20 de maio de 2011

Banda Noiseverm apresenta-se neste sábado na Praça da Cultura


A Noiservem surgiu em meados de 2001, no auge de bandas ultra-politizadas como o Rage Against The Machine. Alías “senão fosse o RATM, dificilmente uma banda como a Noiseverm existiria”. Palavras do próprio vocalista da Noise, Renan Henrique.

A característica furiosa e sem papas na língua foi uma influência e tanto para os imperatrizenses. Não obstante há uma enorme diferença na construção sonora entre nós e Zack Dela Rocha & Cia. Enquanto esta tem uma hiper-super-texturizada parede sonora fruto da sagacidade do guitarrista Tom Morelo, aquela possui grandes limitações (que não detalharei) musicais. De resto um couver dos mestres: “Sleep now in the Fire”.

Só lembrando, sou contra-baixista dessa banda. Então nem preciso afirmar a enorme qualidade de suspeito que tenho em falar da Noiservem. Digo que sempre foi um sonho de infância fazer um som em português, com uma pegada tão forte quanto “Black Dog”, do Led Zeppelin.

Antes que nos perguntem: Não tocamos Heavy Metal! Embora nada contra este estilo, somos confundidos pelo nome (trocadilho com Nós e Vermes, Nois é Verm e o inglês Noise=barulho + Verme) e pela estética barulhenta. No meu caso nem quando tinha quinze anos, na minha primeira banda, que era uma imitação barata do Ramones, toquei metal. Depois de velho dificilmente então.

O projeto organizador é o Zona Alternativa, de iniciativa popular. Não será a primeira e espero que nem a ultima que tocaremos em praças públicas. O local vai ser na melancólica Praça da Cultura, berço dos bons tempos das Feiras de Artes, e de tantos outros espaços artísticos da cidade, a maioria abandonados. Hoje em dia, em especial no Coreto, serve para meia dúzia de hippies e mendigos dormirem. A praça está abandonada, mas se encherá de vida nesse fim de semana.

O inicio da programação será a partir das 17:00, e traz ainda outras novidades como Projeto B (que toca de Pink Floy a Jorge Ben)) , All Cólica (hardcore) e Depoimento Pessoal (hip hop).

Estética Punk

Negação do pop, sub-cultura, coisa de rebelde sem causa – nenhum adjetivo por mais meticuloso que seja poderá descrever em miúdos a estética punk brasileira. Desde que Marcelo Nova chocou a impressa nacional com sua banda, o Camisa de Vênus, é que o estilo despojado e anárquico de vários outros grupos foi relacionado ao que estava sendo feito por bandas inglesas como The Clash, Sex Pistol e etc. Lógico que aí faltou a impressa/crítica tupiniquim mais criatividade pra rotular. É a velha mania dos meios de comunicação em sempre querer nos comparar com algo de fora.

Não dá pra traduzir, mas dá pra explicar. A sensação que a música nos proporciona é em igual intensidade do orgasmo, ou mesmo ao ato de comer aquela iguaria saborosa. Digo isso particularmente no meu caso que componho e já estive em cima de palcos com um instrumento na mão.

Coisa de adolescente? É por aí mesmo.

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3 comentários:

Ane Santos disse...

Seu blog é lindo!
Visite o meu e se gostar passe a seguir, se puder indique o blog para os amigos, tem pouco tempo ainda mas já tem conteúdo e todos de minha autoria.
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Karol Nunes disse...

Ah, que droga nem vou tá aí pra ver, rs!

Carlos Leen Santiago disse...

OK Ane - Já estou seguindo o seu blog. Obrigado pela visita e pelo reconhecimento...