorme e caótico balaio(sic) de gatos. Porém, com o andar da carruagem, foi se percebendo quem estava melhor articulado e quem era quem no “jogo do bicho”.
Venceu, no geral, quem tinha essa melhor articulação. O prêmio (ou não) era uma vaga no Conselho Estadual de Cultura. Pela manhã aconteceu a escolha dos nomes pela messoregião e à tarde, pelo segmento de atuação. Confesso que achei esdrúxula a forma como as ditas messoregiões foram divididas. Só pra citar um exemplo, Imperatriz e Carutapera estavam na mesma área. Se meus conhecimentos em Geografia estiveram corretos, isso se deu pela proximidade com a bacia amazônica. Vá entender!
Pois bem, o ativista cultural Osório Neto (foto), que representava o município de Governador Edison Lobão, foi eleito com ampla maioria como conselheiro titular desta nossa Mesorregião.
Pelo segmento houveram algumas surpresas. Uma delas foi a minha ida ao Conselho no segmento Patrimônio Cultural e Memória . Estiveram presentes no debate cerca de cinco municípios: São Luís, Cururupu, Presidente Médici, Imperatriz e Pinheiro.
Algumas outras surpresas: O ativista cultural Paulinho Dimaré (São Luís) entrou no conselho no segmento Cultura Popular. Dimaré é uma daquelas figuras a serem ovacionados pelo trabalho que vêm desenvolvendo. Esse promete.
Pelo visto dentro da Fundação Cultural de Imperatriz há alguns “rachas” internos. Teve membro da equipe que não deu nem as caras e fez seus “movimentos” por conta própria lá. Outros preferiram não interferir mais saíram chateados com alguns resultados.
Segundo o jornalista Domingos César, "Ao encerrar o II Fórum Estadual de Cultura, o secretário de Estado de Cultura, Luis Henrique Bulcão informou que os delegados (titulares e suplentes) eleitos tomarão posse no próximo mês de dezembro". "A governadora Roseana Sarney assinará o decreto de nomeação dos novos conselheiros para que os eleitos possam ser empossados”, afirmou Bulcão.
Por sua vez, o presidente da FCI, Lucena Filho, se disse satisfeito com a atuação da delegação local, ressaltando que o município de Imperatriz estará bem representado no Conselho Estadual de Cultura.

PROJETO COMCULTURA REALIZA SEMINÁRIO
Antes de adentrar no assunto propriamente dito gostaria de pedir desculpas pela ausência. Estes dias fiquei sem internet. Vamos ao texto:
Em um recente seminário elaborado pelo Projeto Comcultura do curso de Comunicação Social da UFMA tive o grato prazer de falar acerca das demandas de politicas públicas na esfera cultural de nossa cidade.
Estiveram comigo a Professora Letícia e o também historiador Adalberto Franklin que fez uma fala muito interessante acerca do próprio fazer jornalistico ligado a cidade como fenômeno cultural e claro, o inexistente Plano Diretor de Imperatriz.
De minha parte tentei elencar em breves palavras a problemática de apoio e incentivo ao fazer artístico e cultural ligados ao turismo por parte das ultimas gestões municipais e estaduais. Infelizmente boa parte dessas problemáticas ainda não foram resolvidas pelo terrível marasmo politico em que vivemos graças há uma letargia descabida que reina e domina o atual cenário. Há porém uma luz no fim do túnel. Recentemente o Conselho Estadual de Cultura voltou a ordem do dia, mais especificamente no II Fórum realizado na ultimo quinta feira. Com o conselho poderemos minimamente estabelecer alguns nexos constitutivos com o Estado e quem sabe atenuar a problemática. Resolver de vez o caso por enquanto é ainda um sonho maior a ser perseguido.


 

9 de junho de 2010

Bulcão não agrada muito com sua conversa macia

No último sábado, dia 05 de junho, aconteceu em Imperatriz mais uma etapa do Fórum Regional de Cultura, realizado pela Secretaria de Estado da Cultura (Secma) e contou com mais de 20 municípios da chamada mesorregião oeste. O evento é estruturado em cinco grandes encontros, sendo eles nas cidades de Arari, Bacabal, Codó, Impeartriz e São Raimundo das Mangabeiras e reúne gestores públicos culturais e representantes da sociedade civil organizada.

