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27 de julho de 2018

Batalha Flávio Dino-Sarney terá significado histórico



Quando José Sarney governou o estado a maioria dos que me leem agora sequer havia nascido. 

Governador de 1966 a 1971, senador pela Arena de 1971 a 1985, assumiu seu primeiro mandato de deputado federal em 1955. É o político mais antigo em atividade. Em 1985 foi vice de Tancredo Neves no colégio eleitoral. Com a morte do mineiro antes da posse, se tornou Presidente da República. Em 1990 transferiu seu domicílio eleitoral para o Amapá, sendo eleito e reeleito senador por três vezes consecutivas. Ao longo destes 24 anos presidiu o Senado quatro vezes. 

Desde o fim da ditadura todos os governadores foram do grupo de Sarney, com apenas uma exceção. Sua única derrota foi para o grande líder trabalhista Jackson Lago, cassado pela justiça eleitoral que deu posse “no tapetão” à Roseana. Jackson ganhou a eleição com o apoio do então governador José Reinaldo, que rompeu com Sarney no meio de seu mandato. 

A representante do clã governou o estado quatro vezes. De 1966 até a derrota para Flávio Dino em 2014 foram quase cinco décadas de domínio. Presidente da República, do Senado Federal, quase meio século governando o Maranhão. O que produziu tamanho poder para seu povo? 

O Maranhão em 2014 possuía o penúltimo Índice de Desenvolvimento Humano do país, com o analfabetismo assolando 19% da população. Em pleno século XXI, o estado contava ainda com cerca de mil escolas de taipa, casebres de barro e palha. Dos 100 municípios mais pobres do Brasil, 30 são maranhenses. 

A estimativa é que nos dois últimos anos do governo Roseana a renúncia fiscal tenha alcançado 1,5 bilhão de reais, mais de 10% de todo o orçamento do estado. Os benefícios eram concedidos “pela corte” por ofício, como quem dá um título de nobreza aos amigos. 

Este cenário fez com que o juiz federal por 12 anos, ex-presidente da Associação Nacional de Juízes Federais-AJUFE, abandonasse a magistratura para entrar na política. Eleito Deputado Federal em 2006, Flávio Dino se destacou no Congresso e disputou sua primeira eleição para o governo do estado em 2010. 

Roseana acabou eleita no primeiro turno com 50,08% dos votos. O Maranhão foi o único estado da federação onde muitos votos continuaram a cair após as 17 horas, horário em que, em tese, as eleições são encerradas. 

Em 2014, liderando uma ampla frente política de caráter anti-oligárquico, Flávio Dino fez história ganhando as eleições no primeiro turno com mais de 60% dos votos. Pela primeira vez um candidato de oposição conquistou o Palácio dos Leões. “Queridos Leões, bem vindos à democracia!”, discursou para a multidão que acompanhou sua posse. 

Em pouco mais de dois anos de mandato o Maranhão deixou o último lugar no ranking nacional de transparência governamental para ocupar a primeira posição. Com o programa Escola Digna, escolas de taipa começaram a ser substituídas por escolas de alvenaria. 

Através da parceria com o MST o programa “Sim, Eu Posso” passou a enfrentar o analfabetismo. Uma rede de escolas técnicas estaduais foi inaugurada, os IEMAS, e escolas de horário integral passaram a ser realidade. O programa Mais IDH concentrou políticas públicas nos 30 municípios mais pobres, trazendo da invisibilidade os que mais precisam. 

O Maranhão passou a ser referência nacional de boa gestão em índice divulgado pelo Tesouro Nacional. Ampliou investimentos púbicos. Atraiu uma nova leva de investimentos privados. Combateu à corrupção e o desperdício. E o mais importante: reconstruiu o conceito de “res publica” enfrentando a cultura oligárquica do atraso. 

Com mais de 60% de aprovação popular, Flávio Dino liderará em 2018 uma ampla frente partidária pela continuidade das mudanças. A oligarquia, dona da retransmissora da Globo, usa e abusa de manipulações e mentiras utilizando seu canhão global. Com os dois filhos do patriarca na disputa, será uma batalha de vida ou morte. 

