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10 de setembro de 2015

SIMPLESMENTE CAIO F.


Foi nos idos de 1999 que entrei em contato com escrita do autor gaúcho Caio Fernando Abreu. Valeu a pena cada letra lida. 

Naquele tempo não tão distante assim, me atraia o texto repleto de referências sobre coisas que eu já curtia: John Lennon, punks, hippies, Joplin, Garcia Marques, Lispector. Principalmente na música, Caio F. tinha as minhas influências.

Depois,  abandonei ao léu o que havia lido antes da graduação e entre estes Caio F. e seus morangos mofados cairiam em ostracismo na minha estante. Afastando-o da minha perspectiva literária em troca dos textos marxistas e de Teorias da História.  

Anos mais tarde tenho tentado revisitar (com outros olhos) tudo que li e ouvi na "aborrescência". Mal posso descrever o prazer de tê-lo encontrado novamente. Este texto seminal, urbano, melancólico e tão verdadeiro provoca a vontade de viver a plenos pulmões.  

É a máxima "comei e bebei, amanhã morrerás" que funciona como um tapa em nossas orelhas, repassada em forma de prosa e verso em um texto fulminante.

Um clássico se define por sua capacidade de atemporalidade. Anos e anos se passarão e nada do que Caio F. escreveu cairá em desuso. Assim como Shakespeare, Dante, Machado e etc. 

Sua escrita é sobre as profundezas da alma humana.
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