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20 de outubro de 2011

UEMA: UNIVERSIDADE CORROMPÍDA?


RECEBI ESTE E-MAIL ENVIADO PELA PROFESSORA CÉLIA COSTA (UEMA), UMA DENÚNCIA BOMBÁSTICA DE TODA ESTRUTURA DE NOSSA UNIVERSIDADE. DENUNCIEMOS E AGITEMOS À ESSA REALIDADE...

SEGUE ABAIXO NA ÍNTEGRA O MANIFESTO DO SINTUEMA (Sindicato dos Trabalhadores da UEMA):

A verdade sobre a falência moral e administrativa de uma Instituição

Denunciar as mazelas e vilipêndios de uma Instituição de Educação Superior que há três décadas agoniza sob a irresponsabilidade administrativa de poucos “iluminados” é dever e missão daqueles e daquelas que há anos dedicaram serviço, suor e lágrimas pelo seu crescimento e participaram de tantas lutas e conquistas. Assim vive a UEMA hoje: um gigante adormecido padecendo de falta de qualidade, atolada em crise moral e falta de legitimidade administrativa da Direção Superior e eivada de suspeitas de irregularidades na área financeira e fiscal.

Passar a UEMA a limpo é comprometer-se com uma instituição nova que olhe para frente, mas sem esquecer as conquistas do passado e as potencialidades do presente. O rico capital humano da instituição foi historicamente desvalorizado. Aliás, sempre fica a impressão de que a UEMA poderia SER mais ao invés de TER mais. Poderia SER mais democrática e humana, cuidando melhor dos seus servidores técnico-administrativos, docentes e alunos. Poderia SER mais respeitada pelo governo (que olha com desconfiança para os “Gestores Superiores”) e pela sociedade que preocupa-se com a credibilidade abalada e qualidade questionável.

Com um orçamento para 2011 de R$ 220 milhões, abaixo do percentual disposto na Constituição Estadual, UEMA poderia TER menos problemas na área financeira. Além disso, ocorre a devolução de recursos ao governo ao final de cada exercício, recursos estes duramente conquistados pela Comunidade Universitária. Sem planejamento e capacidade de execução, a maioria dos projetos não é implementada. Sobre o Planejamento Estratégico (ou o que a UEMA quer SER quando for GRANDE ?), a Instituição gastou 380 mil reais, com dispensa de licitação para a contratação dos consultores. Com a ajuda dos próprios gestores da UEMA, cobaias desse “ensaio de planejamento”, foi produzido um belo e colorido documento. A quem serviu ?. E a UEMA continua PEQUENA, na mentalidade de alguns e na vontade de ser GRANDE.

A UEMA é um canteiro de obras inacabadas, um verdadeiro palanque de promessas, enquanto alunos especialmente das licenciaturas não têm salas de aulas, professores não têm gabinetes de trabalho para atender os alunos, servidores técnico-administrativos ganham e se aposentam com um salário mínimo apesar de suas especiais atribuições, os laboratórios não têm equipamentos, pesquisadores não têm laboratórios, e estes não dispõem de técnicos e auxiliares. E o mais grave, enquanto isso, alunos dos Campi do continente não têm professores efetivos concursados. Surge a pergunta: como fazer educação superior, como “fazer qualidade”, sem professores minimamente titulados nos diversos campi do continente e servidores técnico-administrativos sem salários dígnos? Sobre a falta de prédios e infraestrutura de ensino e lazer, alunos do Curso de Direito de São Luís formalizaram representação junto a Procuradoria-Geral de Justiça do Maranhão, denunciando a situação das obras inacabadas ou paralisadas, citando-se algumas: Centro de Convenções, prédio das Licenciaturas, Prédio da Biologia, vila olímpica, prédio do NUGEO, prédio da reitoria, prédio da Divisão de Bens e Suprimentos, reforma do Curso de História no Reviver, reforma do CCT, reforma da PROG e diversas obras inacabadas nos Campi do continente. Destaca-se a emergencial reforma do Ambulatório do Curso de Medicina em Caxias, que gerou protestos nas ruas da cidade, e a solução para os terrenos doados pela comunidade e prefeituras para a construção dos Campi em Imperatriz, Grajaú, Balsas, dentre outros, nos quais a UEMA não consegue viabilizar os projetos e recursos para construção dos mesmos. Quanta contradição: a UEMA devolve recursos com tamanha demanda interna!