Teremos o enfrentamento entre dois Brasis. Entre o passado e o futuro. Derrotar novamente a simbiose entre Raimundo Faoro e Jessé de Souza, a representação de um poder que escravizou seu povo e saqueou suas riquezas a partir do domínio da máquina estatal é a tarefa histórica dos democratas brasileiros. 

Será importante criar uma ampla rede de mobilização e apoio. O resultado da batalha maranhense terá impacto direto na vida nacional. Oportunidade única de consolidar a alforria de um povo trabalhador, valoroso e sofrido, e de livrar o país dos tentáculos da oligarquia mais antiga em atividade. Será a hora do bom combate pela aurora de um novo tempo.  


Por Ricardo Cappelli* do Portal Vermelho

24 de agosto de 2017

Baixarias de Edilázio Sarney e Andrea Murad são repreendidas na audiência sobre saúde


Do blog Marrapá

Em discurso na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Rogério Cafeteira lamentou a postura de parlamentares à serviço da oligarquia Sarney que não acompanharam a exposição do Relatório de Execução Orçamentária da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e tentaram partidarizar a reunião. “É lamentável que alguns colegas tenham essa postura, tentando desviar o foco e partidarizar a exposição do relatório”, declarou.
Rogério usou como exemplo os deputados Edilázio Júnior (PV) e Andrea Murad (PMSB) e repudiou as atitudes dos colegas. “A deputada Andrea, que sempre discursa na tribuna sobre questões da Saúde do Maranhão, sequer viu a exposição do relatório ou o leu. Chegou atrasada e se concentrou em fazer questionamentos políticos elaborados por sua assessoria e ao final, de forma muito irresponsável, ainda tentou desqualificar o secretário Lula, numa clara demonstração de descontrole emocional por não ter tido argumentos suficientes para sustentar os seus factoides”, disse.
O deputado Rogério Cafeteira contestou o embasamento dos questionamentos da deputada Andrea Murad, já que em diversas respostas dadas pelo secretário Carlos Lula ficou claro para o líder governista que a deputada não tinha conhecimento sobre as perguntas que estava fazendo, a exemplo do Hospital do Servidor, a qual ela atribuiu ser de responsabilidade da secretaria de Saúde, quando, na realidade, é vinculado à Secretaria de Gestão e Previdência. São perguntas que nem têm resposta exclusivamente por não terem qualquer tipo de embasamento”, pontuou.
O líder do Governo também lamentou a atitude do deputado Edilázio Júnior que, segundo Cafeteira, num ato de descontrole por não ter conseguido politizar a situação, acabou agredindo verbalmente e desrespeitando os funcionários da Secretaria de Saúde que estavam na reunião. “O deputado Edilázio seguiu a mesma linha da deputada Andrea e foi desrespeitoso com os funcionários da Saúde, funcionários estes que fizeram parte de todo o processo que foi exposto pelo secretário”, afirmou Cafeteira.⁠⁠⁠⁠
Veja, abaixo, o piti histriônico de “Dedeia Verão”:

15 de fevereiro de 2017

Clayton Noleto põe bancada da oposição no bolso em sabatina na Assembléia


Os deputados Alexandre Almeida, Edilázio Júnior e Andrea Murad não conseguem descer do palanque eleitoral. Desde que foram derrotados diretamente ou com aliados e parentes nas eleições de outubro, eles atacam sistematicamente o governo do Estado.

Hoje, voltaram à mesma cantilena sem qualquer consistência ou amparo na realidade. Aproveitaram-se da participação do secretário Clayton Noleto (Infraestrutura) em audiência, na Assembleia Legislativa, para fazer seus discursos raivosos e eleitoreiros.

Um dos deputados sarneisistas reclamou do que seria a retirada de máquinas em São Luís depois das eleições. O chororô é injustificável, pois várias obras de infraestrutura e do Mais Asfalto resultado da parceria entre o governo do Estado e da Prefeitura de São Luís tiveram continuidade ou foram entregues recentemente, além de novas ordens de serviços assinadas.

