18 de novembro de 2013
17 de março de 2012
NANDO CRUZ: O BOB DYLAN IMPERATRIZENSE
22 de maio de 2011
20 de fevereiro de 2011
De volta aos bons e velhos anos 90: Eis que ressurge o Grunge

Pra quem não lembra, ou se quer era nascido na época, no começo dos anos 90 um novo estilo musical ganhava o mundo e os ouvidos da garotada, com guitarras á estilo Led Zeppelin e pitadas de Pixies e Ramones. Só pra lembrar a época, o contexto musical era tão insosso no cenário do rock que os dinossauros farofeiros, tipo aquelas coisas esquisitas com visual de tias velhas e drag-queens, faziam muito sucesso. Por fora tínhamos o Guns e o Metallica e o som de corno do Bon Jovi, que no fundo no fundo eram as mesmas coisas: cabeludos a fim de pegar o maior numero de gatas possível ou se fazerem de malvados.
Estéticas a parte, com o surgimento da turma de Seattle (Grunge) a indústria musical teve que se ligar no subjetivo criativo, pois já não bastava se pintar de travesti com guitarra ou bancar o servo de satan-malvadinho-metal, era preciso também mostrar criatividade e um pé na realidade (Alguém se lembrou do punk aí).
O Nirvana se apresentava nos shows com a mesma roupa que cotidianamente usava no dia a dia. Fora isso havia uma criação musical inigualável, minimalista, que fez a Indústria Fonográfica mundial baixar a bola e não estilizar tanto os artistas. Ou seja era presiso ter criatividade e não somente saber fazer a reprodutibilidade técnica de solos e rifs. Era presiso saber inovar,criar.
Com o Nirvana teríamos o Pearl Jam, Alice Chains, Soudgarden e muito outras bandas que iriam mudar a cara do rock naquele momento. Desde a época do surgimento do punk, nunca teve tanto garoto a fim de aprender a tocar guitarra/ violão antes.
Esses dias o Pearl Jam gravou seu novo álbum: Backspacer, que certamente vai deixar um gosto amargo na boca daqueles que ainda se prendem a um sentimento de nostalgia quando ouvem o nome da banda. Este é o nono disco de estúdio e expõe em menos de 40 minutos de duração que os caras não estão muito preocupados em voltar a ser o exemplo perfeito de sucesso comercial. Há também um certo despojamento em relação aos clichês típicos do show business aí. Black Gives Way to Blue é o disco que marca o retorno do Alice Chains grupo liderado pelo excelente guitarrista Jerry Cantrell. A pauta que rege o novo álbum ainda é aquele climão soturno que permeou os trabalhos anteriores, mas sempre com uma impecável execução instrumental. E se tem algo que impressiona logo de cara é justamente a habilidade de Cantrell em criar riffs fantasmagóricos e pesadíssimos. Isso fica evidente com as ótimas "All Secrets Known" ) e "Check My Brain"
Muita gente começou a gostar de música por causa destas duas bandas. E pode ter a certeza de que tanto Alice in Chains quanto o Pearl Jam ainda merecem a atenção.