Por uma visão esquizofrênica, o atual Reitor José Augusto Silva Oliveira, em seu terceiro mandato precário, pendente de decisão judicial (Processo nº 680/2011-TJ/MA), inventou com seu Reitorado, mais um programa de qualificação de docentes, o Darcy Ribeiro (Educação Itinerante), que funciona como uma UEMA a parte. Pasmem!: a maioria dos professores do Darcy é formada de recém-graduados, seletivados e sem a preparação mínima para a docência. Acrescente-se que na grande maioria dos pólos as turmas que iniciaram com 30 alunos estão reduzidas a 18, 12 e até 8 alunos, pela ausência de eficiente planejamento e execução do Programa. Previsto para qualificar na primeira fase cerca de 5.000 alunos, o Darcy Ribeiro possui hoje em torno da metade deste quantitativo, demonstrando flagrante ineficácia na aplicação de recursos.

Da mesma sorte, prioriza-se a educação a distância por meio da UEMAnet, outra UEMA a parte. Esses Programas de ensino são eleitoreiros, a exemplo de outros Programas do passado, na medida em que os professores seletivados e alunos virtuais são votantes. Assim, pergunta-se: quem será o próximo deputado gerado pela mamãe UEMA ?. Sob a proteção do manto do MEC que busca melhorar os indicadores educacionais do país e do Maranhão em particular, esses programas da UEMA funcionam como verdadeiros ralos dos recursos do próprio orçamento, transferidos por dispensa de licitação a Fundações amigas como FACT, FAPEAD e ISEC para “facilitar” a execução orçamentária. Na UEMA, as Fundações e empresas terceirizadas pertencem a Gestores da UEMA ou a seus laranjas. A diferença de prioridade entre as duas modalidades de ensino (presencial e virtual) é flagrante num caso: o moderno prédio da Univima (Universidade Virtual do Maranhão) construído no Campus de São Luís (ao lado do RU) foi imediatamente transferido para a UEMAnet, quando deveria ter sido destinado para funcionar os cursos das licenciaturas, sem prédios há 25 anos. Isso se chama insanidade e vilipêndio!. Via de regra, as instuições maduras e que gozam de alta credibilidade científica e social criam programas de Educação a Distância somente depois de terem resolvido as questões de base do Ensino Presencial e, principalmente, depois de consolidarem a Pós-graduação stricto sensu. Na UEMA, a modalidade de ensino a distância virou uma oportunidade de negócio lucrativo e para fins político-eleitoreiros, a exemplo do uso indevido do sistema AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem), que veiculou propaganda da candidatura do atual Reitor e seu Vice. O Balcão desses negócios é a UEMAnet.

Para ilustrar, somente em 2011, a UEMA repassou do próprio orçamento de custeio e capital, 18 milhões de reais para alimentar o Programa Darcy Ribeiro. Os recursos foram transferidos ao ISEC – Instituto Superior de Educação Continuada, com dispensa de licitação, tudo sob o amparo da lei. Da mesma forma, por dispensa de licitação, foram transferidos 17 milhões para abastecer a UEMAnet, cujos recursos são “geridos” pela FAPEAD – Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão, fundação esta controlada pelo vice-reitor Gustavo Pereira da Costa. Essa mesma Fundação foi denunciada pela Procuradoria Geral do Estado em 2009, em face de convênios celebrados com a Casa Civil e a Secretaria de Estado de Comunicação do Governo anterior, no valor de 22 milhões de reais, configurando desvio de sua finalidade de atuação, conforme foi divulgado na imprensa local.

Com os recursos do orçamento da UEMA e sem o necessário controle e aprovação dos Órgãos Colegiados Superiores (CAD e CONSUN), paga-se toda a sorte de despesas, especialmente de pessoal, como os professores seletivados do Darcy Ribeiro e os funcionários terceirizados e tutores da UEMAnet, todos com salários superiores aos servidores concursados e efetivos da UEMA. Daí, surge outra questão: por que o reitorado deveria preocupar-se com o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos servidores técnico-administrativos efetivos se é mais fácil e cômodo terceirizar a UEMA e pagando altos salários?. Observe-se também que o PAES (vestibular) gera em torno de 4 milhões de reais anuais (com as taxas), cujos recursos são também administrados pela FAPEAD. Como são gastos esses recursos? E quem conhece a prestação de contas de todo esse montante de recursos, que alcança a cifra de R$ 39 milhões ?. Com a palavra, a Reitoria da UEMA, o Ministério Público Estadual, Controladoria Geral do Estado, Tribunal de Contas do Estado e a Assembléia Legislativa, esta com prerrogativa de instaurar uma CPI para investigar as verbas destinadas a UEMA, os contratos firmados com empresas e fundações amigas.

