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3 de janeiro de 2018

Livros sobre a região tocantina: Marañon e Hy Brazil - o paraiso é aqui


O que tem haver o mito da antiga civilização de Atlântida, os mapas extraordinários renascentistas de  Piri Reis, uma velha gravura fenícia na Pedra da Gavéa (RJ) com os processos de ocupação da Amazônia Oriental, construção da Belém-Brasilia  e o Projeto Grande Carajás?

Para o professor e economista, mestre pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará, Janelder E. B da Costa, estes e vários outros aspectos apontam para uma lógica de que as terras que existem no "Mundo Quente" (trópicos)  sempre foram e sempre serão destinados a fornecer energia as terras do "Mundo Frio" (temperado).

Em seu recente trabalho publicado pela Ethos Editora "Marañon e Hy Brazil: Aspectos e mitos da formação econômica da Amazônia Oriental" , o Prof. Janelder  nos leva a passear por uma rica paisagem de conexões históricas e indícios fortes de que as terras brasilienses há muito são cobiçadas por civilizações mundo afora.

De forma erudita e bem elaborada o autor deixa na verdade um leque de "pontas soltas" e insinuações vivas que nós fazem imaginar realidades perdidas através das brumas do tempo.

Entra em cena relatos como a do professor alemão de História e Filologia Ludwing Schwennhagen, que afirmava ter sido a nação Tupí trazida para estas terras por obra dos Fenícios, vindos do Mar do Caribe ou Caraíbas.

Ou ainda segundo Onfroy de Thoron (1905), os reinos de Tiro e da Judéia realizaram expedições comuns, mencionando as viagens as frotas frotas do rei Hiram e do Rei Salomão (ele mesmo) , ao atual Amazonas, nos anos 993 a.C a 960 a.C.

Este mesmo Rio Amazonas que recebeu o seu nome da lenda das amazonas que eram mulheres guerreiras da mitologia helênica, antes se chamava "Maranõn". Em seu livro , Janelder E.B da Costa fala do diálogo descrito no livro do jesuíta Manoel Rodrigues, onde um espanhol indagava ao outro "Isso aqui é mar?" Ao qual o outro respondia: "Não";  ou então: - Mar?...Non!ou do latim Mara?..Non!

Os inúmeros relatos e mitos  apontam para a percepção de que as relações econômicas norte - sul sempre se basearam considerando que a função do mundo tropical é repassar energia ao mundo frio.  Isso até os dias de hoje. 

Através de controles financeiros exigidos pelos órgãos multilaterais tais como Banco Mundial e FMI os acordos econômicos jamais permitirão que países ricos em matérias primas como o Brasil, se desenvolvam.  

Essa realidade não é de agora e se materializa no cotidiano de vida dos habitantes do mundo quente quer seja pela divisão internacional do trabalho, quer seja ação de ong's e do aparelho estatal que visa apenas salvaguardar os interesses de grandes capitalistas.

No livro do Prof. Msc Janelder, temos muitas dúvidas serem levantadas com a eloquência do pesquisador que não teme romper paradigmas. Leitura certa para aqueles que desejam abrir a mente.  


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