3 de março de 2008

Conjuntura na América Latina e as FARC


A eleição de governos populares em diversos países da América Latina, não conseguiu ainda superar os problemas reais da população. Há uma tendência a aumentar as crises e turbilhões sociais, em diversos países. Ou seja, há resistências a políticas neoliberais, mas as novas forças que ascederam aos governos não conseguiram construir força popular em torno de um novo projeto que reoganizase a sociedade e distribuísse melhor saúde, educação e riqueza. Afinal, o neoliberalismo como força do capital, continua na ofensiva e isso traz muito complicadores para projetos a nível nacional e continental sul americano.
Segue em curso a re-divisão internacional da produção e do trabalho que reserva a produção mais tecnificada, maior produtividade do trabalho no norte, desloca para a Ásia a produção que exige mais mão-de-obra barata, e transforma a América Latina e África em meros exportadores de matérias primas agrícolas e minerais.
O governo venezuelano de Hugo Chavez da um enorme passo a frente em romper com a hegemonia do capital financeiro internacional sobre a economia e política em seu país criando projetos de desenvolvimento autônomo e negando totalmente o mero papel de mera colônia européia-estadunidense. Já a política externa brasileira retoma a aliança com os Estados Unidos, no caso do Etanol e com as ditas “bandeiras do livre comercio” e com isso se multiplicam os sinais diários da barbárie social crescente, com ações repressivas do Estado aos movimentos sociais ,bem como o comportamento individual da população, na base do “salve-se quem puder.”
Os meios de comunicação totalmente controlados pela direita conservadora ideológica, ainda que separadas dos interesses do grande capital que está ganhando muito dinheiro, assume o papel do zelador ideológico e do serviço sujo, contra quaisquer manifestações contrarias a esse projeto entreguista e covarde das elites. Daí a forma como atacam diariamente o processo de mudança na Venezuela.
Surge em meados do ano 2000 o plano - Colômbia, criado justamente pelo governo norte americano e que dizia ter como metas principais o combate ao narcotráfico e o desetruturamento das guerrilhas de esquerda, como as FARC, no entanto fica comprovado que na verdade os Estados Unidos buscavam salvaguardar os interesses das corporações norte-americanas no petroleo da região. O resultado disso tudo na Colombia: os indicadores da macro economia continuam estaveis ( as grandes empresas multinacionais continuam com elevadas taxas de lucro; o capital mantem sua pressão sobre a politica economica para que estas estejam de acordo com seus interesses e sob seu controle) em detrimento de beneficios para a ampla população mais pobre, aumentando indices de violencia e desigualdades socias cada vez mais aberrantes.
As Forças Armadas Revolucionarias Colombianas (FARC), uma organização político-militar marxista-leninista de inspiração bolivariana busca representar a população rural contra as classes dominantes abastadas de seu país e se opõe à logica colonialista neoliberal dos Estados Unidos na Colômbia (particularmente o Plano Colombia) bem como expropriação de recursos naturais e avanço de corporações multinacionais.Infelizemente por vezes tendo que usar de violencia, as FARC ficaram mais famosas devido os sucessivos sequestros que organizaram em seu país, so nos ultimos anos foram cerca de oitocentos.Mas de fato, quais as causas de tantos conflitos? Será que as FARC existem simplemente pela rebeldia de uma bando de terroristas que “querem acabar” com a democracia em seu país? Nas palavras de G. Bourdakan(CarosAmigos): “enquanto houver um explorado e oprimido nao haverá paz”.
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2 comentários:

Tuka blog disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tuka blog disse...

e nas palavras do ignóbil Arnaldo Jabour... " o que MArx diria se visse seu nome ligado à bandeira do narcotráfico"

lamentável... Pena que a maior parte da população só tenha acesso à grande midia! E são reféns de pensamentos como esses, recheados de malicia e interesses neoliberais!

flw Carlos Leen
Hasta la vitoria siempre!