Todas as suspeições e mazelas reais da UEMA têm raízes no patrimonialismo institucional resultante de gestões temerárias, frágeis, oportunistas e de uma legislação interna caduca que engessa a democracia e inibe a necessária alternância de poder. Urge a instalação de uma Estatuinte da UEMA, discutida por todos os segmentos da instituição e pela sociedade, como medida para atualizar e aperfeiçoar o Estatuo e os Regimentos Internos. Desde o ano de 2009, que a Administração Superior, por meio da Vice-Reitoria, vem enganando toda a Comunidade Universitária representada nos Órgãos Colegiados, empurrando com a barriga a discussão e aprovação do novo Estatuto da UEMA. Aliás, a fragilidade do Estatuto e do Regimento, gerou uma “interpretação casuística” no CONSUN – Conselho Universitário - que, atendendo ao ilegal propósito do reitor, lhe garantiu um absurdo e inimaginável terceiro mandato. O Parecer interpretativo do CONSUN é “preciosa peça jurídica” que assegura o mandato do atual Reitor e vice na Justiça, mandatos forjados em uma eleição eivada de vícios e irregularidades. No entanto, o mesmo CONSUN reunido em setembro de 2011, recusou-se em acolher e analisar demanda dos servidores técnico-administrativos em relação ao reconhecimento do seu quadro funcional na UEMA, que é amparado pela Lei 5.931/94, a mesma que estabelece o plano da carreira docente.

Ante ao exposto e no cumprimento dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública, o SINTUEMA, a ASSUEMA e a Comunidade Universitária dirigem-se à Senhora Governadora do Estado do Maranhão, à Assembléia Legislativa, a Ordem dos Advogados do Brasil - Secção do Maranhão e ao Ministério Público Estadual, para tornar pública a real situação da UEMA e solicitar providências administrativas e jurídicas, visando apurar as irregularidades e devolver a única Instituição Estadual de Educação Superior do Maranhão ao povo maranhense – seu verdadeiro dono.

SINTUEMA ASSUEMA

São Luís, 17 de outubro de 2011

Contatos do Presidente do Sindicato: miguelbenedito@yahoo.com.br; Celular: (98) 88687267.

25 de janeiro de 2011

Desembargador anula eleição de reitor da UEMA

Nesta segunda-feira, 24, o desembargador Raimundo Melo declarou nula a eleição para a formação da lista tríplice para escolha do reitor da Universidade Estadual do Maranhão, ocorrida no ano de 2010.

A anulação das eleições deu-se em uma decisão originada de mandado de segurança, onde uma professora concorrente para o cargo de reitora questionou a impossibilidade de o atual reitor – José Augusto Silva Oliveira – participar do processo eleitoral, em razão de ele já ter ocupado o cargo por duas vezes seguidas, sendo vedado um terceiro mandado subsequente aos dois primeiros.

Na decisão, em caráter liminar, o desembargador ressaltou que o atual Reitor já exerceu os dois mandados autorizados pela lei, de forma subsequente, situação que impede a sua reeleição e a própria candidatura, nos termos da legislação estadual da UEMA, reconhecendo assim a ilegalidade no ato impugnado.

“Com o fim do segundo mandado, o atual reitor tornou-se impedido de concorrer às ditas eleições. O fato de ele ter participado e ter sido escolhido para o cargo tornou a nula, pelo que, deve ser reconhecido e assegurado”, declarou o magistrado.

Fica anulado o ato de nomeação do reitor, José Augusto Silva Oliveira, e do vice-reitor, Gustavo Pereira da Costa, e ainda determina a nomeação de um reitor Interino, para, no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias, realizar uma nova eleição da mesa diretora da Universidade Estadual do Maranhão.