Durante o encontro foi lançado um edital para financiamento de projetos culturais. Nomeado de Edital Universal, lançado no último ato do espetáculo, de uma tragédia medíocre, na qual a platéia, que somos nós, devemos simplesmente aplaudir, como se não soubéssemos ler nas entrelinhas da maquiagem, da luz, do figurino e do cenário montado com atores despreparados e um texto piegas.

Alguns painéis de debates que abordaram os Sistemas Nacional, Estadual e Municipal de Cultura, o Conselho Estadual de Cultura, conduzido pelo atual presidente Armando Nobre, e ainda Estruturação e Sistema Estadual de Informações Culturais e ao Sistema Nacional de Cultura, apresentado por Roberto Peixe, representante do Ministério da Cultura.

A cidade de Imperatriz foi bastante representada, tanto pelo poder público, quanto pela sociedade civil representada pelo Fórum Permanente de Cultura, demonstrando o quanto a cidade encontra-se preparada para as discussões referentes a políticas públicas para cultura.

Com o olhar bastante crítico para todas as abordagens, questionamos a dificuldade para recebermos informações da Secma, em especial os municípios mais afastados, que sequer tem sinal para celular, e a internet ainda é uma realidade distante sendo assim penalizados por não estarem “conectados” ao mundo globalizado e excludente.

Contrariando deste modo a definição de globalização que o representante do governo do estado, Chico Brasil, quando disse: “globalização nada mais é que informação para todos ao mesmo tempo”.

Visão simplista de um processo que têm por conseqüência a subjugação e exclusão e os efeitos sobre a cultura, especialmente nos países pobres, onde os contrastes sociais são ainda mais perceptíveis. Por um lado os excluídos são taxados de incompetentes e passam a ser responsabilizados pela sua própria pobreza e falta de informação. Por outro lado, aqueles que recebem as “benesses” da dita globalização, detém a informação e os meios de produção.

Quando falamos do descompromisso, é porque sabemos e ajudamos a construir os avanços que tivemos nos dois anos em que a oligarquia nefasta, que insiste dominar nosso estado, esteve afastada do Palácio dos Leões. Vários editais, posse do conselho de cultura, descentralização de recursos para cultura, fóruns e seminários permanentes com a participação ativa de centenas de fazedores de cultura no estado do maranhão.

O discurso raso feito pelo representante da governadora Roseana Sarney, e o discurso esvaziado feito pelo então secretário de cultura do estado do maranhão, senhor Luis Bulcão, foi criticado por vários ativistas culturais, dentre eles Conceição Amorim, do Centro de Direitos Humanos Padre Josimo, que, aliás, teve participação relevante no Fórum e afirma categoricamente: “é uma demonstração dupla do descompromisso que este governo tem para com a cultura do povo maranhense”.

A tentativa ao que nos parece é a de querer “maquiar” com Fóruns realizados às pressas e sem diálogo com os atores culturais das respectivas regiões, a remissão de suas falhas históricas. Para Carlos Leen, membro do Fórum de Cultura, “O secretário não tem clareza das propostas, escorrega nos questionamentos feitos pela plenária e tenta desviar a atenção com citações poéticas e um jogo corporal performático” e completa dizendo: “Bulcão já esteve por quatro vezes na mesma secretaria, e o resultado do desastre como gestor é notório e público”.

Com isto não estamos tirando a importância dos Fóruns, eles são importantes, inclusive para percebemos de fato qual a proposta de políticas públicas para a cultura do maranhão. Os Fóruns são imprescindíveis, independente do governo e são espaços para formação, informação e elaboração de um pensamento, ainda que não unificado, a respeito da cultura e das políticas públicas para cultura a serem traçadas em nosso estado, a começar por nossos municípios, distante da bela ilha.


