12 de outubro de 2010

Sarney dá o troco na História


Uma curiosa cena se daria na visita oficial do então presidente da Republica José Sarney na Abadia de Westminster em Londres, Inglaterra. Ao passar pela tumba do escocês Thomas Alexander Cochrane, Sarney pula em cima da lapide com força e sussurrando exclama: “Corsário”. “Piso e piso com gosto! É um sujeito pelo qual merece só o desprezo e o meu asco”.

É que Sarney não perdôo o fato de Cochrane, considerado o único marques do Maranhão, ter saqueado São Luis em meio a guerra contra os portugueses que ainda resistiam no Brasil, em processo de independência. Como se sabe São Luis foi a ultima capital do país a aderir aos “independentistas”. Pelo visto não é de hoje que a intelligentsia ludovicense está mais com o que acontece na Europa, de costas, portanto ao interior e ao resto do país.

Curiosidades a parte e adentrando no contexto histórico da coisa o almirante que ajudou a organizar a Marinha de Guerra brasileira foi peça fundamental na vitória sobre os portugueses. Cochrane tinha uma alcunha que de certa forma justificaria suas atitudes tão bravas e heróicas: “louco por dinheiro!”

Tal qual um bucaneiro dos mais reles e deploráveis possíveis. Era assim que Sarney acusava o escocês Thomas Alexander Cochrane de ter saqueado São Luis. Estima-se que ele de fato haveria de ter roubado o equivalente a 40 milhões de reais, além de ter tratado as terras maranhenses como se fosse toda ela um território inimigo conquistado. Enquanto isso o Brasil dava seus primeiros passos livre de Portugal, com uma ajudinha supra-inteireisseira da Inglaterra.

Séculos depois o Maranhão continuaria a ser mina de ouro para muitos que ainda vêm de fora à custa de comissões pagas aos que controlam a maquina. Inclusive daqueles que pisam nas lapides alheias. Os casos estão todos aí, não precisamos identificá-las, a própria Historia já as identificou.

Muito embora o Afeganistão brasileiro, apelido nada carinhoso que o comentarista Arnaldo Jabour colocou no Maranhão, nunca tenha desistido de lutar pela mudança política econômica no Estado, têm sido os descendentes da Casa-grande, os mais ricos e opulentos, a controlar e se aproveitar das chaves do cofre.

Pra finalizar: Thomas Alexander Cochrane era tal qual uma celebridade hollywoodiana de peso na sua época, mesmo assim não teve nem uma rua batizado com seu nome. Nem mesmo uma viela, escola ou ponte, nada. Já o outro.....

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2 comentários:

Carlos disse...

Por isso chinês leen, o Canadá é os Estados Unidos. O Paraguai é a Argentina etc.

Jr disse...

O contexto era outro na época... O Maranhão estava de acordo com as Cortes Portuguesas e contra o restante do recém liberto Brasil.