A decisão do desembargador Melo, entretanto, possui caráter provisório, em razão de ter sido proferida em sede de liminar e ainda cabe recurso da parte interessada, tendo sido estipulado o prazo de 48 horas para que a Governadora do Estado do Maranhão, autoridade contra a qual foi impetrado mandado de segurança, a cumpra.
(Asscom / TJMA)

26 de novembro de 2010

Eleições na Uema são anuladas por denúncias de irregularidade

Acatando solicitação do Sindicato dos Servidores da Uema, a Justiça determinou a suspensão da eleição realizada na quarta-feira para reitor e vice-reitor daquela universidade. A decisão liminar foi expedida agora no período da tarde pela juiza da Primeira Vara da Fazenda Pública, Luiza Medeiros.

A mesma magistrada havia dado liminar na segunda-feira cassando a candidatura do atual reitor José Augusto Oliveira por ele concorrer a uma terceira eleição consecutiva.

Na madrugada de quarta-feira, foi dada entrada no plantão do Tribunal de Justiça pedido em favor da permanência da candidatura de Oliveira. Pela manhã, fora do plantão, a desembargadora Nelma Sarney atendeu ao pedido e cassou a liminar da juiza.

Ocorre que os advogados do reitor entraram com um mandado de segurança, que no cabe no caso específico. Deveria ser um agravo de instrumento. Por essa razão, o processo foi redistribuído e caiu nas mãos da desembargadora Maria das Graças Duarte Mendes, que revogou a decisão da colega Nelma Sarney e manteve a decisão da juiza Luiza Medeiros.

Agora, com a nova liminar concedida ao Sindicato, a eleição permanece suspensa até que seja julgado o mérito da questão se José Augusto Oliveira pode ou não se reeleger pela tercerira vez. Pela liminar dada hoje, estão proibidos a divulgação de resultados, e contagem de votos.

Além disso, surgiram denúncias de que a lista de eleitores foi fraudada na última hora.

Só um exemplo: em Açailândia, pela lista dos eleitores, votaria apenas um professor. Apareceram 18 votos. Segundo os denunciantes, o processo eleitoral foi todo direcionado para eleger ou o atual reitor ou um candidato de sua simpatia, conforme pôde ser comprovado durante a campanha.

Para isso, a estrutura pessoal e material da Uema teria sido usada sem parcimônia.“Tenho certeza que a comunidade acadêmica, constituída dos alunos, do professorado e do corpo técnico-administrativo não compactua com isso, mesmo alguns se prestando para fazer moldura ao papel desempenhado pelo atual corpo dirigente da Uema”, diz, indignado, o candidato a reitor Professor Pós-Doutor Hamilton Jesus Almeida Santos.

Segundo ele, o Governo do Estado, o Ministério Público e o Judiciário e toda a sociedade maranhense devem ser informados sobre o que está acontecendo com a sua universidade. “Com certeza, não vão gostar de saber dessas mazelas”, avisou

18 de novembro de 2010

Prof. Iva Sousa, candidata a reitoria da Uema questiona: onde estão os 21 milhões da Fapead?

Em uma rápida entrevista na noite de ontem a professora Iva Sousa da Silva, candidata ao cargo de reitora da Uema, nos prestou alguns esclarecimentos quanto a sua candidatura e da atual situação em que vive a universidade. Iva foi enfática em dizer que sua campanha é totalmente limpa e que havia se desligado de suas funções em tempo legal. Disse também entender que a Uema está longe de suas reais potencialidades e convidou a comunidade geral a participar da votação dia 24 de novembro.

Sobrou mesmo para o atual reitor José Augusto de Oliveira, que segundo Iva não deveria ter se candidatado novamente, visto que há várias interpretações negativas no Regimento da Reitoria quanto ao fato de Augusto esta disputando seu terceiro mandato. Segunda o Iva o Consun ( Conselho Universitário da Uema) que havia aprovado esta candidatura de Zé Augusto, é formada na maioria por membros da atual gestão.

Sobrou também para o atual vice-reitor, Gustavo Pereira da Costa, e candidato a re-eleição com Zé Augusto. Gustavo é um dos fundadores da Fapead, Fundação de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão, recentemente envolvido num escândalo denunciado pela Procuradoria Geral do Estado do Maranhão. Consta que na prática, só da Casa Civil e da Secom, a Fapead embolsou (e desembolsou) R$ 21 milhões. Sem licitação e nada mais que contratos “mambembes.”