Por Lília Diniz

Artista de Imperatriz-MA

e do Fórum Permanente de Cultura de Imperatriz

6 de junho de 2010

Fórum Regional de Cultura é realizado em Imperatriz





Com a participação de diversos municípios das mesoregiões oeste e sul, aconteceu ontem, sábado, 05, no Hotel News Anapolís, mais uma edição do Fórum Regional de Cultura, atividade promovida pelo SECMA, mas que é definida como ação do Ministério da Cultura com vistas a se descentralizar, pelos interiores, políticas publicas na esfera cultural.
Durante todo dia foi-se discutida temas como: Economia Criativa, Sistemas de cultura, experiências exitosas dos consórcios intermunicipais e processos de municipalização da Cultura no Maranhão.
Só pra esclarecer a que pé estamos: na conjuntura atual se o Maranhão já é pouco, ou quase de forma alguma lembrado, no que diz respeito a recursos e apoios a editais, imagine Imperatriz e toda a mesoregião oeste em relação a São Luis, a capital. Só o Pará por exemplo possui o triplo de editais, como por exemplo o cine + cultura.
O representante do Ministério da Cultura, Roberto Peixe, afirmou categoricamente que quanto a isso a sociedade civil deve estar constantemente mobilizada para destoar o coro dos contentes. Peixe ainda afirmou que é diretriz básica do MinC através do SNC (Sistema Nacional de Cultura) interiorizar cada vez os editais e fomentos a projetos. Vale destacar as presenças muito eloqüentes da ativista dos direitos humanos Conceição Amorin, que fez um balanço geral da situação e lembrou aos nobres gestores que da forma como vem sendo conduzida, sem recursos mínimos os conselhos sequer funcionam e de Lilia Diniz (na ocasião Maria Lilia) que mesmo sendo integrante da Fundação Cultural não poupou criticas a situação de descaso e falta de informação que Imperatriz e região vem sofrendo.

Eis que com a palavra o nobre Secretário de Cultura do Estado, Jose Henrique Bulcão, mais macio que seda e mais liso do que quiabo, afirmou que ali era um verdadeiro aprendizado, que a culpa da situação ter chegado aonde chegou é do próprio homem (sic). Justificou sua ausência nos trabalhos da manhã e permaneceu durante todo o dia nas discussões. Perguntado sobre a dita surpresa que iria ter o teatro nos próximos dias afirmou que não poderia dizê-lo há não ser na presença do diretor da ASSARTE.
O evento teve várias apresentações de teatro, musica, dança durante toda a programação e no encerramento. A coordenação do Fórum Municipal de Cultura, entidade local que agremia promovedores e artistas, estará se reunindo nesta terça, as 19:00, para fazer um balanço pós-forum regional.

19 de maio de 2010

Reunião do Fórum de Cultura com Bulcão até que foi proveitosa, mas...


Na tarde de ontem recebi um inesperado telefonema de uma companheira que pertence, junto comigo, ao Fórum de Cultura de Imperatriz, entidade que agremia diversos artistas e fazedores de cultura na cidade e que atualmente luta para fazer valer as políticas publicas de descentralização, acesso e democratização da cultura de modo geral.
O telefonema em caráter de urgência me avisava de um encontro nosso do Fórum com o atual secretário de cultura do estado, senhor Bulcão, que de ultima hora resolveu abrir uma agenda com o movimento cultural da cidade. Vale ressaltar que diante dos diversos avanços que temos feito, até mesmo ocupando prédios públicos para a cidadania, de modo amplo, esta falta de sintonia com a secretária de cultura do estado é uma pratica ainda corriqueira e deveras preocupante.
Reunião marcada a portas fechadas no Teatro Ferreira Gullar imediatamente corremos e tentamos mobilizar o máximo de companheiros para expor nossas pautas. Dentre elas a terrível falta de comunicação entre os gestores da cultura do estado e a nossa cidade, alem da obvia centralização dos recursos e da falta de editais para incentivo a cultura no Maranhão.
Bulcão demonstrou ser “cordial” e “cavalheiro” (sic), um doce de pessoa, concordando com todas as reivindicações dos artistas dentre elas a reforma do teatro e a possibilidade de aumentar as demandas de participação nos eventos e fóruns organizados pela SECMA. Descontraído chegou até mesmo a prometer a possibilidade de surpresas para o Teatro Ferreira Gullar para ainda o dia 05 de junho.
O único momento claramente “mal educado” foi quando o ex apresentador Hernandes Timóteo nos momentos inicias de apresentação, declarou-se da Associação Gay, em tom irônico e debochado, imediatamente saiu e nem sequer participou da reunião com o movimento social, deixando claro ali sua condição de mero bajulador de quem está no poder. Feio fica também pra o gestor que ainda traz em sua “curriola” um tipo desses. Ah, se tiver alguém aí do movimento GLBT com certeza cabe processo....

