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18 de novembro de 2013

O NIRVANA E A ERA JUSTIN BIEBER


Ao contrário do que muitos disseram o Nirvana não foi o começo de uma nova era para o Rock. Pelo contrário: representou o ultimo da geração de ícones de um estilo que trazia a raiva e contestação, o desejo de tocar guitarra, inspiração para jovens adolescentes.

A bombástica impulsividade de Kurt Cobain, gênio da música, porém um nerd boboca trouxe ao Brasil em 1992 um furacão que virou decepção: o cara não aguentava se segurar de tão chapado em cima do palco. Já Bieber, moleque engrossando o cangote fez aquilo que se esperava dele. 

Bieber é fraco musicalmente. Porém talentoso, se apresentou na turnê pelo Brasil, deu pitti, grafitou muro de hotel cinco estrelas, levou a mulherada pra mansão. Faz parte do showbusines também. 

Cobain e seu aclamado Nevermind era mimado e birrento. Escrevia como um adolescente. O rock é assim, imaturo. Acho que Bieber nunca ouviu Nirvana. E pra quê mesmo?

Hoje em dia temos milhões de bandas gravando, postando na internet. Ficou mais fácil (consumir) música. Basta um clike e tá lá a coleção do Alan Parsons Project. Antigamente a gente valorizava o vinil suado que comprava. Era algo mágico/atípico/raro colocar aquela bolachona para rolar na vitrola e discutir sobre música. Não me queixo do presente e nem celebro o passado. Hoje em dia somos superpoderosos com a inteconectividade da rede.  Que venha o século 21 e a cyber cultura.

Maturidade exige que a gente deixe para trás alguns cocoetes e brinquedos. Turminha é coisa de teenagers. Dá pra estender a adolescência até o final dos vinte anos, e quase tudo do rock que prestou foi feito antes do primeiro integrante da banda completar os trinta. Claro, não recrimino quem ainda está nessa. Se está dando para viver e ganhar uma grana que mal têm?

De 1994 para cá uma certeza: O propagado marco zero do Rock foi um fiasco. O Nirvana não foi um inicio de nada, pelo contrário foi um ultimo grunhido. Hoje carregamos milhões de músicas no bolso, mal ouvimos algumas bandas direito. A Internet substituiu a música na cabeça da garotada e Nervemind foi o ultimo disco relevante para tudo isso. 

17 de março de 2012

NANDO CRUZ: O BOB DYLAN IMPERATRIZENSE


O adjetivo trovador solitário não lhe cai muito bem, mas Nando Cruz não se importa com adjetivos. Segue fazendo música de qualidade há mais de 25 anos por estas cercanias.

O primeiro contato que tive com esta figura, musicalmente falando, foi em um álbum do locutor Werverton Braçalhes, onde na canção “Cio do homem”, a melhor do disco, leia-se, já podíamos ver um compositor arrojado, com uma verve “beatlemaniaca” de primeirissíma grandeza.

Nando cresceu e apareceu. Anos mais tarde gravaria seu álbum (não definitivo) “Besouro Barroco”, um conjunto de canções com fortes paredes sonoras, guitarras no limite da melodia rock, concatenadas com vários estilos.

Fez parcerias com diversos outros compositores, tocou pra meio mundo de gente no MA e hoje vive nos confins do Estado do Tocantins. A solidão, essa sim, lhe cai bem.

Nem sei se ele nasceu de fato em Imperatriz. Como lhe conheci por aqui sei muito bem que o cantor/compositor e artista sem dúvida se formou bebendo da água do nosso rio. Por osmose onde ele estava o ambiente já respirava Beatles e MPB. Isso hoje em dia nos faz muita falta. Nando faz falta aqui.

Em tempo: Nando atualmente está fechando uma gravação no próximo dia 23 de uma música para sair no CD do SESC em circuito nacional. A canção chama-se "Xote do Ravi”. Em breve também estará lançando seu primeiro DVD. O ritmo é de preparação agora na distante e pacata Miracema do Norte, onde Nando Cruz dirige um ponto de cultura e sua vida louca vida! Vida intensa!

Click aqui para baixar as músicas de Nando Cruz

20 de fevereiro de 2011

De volta aos bons e velhos anos 90: Eis que ressurge o Grunge


Pra quem não lembra, ou se quer era nascido na época, no começo dos anos 90 um novo estilo musical ganhava o mundo e os ouvidos da garotada, com guitarras á estilo Led Zeppelin e pitadas de Pixies e Ramones. Só pra lembrar a época, o contexto musical era tão insosso no cenário do rock que os dinossauros farofeiros, tipo aquelas coisas esquisitas com visual de tias velhas e drag-queens, faziam muito sucesso. Por fora tínhamos o Guns e o Metallica e o som de corno do Bon Jovi, que no fundo no fundo eram as mesmas coisas: cabeludos a fim de pegar o maior numero de gatas possível ou se fazerem de malvados.

Estéticas a parte, com o surgimento da turma de Seattle (Grunge) a indústria musical teve que se ligar no subjetivo criativo, pois já não bastava se pintar de travesti com guitarra ou bancar o servo de satan-malvadinho-metal, era preciso também mostrar criatividade e um pé na realidade (Alguém se lembrou do punk aí).

O Nirvana se apresentava nos shows com a mesma roupa que cotidianamente usava no dia a dia. Fora isso havia uma criação musical inigualável, minimalista, que fez a Indústria Fonográfica mundial baixar a bola e não estilizar tanto os artistas. Ou seja era presiso ter criatividade e não somente saber fazer a reprodutibilidade técnica de solos e rifs. Era presiso saber inovar,criar.

Com o Nirvana teríamos o Pearl Jam, Alice Chains, Soudgarden e muito outras bandas que iriam mudar a cara do rock naquele momento. Desde a época do surgimento do punk, nunca teve tanto garoto a fim de aprender a tocar guitarra/ violão antes.

Esses dias o Pearl Jam gravou seu novo álbum: Backspacer, que certamente vai deixar um gosto amargo na boca daqueles que ainda se prendem a um sentimento de nostalgia quando ouvem o nome da banda. Este é o nono disco de estúdio e expõe em menos de 40 minutos de duração que os caras não estão muito preocupados em voltar a ser o exemplo perfeito de sucesso comercial. Há também um certo despojamento em relação aos clichês típicos do show business aí. Black Gives Way to Blue é o disco que marca o retorno do Alice Chains grupo liderado pelo excelente guitarrista Jerry Cantrell. A pauta que rege o novo álbum ainda é aquele climão soturno que permeou os trabalhos anteriores, mas sempre com uma impecável execução instrumental. E se tem algo que impressiona logo de cara é justamente a habilidade de Cantrell em criar riffs fantasmagóricos e pesadíssimos. Isso fica evidente com as ótimas "All Secrets Known" ) e "Check My Brain"

Muita gente começou a gostar de música por causa destas duas bandas. E pode ter a certeza de que tanto Alice in Chains quanto o Pearl Jam ainda merecem a atenção.

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