“Se houver um debate decente neste processo eleitoral eu mesma questionarei: Onde foram parar os 21 milhões da Fapead?” Nos desabafou Profa. Iva, junto com sua vice, a Profa. Geovania Braga, lotada no Departamento de Medicina Veterinária da Uema/Cesi.

Iva manda ainda recado: “Fortaleceremos a UEMA, através da forma colegiada de gestão”. E complementou “Já na primeira metade deste ano, iniciamos uma caminhada pelos Centros, Campi e Pólos objetivando incrementar os debates e concretizar uma parceria. Para a construção de uma Universidade melhor, precisamos dar vivacidade, vitalidade e, inclusive, permitir que a sociedade seja incluída nessa discussão.”. Finaliza.

Iva Souza da Silva, 59 anos, é brasileira, maranhense, natural de São Luis, tem formação inicial em Pedagogia com Especialização em Planejamento Educacional e Metodologia do Ensino Superior; Mestrado em Ciências da Educação. Está concluindo Doutorado em Gestão Educacional, com defesa prevista para final de 2010 na Universidade Fernando Pessoa, cidade do Porto/Portugal.

12 de novembro de 2010

O desafio nas eleições da Uema

Com a aproximação da data, leia-se bastante atrasada, para a escolha do próximo reitor e vice-reitor da Uema, aos poucos as peças do jogo estão sendo montadas. Os candidatos já estão dando o ar da graça nos campi do interior e a campanha oficialmente está nas ruas, salas de aula e departamentos.

O atual reitor José Augusto tenta se candidatar mais uma vez, porém terá que enfrentar uma batalha judicial e tanto para obter êxito em seu intento. Zé Augusto era vice de Waldir Maranhão quando se lançou a primeira vez, na condição de vice-reitor. Eleito Reitor logo após, agora tenta um novo mandato, alegando dentre outras coisas que sua condição de vice no primeiro momento não pode ser contada como postulante a vaga maior ao posto da universidade. No entanto o art. 19 do Regimento da Reitoria estabelece que: Será de quatro anos o mandato de reitor e do vice-reitor, permitida uma única recondução.

O prof. do departamento de Física Joaquim Teixeira Lopes, o “JUCA”, já entrou com o pedido oficial de impugnação da candidatura de Zé Augusto Oliveira junto a Comissão Eleitoral das eleições 2010 na Uema. Juca é o candidato do Coletivo “Autonomia e Luta” e vêm fazendo história sempre trazendo e participando de debates imprescindíveis para a universidade.

Um ponto importante e que infelizmente não têm sido muito bem alencado, já que estamos falando de universidade, é a autocrítica quanto ao que diz respeito à democracia na Uema. Uma reflexão aberta e responsável (coisa que não vêm acontecendo nas ultimas gestões) sobre o que a Uema faz (e, especialmente o que não faz) com os recursos públicos. Eis a tônica do debate.

Grupos ligados a fundações acusadas de desviar milhões "inadvertidamente" ou que estão ligados aos projetos políticos deste ou daquele deputado, deste (a) ou daquele (a) governador(a), não podem imbuir seus interesses frente aos anseios da Uema e de sua classe acadêmica.
Educação pública, gratuita e de qualidade: direito da população, obrigação do Estado!

17 de outubro de 2010

Coletivo Autonomia e Luta: A luta se organiza na UEMA


Diante dos quadros políticos nada agradáveis que têm surgido no seio da Universidade Estadual do Maranhão e que têm disputado o poder dentro e fora da instituição, surge o Coletivo Autonomia e Luta, que traz a pauta das grandes tarefas históricas, tanto no Estado quanto no país.

Autonomia acadêmica e administrativa para a Universidade, rompimento ideológico e físico dos muros que separam academia e sociedade, superação total dos interesses individualistas e imediatos de grupos frente aos interesses coletivos, apropriação da estrutura da universidade para fins sociais e ambientais e não somente mercadológicos, dignidade para os trabalhadores (as) da instituição. Estas e tantas outras pautas estão sendo debatidas neste exato momento na formação do Autonomia e Luta.