15 de maio de 2010

Lilia Diniz expõe a forma desrespeitosa com que os artistas de Imperatriz são tratados

Por Lilia Diniz
No dia 13 de maio soube por um amigo, agente cultural da Imperatriz, que iria acontecer no dia seguinte das 14 às 18h, na Escola Amaral Raposo uma Oficina ministrada pela Funarte. Oficina destinada à Capacitação para Multiplicadores dos Microprojetos Mais Cultura na região, que vem percorrendo vários municípios brasileiros.
Não poupei esforços e articulei, junto a Fundação Cultural de Imperatriz e ao Fórum de Cultura, além da minha lista pessoal de e-mails, a mobilização de artistas e produtores culturais da cidade, no intuito de democratizar a participação, haja vista que a Oficina, caiu de pára-quedas na cidade.
Viabilizada pela Secma, o modo como a tal Oficina chegou até nós, é reflexo da gestão desastrada do secretário de cultura do estado. Pautada na falta de diálogo e na centralização das decisões, a gestão é pífia e nos coloca no retrocesso histórico, que, aliás, é marca da oligarquia, que através de um golpe judicial, entregou o Estado a Roseana Sarney, cai bem lembrar o slogan parafraseado: “Maranhão: de volta ao atraso”.
Estive na tal Oficina e fiquei bem animada com a participação de mais de vinte pessoas, muita gente para o pouco tempo de mobilização.
A Oficina, que na verdade, não passou de uma breve passagem de slides, teria sido razoável não fosse a petulância da diretora executiva da Fundação Nacional de Artes (Funarte), a senhora Myriam Lewin.
Senhora da verdade suprema, Myriam Lewin mancha a história de uma instituição que vem contribuindo com a grande mudança no cenário da cultura nacional, a Funarte, ao se dirigir de modo grosseiro a mim, chegando a me deixar constrangida diante das pessoas que ali se encontravam.
Sucede que, mesmo reconhecendo a importância dos 43 editais, dos quais sou divulgadora para minha lista de e-mails, mesmo compreendendo as limitações orçamentárias para contemplar a todos de modo satisfatório, não perco a minha capacidade crítica de entender que este é um ano eleitoral, logo prevalece a distribuição de migalhas aos que sempre receberam migalhas, sem reclamar. Eu reclamei.
Ao abordar sobre os descontos de impostos, do referido edital, para pessoa física que pode chegar a 27%, sob o valor de R$ 17.850,00(dezessete mil oitocentos e cinqüenta reias), a senhora Myriam Lewin, deixou clara a postura de uma elite que não quer a divisão igual de renda, que nós artistas pobres, nordestinos, excluídos, herdeiros das senzalas, tribos indígenas e ciganos, temos que fazer arte por amor e nos conformar em roer o sabugo do milho.
Segundo ela “o critério de ganhar pouco é relativo” e que “se no sul é necessário cem mil para fazer um projeto, aqui nós podemos adequar e fazer com dez”, afinal “a idéia não é ganhar dinheiro”. Quero saber se ela veio, por amor, ministrar a Oficina. Eu só faço arte por amor e preciso muito do dinheiro que ela me propicia, criei três filhos vivendo de arte, para arte, com arte.
Esclareço a esta senhora que artista é trabalhador, que vivemos em um sistema capitalista, e que, se a destinação de recursos para o fomento à cultura do sul e sudeste tem sido maior do que o fomento para as outras regiões, nós não concordamos e nem por isso queremos que eles passem a receber menos, nós queremos é chegar a um nível de igualdade no qual possamos desenvolver nosso potencial artístico e cultural, sem discriminações, protecionismo ou amadorismo.