Há exemplos práticos e recentes, como a pavimentação da avenida dos Franceses, as obras em execução na rotatório da Forquilha e anúncio de nova etapa do Mais Asfalto para pavimentação de ruas da região da Cidade Olímpica. 

A verdade é que os deputados da oposição oligárquica na falta de argumentos consistentes para criticar a gestão do governador Flávio Dino apelaram na audiência desviando o foco para o processo eleitoral. 

Mas, o secretário Clayton Noleto se portou com firmeza, serenidade e segurança detalhando, por várias horas, cada uma das ações realizadas na área da infraestrutura pelo governo estadual. 

Mais um gesto de transparência e diálogo que tem marcado a atual gestão. De resto, é lamentar a postura menor dos sarneysistas em tentar de toda forma criar factóides para ser explorado pelo império de comunicação da família Sarney.

Fonte: John Cutrim

7 de fevereiro de 2017

Empresa que inventou “queda” do PIB maranhense pertence a ex-ministro de Sarney


Mais uma armação da oposição oligárquica maranhense. Desde ontem que os meios de comunicação ligados à família Sarney, alardeiam que o PIB – Produto Interno Bruto do Maranhão, “interrompeu ciclo de crescimento”. Tudo mentira! 

Na verdade, o PIB não foi sequer divulgado, tudo é uma projeção de uma empresa chamada Tendências Consultoria Integrada, que acreditem, pertence a Maílson da Nóbrega, que foi ministro do governo Sarney. 

Os dados oficiais do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, relativos à variação do PIB dos Estados em 2016 serão divulgados somente em novembro de 2018. Até lá, são meros estudos e projeções. 

Isto é, claramente o ex-presidente da República José Sarney pediu para seu ex-ministro "projetar" esse número absurdo de queda na economia do maranhão, no intuito único de tentar desgastar o governo Flávio Dino (PCdoB). Portanto, mais uma mentira desbotado!

Fonte: Pedro Jorge, do Tuntum News

26 de abril de 2011

Corte no salário dos professores em greve

Por Carlos Hermes
Uma professora grevista olhou hoje, 25, o espelho de seu contra cheque no portal do servidor e verificou que seu salário veio descontado em mais de 500 reais. Imediatamente me ligou e pediu que denunciasse a covardia do governo que além de cumprir as ameaças terroristas contra o movimento, prejudicou a milhares de alunos que ficarão sem reposição das aulas descontadas.

Em contato por telefone com este blogueiro, o presidente estadual do SINPROESEMA Júlio Pinheiro que está em Imperatriz classificou de "arrogante e covarde" a atitude do governo que optou pela judicialização do movimento ao invés de buscar o diálogo respeitoso com os educadores.

A grande questão é: qual a consequência da atitude terrorista desse governo vadio para o movimento? Como mais de 40 mil professores em todo o Estado receberão a notícias? Se já foi cumprida a ameaça maior de mexer no salário dos trabalhadores, se já foram feitas as remoções prometidas, o que mais temer? Voltar para sala de aula depois de tanta humilhação e sem conquista alguma?

Acho pouco provável. O tiro pode ter saído pela culatra e com isso o governo atiça ainda mais o ânimo grevista de quem já perdeu muito e só lhe resta a luta.


Nesse momento chega a notícia de que em Imperatriz foram descontados 10 dias, o caso mais grave foi na regional de Pio XII que chegou a 15 dias descontados. A revolta é geral.

