11 de setembro de 2017

PCdoB fará " coalizão plural e republicana" , afirma Marcio Jerry


Para o pleito que se avizinha em 2018, o PCdoB, vem articulando uma ampla aliança com doze partidos. Em entrevista ao Valor Econômico, o atual governador Flávio Dino foi enfático ao justificar tais acordos ecléticos.

Para Dino sua chapa “não pode ir apenas à esquerda”. “Aqui é a eleição entre os Sarney e os não Sarney”, afirmou. “Não se consegue enquadrar os jogos políticos estaduais na dinâmica nacional”. Prevalecem as relações locais”.

DEM, PSDB e PEN são alguns dos partidos que estão nas rodadas de conversas. O dirigente comunista Márcio Jerry diz que a aliança é “uma coalizão plural e republicana”. A um ano da eleição de 2018, a chapa de Dino já conta com 12 partidos, 3 a mais do que em 2014.

Para disputar o senado, o bloco apresenta por enquanto três nomes: José Reynaldo (PSB), Eliziane Gama (PPS), Werverton Rocha (PDT) e Waldir Maranhão (PP). Segundo consta o PT também estaria interessado em disputar o senado.

Em nossa atual conjuntura estruturalmente conservadora e com fortes traços reacionários temos visto se instalando, sob a batuta do golpista Temer a retirada de direitos trabalhistas, previdenciários, sociais. Violências contra as mulheres, Negros, Lgbts. Ofensiva contra quilombolas e indígenas. Retrocessos na pauta ambiental.

É muito importante termos referências aglutinadoras com clareza desse cenário que aí está. 

O  "segredo", me parece, está em combinar a mobilização dos extremos e o encantamento da consciência de centro, menos radical na sua atuação e na sua pauta também. Pauta para o bom debate, inclusive.

Flavio Dino ajuda muito a pensar sobre estas questões.
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