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10 de novembro de 2014

NENÉM BRAGANÇA PRECISA DA NOSSA AJUDA


Atenção amigos! Este é um grande artista regional, que sempre esteve presente em todos os festivais realizados em nossa cidade, e animando as culturais da UEMA. Nosso amigo Neném está precisando de nossa ajuda. Vamos fazer uma grande campanha de solidariedade em prol do seu tratamento. Convidamos à todos os seus fans, amigos e demais interessados para uma reunião amanhã, (10), às 20h no Auditório da UEMA. 

Leia o texto abaixo extraído do site  O Progresso 

O cantor e compositor Neném Bragança, um dos maiores vencedores de festival do Brasil, que sempre elevou o nome de Imperatriz por onde participa de festivais de música, volta na manhã desta segunda-feira (10) para São Paulo, capital, onde faz tratamento de um câncer, doença esta que vem maltratando o cantor, uma vez que ele se instalou no céu da boca do cantor. 

Bragança é conhecido e admirado pelo belo timbre de voz, pelo profissionalismo como músico e como compositor, tendo vários parceiros em suas composições, mas, sobretudo, o parceiro de mais de 30 anos, o também cantor/compositor Zeca Tocantins. Com este, fez dezenas de músicas e venceu dezenas de festivais nas mais diversas regiões desse país. 

Como está há mais de um ano sem trabalhar, o artista não tem mais recursos financeiros para custear o tratamento, passagens aéreas e até mesmo a sobrevivência de sua família, mulher e dois filhos. Amigos como Zeca Tocantins, o presidente da Fundação Cultural, Lucena Filho, o juiz Delvan Tavares, os empresários Fernando Sarney e Rogério Frota têm ajudado. 

Mas tudo que tem sido feito pelo tratamento de Neném Bragança – Cidadão Imperatrizense – ainda é pouco. 

Desde sexta-feira (7), o jornalista Domingos Cezar, amigo do artista, vem fazendo uma campanha intitulada “Essa voz não pode calar” pelas redes sociais, solicitando a colaboração dos amigos e fãs do cantor para que ele possa retornar a São Paulo visando continuar o tratamento. 

Como não pode esperar, o jornalista custeou as passagens e vai dar continuidade à campanha para pagar as passagens e despesas do artista e da mulher Carmem, na capital paulista. “Eu quero que os verdadeiros amigos e fãs do Neném Bragança nos ajudem para que possamos ver o Bragança nos palcos cantando e encantando a todos nós que o amamos e admiramos”, finaliza Cezar.

26 de maio de 2014

DENÚNCIA: JORNALISTA AFIRMA QUE RECURSOS DE COMPENSAÇÃO AMBIENTAL DA SUZANO PARA IMPERATRIZ ESTÃO SENDO DESVIADOS


O jornalista e membro do Conselho Municipal de Meio Ambiente, Domingos Cézar, é um ativista de causas sócio-culturais na cidade. Polêmico e amante do Rio Tocantins, chegou a justificar a vinda da empresa Suzano Papel e Celulose como motor de desenvolvimento em Imperatriz. 

Agora Domingos Cézar faz uma grave denúncia acerca do empreendimento. Os recursos destinados para uma parte da compensação ambiental de Imperatriz, oriundos da Suzano [ou "Sujano", como querem alguns] estão prestes a serem alocados para outra localidade: a conhecida reserva do Mirador.

A responsabilidade - oficialmente falando - em gerir o valor de dez milhões e duzentos mil reais  é da secretaria de meio ambiente do Estado. Porém politicamente sabemos que não é de hoje Imperatriz padece de maior comprometimento destes órgãos estaduais. A lei é muito clara ao afirmar que a compensação ambiental deve ser usada no região onde fica o impacto. Então por que "desviar" estes recursos para Mirador?

Agora pela manhã acontece uma audiência pública sobre o caso. Em breve mais novidades. Já escrevi aqui outras vezes sobre Suzano e a questão ambiental. Imperatriz e sua sociedade ainda não tiveram um retorno mais robusto de tantos projetos de peso por aqui instalados. Pelo contrário, temos muito blá blá blá e condescendência por parte de setores do governo e empresas. 