Lembrei de uma situação que vivi quando adolescente ao denunciar as condições precárias da escola em que estudava e por isso fui suspensa por quinze dias. Isso pesou tanto que não consegui reagir à altura. As lágrimas desciam em enxurrada e um nó me apertou a voz. Felizmente ainda conseguir dizer a ela, e aos presentes, que ela estava me constrangendo e estava muito armada. E que, se fosse para mostrar as armas eu também as tenho, a começar criticando a forma, como a tal Oficina chegou até nós.
Fiquei extremamente constrangida pela forma grosseira como fui tratada, além de ter sido considerada, por ilustre senhora, como “debochada e desinformada”. Quem me conhece um pouco sabe que minha história de vida e ativista cultural tem sido pautada pela responsabilidade e compromisso com a formulação de políticas públicas, não somente para cultura. E compreendo que a política de editais é uma conquista dos artistas organizados contra os apadrinhamentos políticos, as negociatas de balcão e não deve ser vista como favor ou ainda, porque o gestor é bom ou amigo da cultura.
Estou me expondo, eu sei, e não quero passar por coitadinha. Estou denunciando a forma como alguns executivos, que pensam serem donos do poder e do conhecimento absoluto, usam de seus cargos para humilhar, menosprezar e tentar coibir qualquer manifestação de insatisfação. Posturas como esta desmontam toda essência de um trabalho que vem sendo construída por vários trabalhadores do MINC, na perspectiva do diálogo, descentralização, diversidade e respeito às diversas opiniões, exemplo disto foi a larga consulta feita para elaboração do Sistema Nacional de Cultura, do Plano Nacional de Cultura e das mudanças na Lei de Incentivo, da qual me orgulho de ter sido colaboradora.
Pessoas como esta senhora, desqualificam o serviço público e serve de grupos sociais ligados ao poder, nunca a população no geral.
Esta prática antidemocrática e autoritária é a base dos executivos despreparados, descomprometidos, e como dizia Charles Chaplin: toda unanimidade é Burra. Não penso e não sou obrigada a ser conivente com as determinações do governo. Tenho senso crítico e o uso por competência e compromisso com a arte, com a cultura popular, com a dignidade humana e com as políticas públicas.
A tal Oficina não caiu de pára-quedas, como disse no início, caiu foi de tijolada e “acertou bem dicunforça na minha mulêra”, que nem coice de jumenta parida!
E pra não dizer que só reclamei, vai uma poesia pra desengasgar meu gurgrumim.
Não quero que meus versos batam à porta de ninguém. Prefiro que entrem pelas fechaduras lacradas dos ouvidos dormentes Que eles saltem as janelas dos olhos enquanto estes dormem e despertem desejos nos pesadelos das noites em claro Que desçam pelas frestas dos velhos telhados pensamentos e os renovem antes que o inverno das dores de gota em gota afogue a esperança do dia ensolarado Quero meus versos inconvenientes invasores sorrateiros Pela necessidade do susto que nos tira a rotina medíocre dos dias

Lília Diniz é artista, poetisa, membro da Acadêmia Imperatrizese de Letras e do Forum Municipal de Cultura
Não quero que meus versos batam à porta de ninguém.
Prefiro que entrem pelas fechaduras lacradas dos ouvidos dormentes
Que eles saltem as janelas dos olhos enquanto estes dormem e despertem desejos nos pesadelos das noites em claro
Que desçam pelas frestas dos velhos telhados pensamentos e os renovem antes que o inverno das dores de gota em gota afogue a esperança do dia ensolarado
Quero meus versos inconvenientes invasores sorrateiros
Pela necessidade do susto que nos tira a rotina medíocre dos dias

Lília Diniz
é artista, integrante do Forum de Cultura de Imperatriz e membro da Acadêmia Imperatrizese de Letras
Texto extraído do site Praça da Cultura: http://www.pracadacultura.com/
Postagens mais antigas Página inicial