Os governos do Maranhão têm repetidas vezes sangrado de morte a UEMA, quer seja na negação dos 5% dos recursos que deveriam ser repassados (garantidos em lei), quer seja na transferência das decisões orçamentárias e administrativas para as secretarias de governo. O fato é que nos últimos anos alguns ex-reitores têm se utilizado flagrantemente da estrutura para fins pessoais-eleitoreiros, deixando a pesquisa, o ensino e a extensão em segundo plano e sucateando nossa universidade.

Para o cargo de reitor, o Autonomia e Luta poderá vir novamente com o nome do Prof. Juca ( na foto o do meio) que, em fase de término de seu doutorado, já aceitou o desafio. Juca disputou a reitoria na eleição passada ficando em segundo lugar. Em Imperatriz o nome a direção de centro deverá ser o de Expedito Barroso, que tentará a reeleição.

Nos bastidores conta-se que Henrique Mariano deve ser o candidato a reitoria do grupo de Anselmo Raposo, que recentemente teve a orelha puxada pela governadora Roseana Sarney, que não quer ver seu nome aparecendo como apoiadora desta candidatura.

Os outros nomes aos poucos vão saindo da moita. O prof Abyssai, do Departamento de Veterinária, já se declarou candidato, mas não se sabe ao certo qual será seu grupo político. Waldir Maranhão anda sumido mas não está quieto. É outro ex-reitor famoso por perípecias mil.

O atual reitor Jose Augusto, não confirma se poderá disputar a reeleição (releia aqui) e “namora” um eventual apoio do deputado César Pires, ex – reitor e figurinha pra lá de carimbada nas manobras políticas envolvendo a UEMA. Zé augusto já teria escolhido alguns nomes para sua curriola.

O Autonomia e Luta já é uma opção real nestas eleições na UEMA, marcadas para novembro.Estaremos observando de perto todo o processo.

9 de outubro de 2010

Eleições na UEMA mexe com o brio das ratazanas de plantão


O atual Reitor da Universidade Estadual do Maranhão, Prof. José Augusto Oliveira (foto), comumente chamado de “reitor balaio” pelo time de víboras jornalísticas do grupo político da atual governadora Roseana Sarney, está literalmente vivendo o que se pode chamar de um “inferno astral”.

E que com o inicio da campanha que deve escolher o próximo ocupante do magnífico cargo, até agora ainda não ficou claro se José Augusto poderá ou não concorrer novamente. Na época que assumiu pela primeira vez ao posto maior da UEMA, Zé Augusto era vice de nada mais nada menos que Waldir Maranhão, que abdicou do cargo para assumir uma vaga na Assembléia Legislativa Federal. O Estatuto da UEMA prevê o seguinte: “Parágrafo único O docente que exerceu ou estiver exercendo o cargo de reitor ou vice-reitor da UEMA, poderá reeleger-se por igual período, para o mesmo cargo.”.

O imbróglio reside no fato de não se saber ao certo se os primeiros nove meses em que o atual reitor esteve no cargo – quando Waldir Maranhão deixou a instituição para disputar vaga na Câmara – deve ser contado como mandato ou apenas como tampão.

Na berlinda agora José Augusto vai transitando entre os aliados e formando entre os seus, prováveis candidatos para compor a famigerada Lista Tríplice, onde, segundo o Artigo 40, a governadora poderá escolher entre os três mais votados. A comunidade acadêmica nos últimos anos tem pressionado bastante para que seja escolhido aquele com mais votos, no entanto, sabemos que o ideal mesmo é derrubar de vez qualquer possibilidade de um menos votado vir a assumir.

É sabido por todos também que a UEMA tem sido um ótimo negócio para quem deseja se lançar na política ou mesmo enriquecer de forma rápida. Os escândalos via Fundações são como fantasmas que assombram velhos e novos gestores e enchem de revolta estudantes, professores e técnicos administrativos.

Nos corredores conta-se que Waldir Maranhão e Anselmo Raposo já investem pesado na campanha do obscuro Henrique Mariano, cria direta de Waldir e títere de marca maior.

Fica a reflexão de quê não podemos aceitar pessoas comandando a Universidade da Câmara Federal ou da Secretária de Estado. A UEMA tem que ser maior que essas pessoas que sucatearam a Universidade nas gestões anteriores, usada para usos pessoais e político.

Os vampiros continuam afiando os dentes na calada.........

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