29 de agosto de 2013

PRAIA PERMANENTE NO RIO TOCANTINS ?


Por Domingos Cesar*
 
Não tive como não achar graça quando li a notícia em O Progresso da última quarta-feira (28) dando conta que o vereador Hamilton Miranda (PSD) apresentou um requerimento – e foi aprovado, porém se eu fosse vereador sugeria seu arquivamento – solicitando ao Consórcio Estreito Energia – CEST a implantação ou construção no rio Tocantins, de uma praia permanente. 

Na sua justificativa (?) o edil observa que cidades como Palmeirante (TO), Filadélfia (TO), entre outras, o poder público instalou no rio Tocantins praias artificiais (que não foram geradas pela natureza), para que essas cidades realizassem seus períodos de veraneio. Ele só não lembrou a seus pares, que essas cidades estão na montante (acima) da barragem da hidrelétrica de Estreito. 

Imperatriz, por sua vez, encontra-se a jusante (abaixo) da barragem da hidrelétrica, razão porque sofre com a vazão de milhões de metros cúbicos de água, toda vez que as comportas de hidrelétrica são abertas. É por isso é que estamos sofrendo a consequência de sermos regidos agora, não pela Natureza, mas pela decisão dos técnicos da CESTE. 

Na minha opinião, o que o vereador deveria ter feito foi o que fiz. Viajei duas vezes para Estreito, com passagens compradas com o dinheiro do meu parco salário, com o objetivo de participar das duas audiências públicas. Na segunda, fui o único representante da sociedade civil a se pronunciar, ocasião em que deixei bem claro as mazelas sociais e os impactos ambientais que o empreendimento causaria. 

Enquanto o presidente do Consórcio mentia claramente prometendo estradas vicinais, escolas, creches, cinemas, teatros, quadras esportivas, delegacias de polícia, quartéis para os militares, o então senador Edison Lobão, a então deputada federal Terezinha Fernandes, o prefeito do município e uma cambada de deputados estaduais batiam palmas para ele. 

Terminada a audiência fui ameaçado por um pequeno grupo de empresários, os quais, diziam que eu havia saído de Imperatriz para tentar barrar o desenvolvimento do município deles (Estreito). As ameaças não se tornaram em algo mais grave em face a intervenção de policiais militares, bem como, do deputado Antonio Pereira, que era meu amigo desde que morávamos em Açailândia. 

Passados os anos, a hidrelétrica entrou em funcionamento, porém quando a primeira turbina foi ligada, o efeito causou a morte de cerca de 35 toneladas de peixes das mais diversas espécies. Foram enterrados com uma escavadeira dado a grande quantidade de peixe. Foi o maior desastre ambiental registrado em toda a história da bacia Araguaia/Tocantins. 

Convidado pela Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, por intermédio do deputado Léo Cunha, fui um dos palestrantes da audiência convocada para debater o desastre ambiental com o Ibama, os diretores do CESTE e a sociedade organizada. Todos compareceram. O Consórcio não teve a dignidade de enviar um representante para a audiência. 

Para finalizar, como viajo de dezenas de anos pelas águas do rio Tocantins, devo informar ao vereador que na época do inverno, o rio atinge cerca de 14 a 15 metros acima do nível normal. Registra-se que no ano de 1926 e 1980 o rio atingiu um nível muito superior que vem apresentando nos últimos anos. A presença das barragens não quer dizer que essas grandes enchentes não voltem a acontecer. 

E a força dessas águas nobre vereador, quero apenas lhe exemplificar, são muitos fortes. Para se ter uma ideia, em dezembro do ano passado a força do riacho Santa Teresa rompeu a Rua Floriano Peixoto em pelo menos dez metros de largura. 

Agora o senhor já imaginou a força das águas do rio Tocantins no começo do inverno? Posso lhe garantir que não há praia que resista.

*Domingos Cezar, é ambientalista, pescador, ex-presidente da Fundação Rio Tocantins. 
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