Dep Cesar Pires já pediu ressarcimento de salários cortados

Esse governo é louco, já dizia minha falecida vó: "o mal por si só se destroe" o que estamos vendo é uma autofagia. Perceba que entre eles mesmos não existe entendimento. Teve um colega de Porto Franco que teve R$1.200 descontado, os professores de Carolina, que já tinham voltado, começam a se rebelar novamente, o pau vai cair a folha. Veja:


Cláudio Brito
Agência Assembleia


O deputado César Pires (DEM) protocolou, nesta segunda-feira (25), requerimento na Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, solicitando que o governo do Estado devolva o salário dos professores que tenham sido descontados em função da greve da categoria.
O deputado deixou claro que não quer medir forças com nenhum poder competente, acerca da legalidade ou não da greve dos professores. Segundo ele, já houve uma decisão da justiça sobre o assunto, que felizmente já foi resolvido.
“O que eu quero na verdade é que o Governo do Estado tenha sensibilidade com relação ao ressarcimento. Os professores estão fragilizados, extremamente carentes e debilitados por conta da greve que se arrastou durante meses”, disse César Pires.

2 de março de 2011

Novos pedidos de filiação no Maranhão fortalecem luta contra oligarquia, afirma presidente nacional do PSOL

Do site do Psol Nacional

01/03/2011 - 18:27

Novos pedidos de filiação no Maranhão fortalecem luta contra oligarquia, afirma presidente nacional do PSOL

O presidente nacional do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Afrânio Boppré, comentou o pedido de filiação, no Maranhão, de quatro militantes históricos ao partido. São eles Haroldo Sabóia, deputado federal constituinte de 1988; o jornalista Franklin Douglas, ex-dirigente estadual do PT; Wagner Baldez, hoje com 82 anos, que é um comunista histórico do estado e Roberval Costa, ativista do movimento popular por moradia, na ilha de São Luis. “Eles bateram na porta certa. Saudamos a posição dos companheiros que decidiram entrar no PSOL, pois eles reúnem uma trajetória de vida no perfil do partido. Nascemos para ser uma alternativa de esquerda para aqueles que viram esgotar outras propostas partidárias. Somos o partido daqueles que lutam por uma sociedade fraterna, justa e igualitária e que não têm o que desabonem do ponto de vista moral e ético”, afirmou Afrânio Boppré.

Neste sítio já divulgamos o pedido de filiação e a nota do Diretório Estadual do PSOL. http://j.mp/flp89m

Nonato Massom, advogado militante pelos Direitos Humanos e dirigente do PSOL-MA, avalia que “as filiações de Haroldo Sabóia e Franklin Douglas podem representar um marco na política maranhense no momento em que o movimento popular começa a se rearticular, depois do refluxo provocado pela aliança da oligarquia Sarney com o governo petista”.

O secretário geral do PSOL-MA, Valdeny Barros, espera um grande número de filiações ao PSOL de antigos militantes do PT maranhense. “Há muitos revoltados com as decisões da direção petista e sabem que o PT não representa mais o partido capaz de organizar os trabalhadores e o povo para a mobilização. A intervenção imposta pela direção nacional petista, que forçou em junho de 2010 a coligação com o PMDB de Roseana Sarney contra a grande maioria partidária, foi a gota d’água para vários”.

Reinaldo Costa, destacada liderança do Movimento Sem Terra (MST) e dirigente do PSOL, acredita que “o momento é de acumulo de forças e de rearticulação da esquerda no Maranhão. As novas filiações mostram que o PSOL é um partido necessário para este momento histórico. O PSOL pretende com esta campanha fortalecer sua base, se aproximar dos movimentos em luta no estado construindo uma unidade de esquerda que possa ter força para derrotar os que estão há mais de 40 anos massacrando, torturando e tornando cada dia mais miserável o povo maranhense”, concluiu.

A candidata a senadora pelo PSOL nas eleições de 2010, professora Maria do Socorro, mais conhecida como Socorro de Paço do Lumiar, declara que está confiante na preparação do 3º Congresso Nacional e da campanha de filiação no Maranhão. “Percorreremos o Maranhão inteiro para organizar o PSOL para disputar as eleições municipais de 2012. Em especial iremos àqueles municípios onde a resistência popular e a luta social mais necessitarem de uma opção de esquerda e socialista. As filiações fortalecem e dão mais viabilidade ao nosso projeto de construção de um novo Maranhão sem oligarquia sarneyzista que enfrentamos há 45 anos.

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